O Retorno de uma Lenda Marítima
Uma das joias do Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, o rebocador Laurindo Pitta, está de volta à ativa. Após um período dedicado a reparos, o histórico navio retomou seus famosos passeios marítimos pela Baía de Guanabara, oferecendo aos visitantes uma experiência imersiva em quase 20 pontos turísticos.
Um Mergulho na História Naval do Brasil
Construído na Inglaterra em 1910, o Laurindo Pitta carrega consigo um legado singular: é o único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, atuou em missões de apoio logístico como parte da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). Hoje, a bordo deste rebocador, os visitantes não apenas apreciam a paisagem, mas também desvendam a rica história do Brasil e de sua Marinha.
O Passeio: Roteiro, Horários e Ingressos
O roteiro, com duração aproximada de 1h30, é guiado por um profissional que compartilha curiosidades e detalhes sobre os 18 locais visitados. O passeio ocorre de quinta a domingo, incluindo feriados, com saídas às 13h15 e 15h. Em janeiro, a programação se estende de terça a domingo. Os ingressos custam entre R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) e podem ser adquiridos no site da Ingresso com Desconto. Após a compra, a validação e o embarque acontecem no Espaço Cultural da Marinha, localizado na Orla Conde, Boulevard Olímpico.
Um Papel Educacional e de Preservação
O Vice-Almirante Gilberto Santos Kerr, diretor do DPHDM, destaca o duplo papel do passeio: educar sobre a história da Marinha do Brasil e ressaltar a importância dos oceanos. Em 1997, o Laurindo Pitta foi restaurado e transformado em navio-museu, abrigando uma exposição permanente sobre a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial, honrando os desafios enfrentados pelo país e a consolidação de uma Marinha moderna.
O Legado do Rebocador Laurindo Pitta
O nome do rebocador homenageia Laurindo Pitta de Castro, um influente deputado que defendeu o Programa de Reaparelhamento Naval de 1904. O navio simboliza um período de modernização da Força Naval brasileira. Além de sua atuação na Primeira Guerra, o Laurindo Pitta desempenhou um papel estratégico na defesa do Porto do Rio de Janeiro durante a Segunda Guerra Mundial, consolidando sua importância histórica.

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