Velejadores da Mini Globe Race Chegam a Recife Após Volta ao Mundo em Barcos Artesanais de 5,80m

Parada Estratégica no Carnaval Pernambucano

Onze veleiros da Classe 5,80 da Mini Globe Race atracaram na Recife Marina, em Pernambuco, para uma merecida pausa de sete dias. A parada coincide com o Carnaval pernambucano, oferecendo um respiro aos navegantes após mais de 300 dias em alto mar, percorrendo mais de 24 mil milhas náuticas em uma regata de volta ao mundo solitária.

Jornada de Construção e Superação

O que torna esta regata ainda mais impressionante é que todos os 11 comandantes construíram seus próprios barcos. Partindo de Antígua e Barbuda em fevereiro de 2025, cada um a bordo de um veleiro artesanal de apenas 5,80 metros de comprimento, eles enfrentam um percurso total de mais de 28 mil milhas náuticas ao longo de 400 dias. O itinerário desafiador inclui passagens pelo Canal do Panamá, Oceano Pacífico e Ártico, testando a habilidade de nove homens e duas mulheres.

Desafios na Reta Final

A jornada, embora épica, não foi isenta de dificuldades. Antes de chegar a Recife, os velejadores pararam na Ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. O trecho de saída da Cidade do Cabo, na África do Sul, foi marcado por calmaria, que deixou o britânico Keri Harri preso por dois dias. Algas gigantes se prenderam nas quilhas dos barcos de Jasmine Harrison e Christian Sauer, exigindo mergulhos arriscados em alto mar. Jasmine Harrison também enfrentou a quebra do piloto automático, forçando-a a horas exaustivas no leme manual. A própria ancoragem em Santa Helena apresentou problemas, com pelo menos dois barcos arrastando suas âncoras por quase um quilômetro devido ao fundo marinho complicado.

Rumo à Linha de Chegada

Recife marca a última parada antes do sprint final de 4.000 milhas náuticas até a linha de chegada, de volta à Academia Nacional de Vela em Antígua e Barbuda. Os 11 comandantes se juntam à lista de circunavegadores históricos que completaram a volta ao mundo. Para alguns, a competição pelo primeiro lugar ainda é prioridade, enquanto outros, como Dan Turner, adotam uma postura mais filosófica, focando em aproveitar a experiência e planejar a escrita de um livro sobre a jornada. A maratona está perto do fim, com o destino final sendo o mesmo ponto de partida.

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