Oceanos Batem Novo Recorde de Calor em 2025: Mais da Metade dos Mares Atinge Aquecimento Histórico e Absorve Calor Inédito

Aquecimento Oceânico Atinge Níveis Sem Precedentes

Um novo e alarmante estudo publicado na revista científica Advances in Atmospheric Science revela que em 2025, mais da metade dos oceanos do planeta Terra registrou o maior calor já documentado desde o início das medições modernas, por volta de 1955. A pesquisa, que contou com a colaboração de mais de 50 cientistas internacionais e foi liderada pela Academia Chinesa de Ciências, aponta que os mares acumularam o maior volume de calor da história. No ano passado, os oceanos absorveram 23 zettajoules (ZJ) de calor em relação a 2024, um aumento anual recorde que equivale a aproximadamente 200 vezes o consumo global de eletricidade em 2023.

Nove Anos Consecutivos de Recordes e Impactos Globais

O estudo destaca que cerca de 57% dos mares atingiram os cinco anos mais quentes de sua história local em 2025. Essa marca estende uma sequência preocupante de nove anos consecutivos batendo recordes de calor, a mais longa já observada. Os oceanos, que absorvem cerca de 90% do calor gerado pelas emissões humanas de gases de efeito estufa, funcionam como um termômetro global e um indicador fiel do aquecimento do planeta. Essa absorção massiva de calor pode servir como um motor para desastres climáticos em larga escala.

Aquecimento Acentuado em Regiões Chave e Consequências Climáticas

A pesquisa, que utilizou dados de instituições como a Copernicus Marine (União Europeia) e o Centro Nacional de Informação Ambiental da NOAA (EUA), identificou um aquecimento mais acentuado em áreas como o Oceano Pacífico Norte, Oceano Índico, Oceano Austral e o Atlântico tropical e Sul. Embora uma transição do El Niño para La Niña tenha causado um leve resfriamento superficial em algumas partes, o aquecimento geral persistiu. O entorno da Antártica também é motivo de preocupação devido ao colapso recente do gelo marinho, que afeta o equilíbrio climático e a circulação oceânica global. Regiões como o Atlântico Norte e o Mediterrâneo, por sua vez, apresentam águas mais quentes, menos oxigenadas e mais ácidas.

O Papel Crucial dos Oceanos e a Ameaça à Vida Marinha

Os oceanos desempenham um papel vital na distribuição de energia e na absorção de dióxido de carbono (CO2), atuando como um freio natural contra o aquecimento global. Sua alta capacidade térmica permite que armazenem grandes quantidades de energia sem um aumento drástico de temperatura, o que, de outra forma, tornaria a vida na Terra insustentável. No entanto, os níveis atuais de absorção de calor estão ultrapassando os limites. O aquecimento das águas contribui para o derretimento de geleiras, a elevação do nível do mar através da expansão térmica, chuvas mais intensas, ciclones mais fortes e ondas de calor mais severas. Além disso, a acidificação, o branqueamento de corais e a diminuição do oxigênio representam uma grave ameaça à vida marinha. Cientistas alertam que, enquanto a temperatura global continuar a subir, os recordes de calor nos oceanos serão quebrados continuamente, reforçando a urgência de zerar as emissões de gases de efeito estufa.

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