Desafio no Isolamento
O veleiro Barco Brasil, único representante brasileiro na desafiadora regata Globe 40 2025/2026, alcançou um marco impressionante ao cruzar o Ponto Nemo. Este local, conhecido como o ponto mais isolado dos oceanos, foi atravessado pela embarcação durante a quarta etapa da competição, que se estende de Sydney, na Austrália, até Valparaíso, no Chile. A travessia pelo Pacífico coloca o Barco Brasil em uma das regiões mais remotas do planeta.
Posição de Destaque na Regata
Comandado pelos experientes velejadores brasileiros José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, o Barco Brasil demonstrou sua força ao cruzar o Ponto Nemo neste sábado, dia 17. Atualmente, a embarcação se encontra na linha de frente da regata, ocupando a 3ª posição geral, de acordo com os indicadores desta terça-feira, dia 20. A liderança é disputada pelo Belgium Ocean Racing, em primeiro lugar, e pelo Crédit Mutuel, em segundo.
O Ponto Nemo: Um Deserto Oceânico
O Ponto Nemo, localizado a aproximadamente 2.700 km de qualquer massa de terra, é mais do que apenas um ponto geográfico isolado. A região também serve como um cemitério espacial, recebendo satélites e estações espaciais desativados. As correntes oceânicas peculiares dificultam a vida marinha, transformando este vasto trecho do Oceano Pacífico em um ambiente desértico. Os velejadores enfrentam condições climáticas rigorosas, incluindo frio intenso, chuva de granizo e uma paisagem que se resume à imensidão azul.
Experiência Extrema a Bordo
José Guilherme Caldas compartilhou a intensidade da experiência: “É muito impactante a sensação de estar no fim (ou no início) do mundo. Ao mexer nos cabos, a sensação é de que tudo vai congelar. Estamos no ‘modo frigorífico’ e a carne dentro somos nós.” Apesar dos desafios, o Barco Brasil lidera a categoria Sharp na Globe 40, com 9 pontos, superando o veleiro francês Free Dom, que acumula 13,5 pontos. O sistema de pontuação da regata premia o competidor com menor pontuação ao final do percurso.
Sobre a Globe 40
A Globe 40 é uma regata de volta ao mundo disputada em barcos da classe Class40, divididos nas categorias Scow (proa larga, projeto mais recente) e Sharp (proa fina). A competição, que conta com seis etapas, tem como principal desafio, além das adversidades naturais, a navegação em duplas. Embora os tripulantes possam ser trocados a cada fase, a navegação deve ser sempre realizada em pares. Os entusiastas podem acompanhar a regata em tempo real através do site oficial da competição.

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