Colete Salva-Vidas de Sobrevivente do Titanic Arrecada R$ 4,5 Milhões em Leilão

Um artefato comovente da tragédia do Titanic, um colete salva-vidas utilizado por uma das sobreviventes, foi arrematado por impressionantes 670 mil libras, o equivalente a cerca de R$ 4,5 milhões em abril de 2026. O leilão, conduzido pela renomada casa Henry Aldridge and Son, especializada em memorabilia do navio, atraiu colecionadores e entusiastas da história do famoso transatlântico.

O colete em questão pertenceu a Laura Mabel Francatelli, passageira da primeira classe e secretária de Sir Cosmo Duff-Gordon, proprietário de terras escocês. O item se destaca por carregar autógrafos de Laura e de outros sete sobreviventes que embarcaram no mesmo bote salva-vidas. Curiosamente, o bote, com capacidade para 40 pessoas, foi lançado ao mar com apenas 12 a bordo durante o naufrágio, ocorrido há 114 anos, em 1912.

Legado de Laura Francatelli em Leilão

Laura Francatelli faleceu em 1967, aos 87 anos. Seu colete salva-vidas permaneceu na posse de sua família por décadas, antes de ser adquirido por um colecionador há cerca de 20 anos. A casa de leilões descreve o artefato como extremamente raro, sendo um dos poucos coletes do Titanic ainda existentes e o único a ser leiloado até o momento.

Este não é o primeiro item de Laura a ser negociado. Em 2010, a mesma casa de leilões vendeu por cerca de R$ 133 mil o seu relato oficial sobre o acidente. Na declaração, ela descreveu o pavor do naufrágio: “Houve um estrondo terrível quando ele afundou. Depois vieram os gritos e choros. Não sei quanto tempo duraram. Quase não conversamos. Os homens falavam sobre Deus, orações e esposas. Estávamos todos na escuridão”.

Outros Itens do Titanic no Leilão

Além do colete, o leilão apresentou um relógio recuperado do corpo de Frederick Sutton, um empresário que pereceu na tragédia. O item, parte da segunda coleção de seu espólio, foi vendido por 178 mil libras, aproximadamente R$ 1,2 milhão.

O Titanic, outrora considerado o navio mais moderno e luxuoso de sua época, afundou após colidir com um iceberg, resultando na morte de cerca de 1.500 das 2.200 pessoas a bordo. A maioria das vítimas sucumbiu à hipotermia nas águas gélidas do Atlântico Norte.

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