Retorno da caça: O que está em jogo?
A Islândia retomou a caça comercial de baleias após uma pausa de dois anos, com planos ambiciosos para 2026. A empresa Hvalur hf já iniciou a temporada, com permissão para abater até 150 baleias-fin (a segunda maior espécie do planeta) e 168 baleias-minke. Essa decisão contrasta com a expectativa de que a atividade estivesse em declínio, especialmente após um relatório da Whale and Dolphin Conservation (WDC) expor o sofrimento prolongado dos animais durante o abate, que pode levar até 20 minutos.
Controvérsia e oposição interna
A retomada da caça gerou surpresa e críticas de entidades de proteção animal. A situação é ainda mais complexa, pois há oposição dentro da própria Islândia. A ministra da Indústria, Hanna Katrín Friðriksson, sinalizou a intenção de propor a proibição da atividade no país. Além disso, pesquisas indicam que mais de 50% da população islandesa é contra a caça de baleias.
O contexto global da caça de baleias
A Islândia se junta a Noruega e Japão como os únicos países que ainda praticam a caça comercial de baleias, mesmo com a moratória internacional estabelecida pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) em 1986. O Japão, em particular, é um mercado significativo para os produtos de baleia-fin islandeses, apesar de também realizar sua própria caça. Especialistas como Mark Simmonds, da OceanCare, classificam a prática como “ultrapassada e injustificável no século 21”.
O fim da caça de baleias no Brasil
No Brasil, a caça de baleias, que remonta ao século 17 e foi importante para a economia de regiões litorâneas do Sudeste e Sul, foi oficialmente proibida em 1986, com a adesão do país à moratória da CBI. Atualmente, o país se destaca pelo turismo de observação de baleias, com a população de jubartes, por exemplo, estimada em 25 mil animais em 2022, demonstrando um sucesso na recuperação das espécies.
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