Foco na Superação e Conquista
A tradicional regata Cape to Rio, que conecta a Cidade do Cabo, na África do Sul, ao Rio de Janeiro, no Brasil, teve um desfecho memorável para a vela brasileira em sua 18ª edição. O veleiro gaúcho Esperança, capitaneado por Márcio Lima, cravou o terceiro lugar na competição, um feito notável que exigiu garra e resiliência diante de desafios extremos. A equipe enfrentou uma tormenta e a passagem de dois ciclones durante a jornada, adicionando um tempero especial à conquista do pódio.
Trajetória de Dificuldades e Triunfo
A jornada até a Cidade do Cabo já se mostrou árdua para o Esperança. “Pegamos um mau tempo dois dias depois de sair de Rio Grande. Tivemos alguns problemas no barco, tivemos que voltar, isso nos atrasou em cinco dias. A viagem para levar o barco até Cidade do Cabo foi dura e deu um gostinho a mais na nossa conquista do pódio”, relatou Márcio Lima. Apesar dos percalços, o veleiro cruzou a linha de chegada em 15 de janeiro, garantindo uma posição de destaque em uma regata que teve o AlexForbes Angel Wings, da África do Sul, como campeão e o alemão Vineta em segundo.
Histórico Brasileiro na Cape to Rio
Esta edição marcou uma participação expressiva do Brasil, com três embarcações na raia. Além do Esperança, o Audaz 2, comandado por Gustavo Lis, finalizou em sexto lugar geral. O Suidoos II, de Theodora Prado, alcançou a décima posição, mas sua participação transcendeu o resultado esportivo. Prado se tornou a primeira mulher a completar a desafiadora regata de 3.500 milhas náuticas sozinha, um marco celebrado com uma homenagem especial durante a premiação no Iate Clube do Rio de Janeiro.
Um Sonho Realizado e o Futuro da Regata
Theodora Prado, que deixou o mercado financeiro para viver da vela, descreveu a conquista como uma “realização indescritível” e um “verdadeiro sonho”. Ela ressaltou a importância da regata como uma “verdadeira celebração do Hemisfério Sul, num esporte tão dominado por Europa e Estados Unidos”. As expectativas para a próxima edição, prevista para o final de 2028 ou início de 2029, já são altas, com cerca de dez barcos brasileiros demonstrando interesse em participar, sinalizando um futuro promissor para a vela nacional na Cape to Rio.
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