Obra Icônica Navega Pelas Águas Cariocas
A Baía de Guanabara será palco de uma intervenção artística inédita nesta quinta-feira (22), quando a obra ‘Voile/Toile – Toile/Voile’ (Vela/Tela – Tela/Vela) do renomado artista francês Daniel Buren ganhará as águas cariocas. Pela primeira vez no Brasil, a instalação, que já encantou cidades icônicas ao redor do mundo desde 1975, promete pintar o horizonte com as características listras do artista em onze veleiros Optimist. A iniciativa marca a chegada de uma das mais importantes expressões da arte conceitual ao país, antes de seguir para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).
Um Percurso Artístico da Marina da Glória à Praia do Flamengo
Às 15h, a partir da Marina da Glória, os onze veleiros Optimist, adornados com as tradicionais listras de Buren, iniciarão um percurso que se estenderá até a Praia do Flamengo. Essa ‘regata artística’ transformará a paisagem natural em uma tela viva, proporcionando um espetáculo visual único para quem acompanhar pela orla. A ação não é apenas uma exibição, mas uma experiência que convida à reflexão sobre a relação entre arte, espaço e observador.
Da Navegação à Exposição: A Arte no MAM
Após a navegação pela Baía de Guanabara, os veleiros embarcam em uma nova jornada rumo ao MAM. A partir de 28 de janeiro, e estendendo-se até 12 de abril, os barcos comporão a exposição derivada da intervenção. No museu, serão dispostos em ordem de chegada, simbolizando a transição do uso funcional para o campo artístico. O objetivo é estender a experiência estética vivenciada no mar para o ambiente terrestre, convidando o público a debater o conceito de arte e sua presença em diferentes contextos.
Daniel Buren: Um Legado na Arte Contemporânea
Daniel Buren, nascido na França em 1938, é uma figura proeminente na arte conceitual desde os anos 1960. Sua assinatura visual, as listras verticais de 8,7 cm em cores contrastantes, é aplicada em uma vasta gama de suportes, desde telas e fachadas arquitetônicas até intervenções urbanas. Buren é um dos pioneiros do conceito de arte ‘in situ’, onde a obra dialoga intrinsecamente com o ambiente em que se insere. A partir dos anos 1990, sua pesquisa se expandiu para explorar luz, cor e reflexos, criando instalações imersivas que redefinem a percepção do espaço. Sua trajetória inclui participações memoráveis na Bienal de Veneza, onde foi agraciado com o Leão de Ouro em 1986, consolidando sua influência no cenário artístico internacional.

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