Author: gabriel

  • Rebocador Histórico Laurindo Pitta Retorna à Baía de Guanabara Após Reparos: Passeio Turístico Único Retoma Rota por Pontos Históricos

    Rebocador Histórico Laurindo Pitta Retorna à Baía de Guanabara Após Reparos: Passeio Turístico Único Retoma Rota por Pontos Históricos

    O Retorno de uma Lenda Marítima

    Uma das joias do Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, o rebocador Laurindo Pitta, está de volta à ativa. Após um período dedicado a reparos, o histórico navio retomou seus famosos passeios marítimos pela Baía de Guanabara, oferecendo aos visitantes uma experiência imersiva em quase 20 pontos turísticos.

    Um Mergulho na História Naval do Brasil

    Construído na Inglaterra em 1910, o Laurindo Pitta carrega consigo um legado singular: é o único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, atuou em missões de apoio logístico como parte da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). Hoje, a bordo deste rebocador, os visitantes não apenas apreciam a paisagem, mas também desvendam a rica história do Brasil e de sua Marinha.

    O Passeio: Roteiro, Horários e Ingressos

    O roteiro, com duração aproximada de 1h30, é guiado por um profissional que compartilha curiosidades e detalhes sobre os 18 locais visitados. O passeio ocorre de quinta a domingo, incluindo feriados, com saídas às 13h15 e 15h. Em janeiro, a programação se estende de terça a domingo. Os ingressos custam entre R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) e podem ser adquiridos no site da Ingresso com Desconto. Após a compra, a validação e o embarque acontecem no Espaço Cultural da Marinha, localizado na Orla Conde, Boulevard Olímpico.

    Um Papel Educacional e de Preservação

    O Vice-Almirante Gilberto Santos Kerr, diretor do DPHDM, destaca o duplo papel do passeio: educar sobre a história da Marinha do Brasil e ressaltar a importância dos oceanos. Em 1997, o Laurindo Pitta foi restaurado e transformado em navio-museu, abrigando uma exposição permanente sobre a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial, honrando os desafios enfrentados pelo país e a consolidação de uma Marinha moderna.

    O Legado do Rebocador Laurindo Pitta

    O nome do rebocador homenageia Laurindo Pitta de Castro, um influente deputado que defendeu o Programa de Reaparelhamento Naval de 1904. O navio simboliza um período de modernização da Força Naval brasileira. Além de sua atuação na Primeira Guerra, o Laurindo Pitta desempenhou um papel estratégico na defesa do Porto do Rio de Janeiro durante a Segunda Guerra Mundial, consolidando sua importância histórica.

  • Albânia Investe Bilhões para se Tornar o Próximo Grande Hub de Superiates do Mediterrâneo

    Albânia Investe Bilhões para se Tornar o Próximo Grande Hub de Superiates do Mediterrâneo

    Albânia Investe Bilhões para se Tornar o Próximo Grande Hub de Superiates do Mediterrâneo

    Com infraestrutura deficiente, o país balcânico aposta em projetos ambiciosos de marinas e resorts para atrair a elite náutica global.

    A Albânia, conhecida por suas paisagens deslumbrantes e custos acessíveis, está traçando um novo curso para se tornar um destino de ponta para superiates. Apesar de possuir águas cristalinas e uma extensa costa com potencial para competir com vizinhos como Grécia e Montenegro, o país tem permanecido à margem do radar da indústria de iates de luxo, em grande parte devido à sua infraestrutura limitada e falta de desenvolvimentos de luxo.

    Um Plano Ambicioso para Transformar a Costa

    Oficiais albaneses revelaram planos audaciosos, apoiados por investidores privados, para revitalizar sua costa. O projeto central envolve a criação de uma rede de marinas interconectadas, projetadas para servir como pontos de parada atraentes para superiates durante a movimentada temporada mediterrânea. O renomado designer de iates italiano, Luca Dini, está liderando este empreendimento monumental. Dini descreve a Albânia como um “quadro em branco” na Europa, oferecendo uma oportunidade única para desenvolvimento em larga escala e a chance de participar ativamente na construção de um país.

    Superando Desafios de Infraestrutura com Design Inovador

    A infraestrutura pública da Albânia é significativamente inferior à média da União Europeia, um obstáculo que Dini e seus parceiros pretendem superar. O projeto prevê a conversão de quilômetros de costa em complexos de marina e resorts integrados, oferecendo não apenas instalações náuticas de ponta, mas também espaços para esportes, bem-estar e imersão na cultura local e culinária. Dini enfatiza a importância da logística, afirmando que a falta de ancoradouros adequados tem sido um impedimento para os proprietários de iates. A nova rede de marinas visa otimizar a eficiência logística, minimizar o impacto ambiental e distribuir o crescimento econômico ao longo da costa. Há planos para desenvolver novas instalações de serviço essenciais para a indústria náutica, como estaleiros de reparo, fornecedores de suprimentos e áreas de abastecimento de alta qualidade.

    Sustentabilidade e Integração com a Natureza

    Um dos pilares do projeto de Dini é a integração harmoniosa com a paisagem albanesa. A proposta inclui o uso de telhados verdes que se misturam às montanhas, a incorporação de terracota impressa em 3D no local para honrar o patrimônio cultural e a manutenção de uma baixa densidade de construção para preservar o espaço e a beleza natural. O designer busca criar um ambiente onde os hotéis cinco estrelas coexistam com acomodações mais acessíveis, garantindo que o desenvolvimento beneficie tanto os visitantes de luxo quanto a população local. O objetivo é que as novas construções sejam discretas e respeitem a topografia do país, tornando a experiência de aproximação por mar uma revelação gradual.

