Portos e Cidades: Especialistas Defendem Integração para Desenvolvimento Sustentável e Crescimento Econômico

Relação Essencial para Regiões Costeiras

A conexão entre portos e cidades foi apontada como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável das regiões costeiras. Durante o 2º Fórum Náutico Internacional da ANB, em Salvador, o painel ‘Integração Porto – Cidade’ destacou estratégias que visam aprimorar tanto as operações portuárias quanto o crescimento econômico e social.

Salvador Lidera Inovação com Secretaria do Mar

Maria Eduarda Lomanto, secretária do Mar de Salvador, celebrou a criação da primeira secretaria do tipo no Brasil, enfatizando a profunda ligação histórica e econômica da cidade com o mar. “Salvador cresceu a partir do mar e a cidade se organiza a partir do Porto. 90% de tudo o que a gente consome vem pelo mar e a cidade precisa abraçar e olhar o Porto como um local de desenvolvimento”, afirmou. Ela defendeu a implementação de um modelo de governança e gestão pública para fortalecer a comunicação entre o porto e a sociedade.

Codeba: Integrando Portos e Comunidades

Antônio Gobbo, da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), compartilhou a experiência do órgão na integração de portos sob sua administração, como os do Rio São Francisco, e seus impactos positivos em cidades como Candeias, Ilha de Maré, Simões Filho e Lauro de Freitas, além de Salvador. A Codeba tem focado em sustentabilidade, descarbonização e no bem-estar das famílias do entorno. Em 2024, a gestão de quatro portos resultou em um aumento de 24% nas atividades portuárias, com iniciativas complementares como o Museu da Memória Portuária e projetos de saneamento na Ilha de Maré.

Vigo (Espanha): Modelo de Porto Inclusivo e Inovador

Alberto Fuentes Losada, secretário-geral do Porto de Vigo, apresentou o caso de sucesso do porto espanhol, que se tornou um dos mais importantes, inclusivos e inovadores da Europa, com destaque para sua forte atividade pesqueira. A reconexão com a cidade, iniciada em 2014, envolveu 16 comissões colaborativas com 300 especialistas, potencializando iniciativas em pesca, tecnologia e sustentabilidade. “Quando a gente fala em porto lembra que essa era a parte mais feia da cidade, por causa dos seus containers e muros, mas agora a gente percebe que com a integração com a cidade muda tudo isso”, comentou a mediadora Michele Castilho.

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