Retratação após apelo ambiental
A navegadora e escritora Tamara Klink voltou atrás em seu pedido para que leitores parassem de comprar seu livro, “Bom dia, inverno”. Inicialmente, a autora, cujo livro se tornou um best-seller, justificou a solicitação pela preocupação com os danos ambientais causados pela produção de livros físicos, como o consumo de papel e energia, e a consequente emissão de gases poluentes.
Em um vídeo publicado em 7 de agosto, Tamara destacou que seu livro estava há três meses entre os mais vendidos, liderando a lista há dois. Ela sugeriu que os livros já em circulação fossem compartilhados entre os leitores para diminuir a necessidade de novas impressões.
Reconhecimento de erro e cadeia editorial
Contudo, em 9 de agosto, a autora reconheceu que sua declaração não considerou “outros pontos de vista”, incluindo as diversas camadas do mercado editorial e as dificuldades enfrentadas por profissionais que vivem da escrita no Brasil. “Sou leitora antes de ser autora e não levei em conta toda a cadeia que alimenta as editoras”, explicou Tamara.
A retratação ocorreu após críticas de jornalistas, escritores e leitores à sua posição inicial. Tamara Klink aproveitou para agradecer a todos que se manifestaram e escreveram sobre o assunto.
“Bom dia, inverno”: A expedição premiada de Tamara Klink
O livro “Bom dia, inverno” narra a expedição solo de Tamara Klink no Ártico, onde ela passou três meses sem ver o sol, quatro meses sem contato humano e um semestre presa no mar congelado da Groenlândia, enfrentando temperaturas de até -40ºC entre outubro de 2023 e maio de 2024.
Com essa façanha, Tamara se tornou a primeira mulher a passar o inverno sozinha no Ártico e a primeira latino-americana a navegar sozinha pela Passagem Noroeste. Lançado em maio deste ano, o livro alcançou o terceiro lugar na lista de mais vendidos da Amazon, atrás apenas de clássicos como “A Metamorfose” e “Vidas Secas”.
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