Robert Scheidt Lidera o Brasil na “Copa do Mundo da Vela” em Busca de Título Inédito
Bicampeão olímpico capitaneia a equipe brasileira na Star Sailors League Gold Cup no Rio de Janeiro, evento comparado à Copa do Mundo da FIFA.
O Brasil terá uma nova chance de conquistar uma Copa do Mundo em 2026, desta vez nas águas. O Rio de Janeiro será palco da segunda edição da Star Sailors League Gold Cup (SSL Gold Cup), evento que se consolida como a “Copa do Mundo da vela”. Para liderar a equipe brasileira na busca por um título inédito, o multicampeão olímpico Robert Scheidt foi escalado como capitão.
Formato Competitivo e Expectativas para o Brasil
A SSL Gold Cup segue um formato similar ao da Copa do Mundo da FIFA. Após uma fase de qualificação, as nações são divididas em grupos de quatro para competir em regatas. As duas melhores equipes de cada grupo avançam para as fases eliminatórias, culminando na grande final. Na edição de estreia, realizada na Espanha, a Hungria sagrou-se campeã, com Itália e Holanda no pódio. O Brasil, também capitaneado por Scheidt, terminou em oitavo lugar.
“Eu sou o capitão e timoneiro, responsável por montar a melhor tripulação possível”, declarou Scheidt à NÁUTICA. “Na última edição, chegamos na semifinal e vamos ver se este ano conseguimos melhorar isso”. O velejador ressaltou a importância de barcos idênticos fornecidos pela organização, que “testam realmente a habilidade das equipes”.
Scheidt: Embaixador e Competidor na Semana de Vela
Além de seu papel na SSL Gold Cup, Robert Scheidt é uma figura proeminente na 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), onde atua como embaixador pela terceira vez. O evento, que teve início em 1973, é considerado o maior encontro da vela oceânica na América Latina.
“É um evento muito especial. São barcos iguais, fornecidos pela organização. Então eles testam realmente a habilidade das equipes”, explicou Scheidt sobre a SSL Gold Cup. Referindo-se à SIVI, ele a descreve como “um evento que reúne os melhores barcos e transcende a competição. É uma espécie de grande festa, grande união da vela brasileira”.
Competição e Colaboração na SIVI
Com cinco medalhas olímpicas e 15 títulos mundiais, Scheidt enxerga a Semana de Vela como um ambiente de alta competitividade, mas também de forte colaboração. “É um evento que reúne os melhores barcos e transcende a competição. É uma espécie de grande festa, grande união da vela brasileira”, reforçou. Ele destaca a troca de informações e o clima festivo entre os velejadores como elementos únicos do evento.
Morando em Ilhabela, local que utiliza para treinos olímpicos, Scheidt tem um carinho especial pela SIVI, participando desde as categorias de base. Nesta edição, ele integra a tripulação do King, um Soto 40, numa das classes mais disputadas. Apesar de um processo de adaptação da equipe, a expectativa é de evolução contínua nas regatas.
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