    Um Futuro Promissor no Mapa Náutico

    Com a maioria dos projetos programada para serem concluídos em pouco mais de cinco anos, Luca Dini está confiante de que a Albânia se consolidará no cenário náutico mediterrâneo. A curiosidade em torno do país já é palpável entre os proprietários de iates, que buscam novas rotas e itinerários que possam combinar a Albânia com destinos como Montenegro, Croácia e Veneza. Além dos projetos de Dini, o evento Balkans Sea Fair, em Vlorë, e o desenvolvimento de US$ 2,5 bilhões em Durrës, liderado pela Eagle Hills, sinalizam um movimento crescente e um investimento significativo no setor. A “nova Albânia”, como Dini a chama, promete redefinir o turismo de superiates, abrindo possibilidades excitantes para o futuro do Mediterrâneo.

  • Amizade Inusitada: Mergulhador Brasileiro Conta Como Fez Amizade com Golfinho na Grécia e Criou Dupla Contra Poluição

    Amizade Inusitada: Mergulhador Brasileiro Conta Como Fez Amizade com Golfinho na Grécia e Criou Dupla Contra Poluição

    Um Encontro que Mudou Vidas

    A costa de Corinto, na Grécia, tornou-se palco de uma amizade improvável entre o mergulhador brasileiro Johnnie Boe e um golfinho. O primeiro contato ocorreu no verão de 2020, quando Boe, durante um mergulho, foi surpreendido pela curiosidade de um dos dois golfinhos que avistou. Diferente do outro, que seguiu seu rumo, este animal demonstrou um interesse peculiar pelo mergulhador. “Aquele momento mudou a minha vida”, declarou Boe ao noticiário The Dodo.

    A Conexão e os Reencontros

    Sentindo uma conexão imediata, Johnnie Boe passou a retornar ao local duas vezes por semana, na esperança de reencontrar seu novo amigo aquático. Após quase dois meses de espera, o reencontro aconteceu, e o mergulhador sentiu que o golfinho também o reconheceu. “Ele ficou comigo por um tempo e, depois desse dia, nossos reencontros se tornaram mais frequentes”, relatou Boe.

    Um Jogo para Salvar os Mares

    A amizade ganhou um novo contorno na primavera de 2021, quando o golfinho apareceu com um material semelhante a nylon preso em sua barbatana. Logo depois, o animal começou a trazer objetos plásticos para Johnnie, soltando-os de forma semelhante a um cão que convida seu tutor para brincar. Inicialmente, a cena era emocionante, mas a quantidade de lixo que o golfinho apresentava começou a incomodar o mergulhador. Boe, então, passou a recolher os itens plásticos após as breves brincadeiras.

    Uma Dupla Contra a Poluição

    O golfinho, com sua inteligência notável, percebeu o padrão de comportamento de Johnnie e começou a colaborar ativamente. O animal passou a levar sacolas, garrafas e outros resíduos plásticos para o mergulhador, aguardando que ele os retirasse da água. “Agora ele me deixa ficar com o lixo depois de uma breve brincadeira”, detalhou Boe. Essa dinâmica inusitada transformou a amizade em uma força inesperada na luta contra a poluição marinha, com a dupla colaborando de forma espontânea para limpar as águas gregas.

    Um Vínculo Real e Compartilhado

    Apesar de não ser possível prever os encontros com animais selvagens, Johnnie Boe afirma que seus encontros com o golfinho continuam acontecendo, fortalecendo o vínculo que se formou. O mergulhador compartilha registros desses momentos únicos em suas redes sociais, mostrando ao mundo essa conexão especial e inspiradora entre homem e natureza.

  • Navegação de Luxo: SEABOB Lança Edição Especial em Parceria com a Lamborghini

    Navegação de Luxo: SEABOB Lança Edição Especial em Parceria com a Lamborghini

    Um “Jet de Mão” com a Alma da Lamborghini

    Para os entusiastas de esportes aquáticos e admiradores de carros de luxo, a combinação de marcas pode soar como um sonho. Agora, esse sonho se torna realidade com o lançamento do SEABOB SE63, uma colaboração exclusiva entre a SEABOB e a icônica montadora italiana Lamborghini. O dispositivo, descrito como um “jet de mão”, promete unir a sensação de condução de um superesportivo à liberdade de explorar as águas.

    Design e Performance de Ponta

    O SEABOB SE63 não é apenas um “brinquedo aquático” para poucos afortunados; é uma obra de engenharia que carrega o DNA da Lamborghini. Disponível em seis cores distintas, o modelo conta com um motor potente de 6,3 kW e impressionantes 162 Nm de torque máximo. Com um peso de apenas 35 kg, o dispositivo oferece uma autonomia de até uma hora, com um tempo de recarga igualmente ágil. A capacidade de atingir até 25 metros de profundidade permite uma exploração subaquática sem precedentes.

    Inovações Exclusivas e Materiais Premium

    A Lamborghini descreve o SEABOB SE63 como uma “edição especial que representa um salto transformador em relação aos modelos anteriores”. O redesenho completo é evidente em sua carroceria futurista, que remete ao design arrojado dos carros da marca. A utilização de materiais premium, como componentes técnicos em titânio e magnésio, além de um eixo de motor em fibra de carbono no sistema de transmissão, eleva o luxo e a durabilidade do equipamento.

    Opcional Performance Board: Voando Sobre as Águas

    Um dos grandes diferenciais do SEABOB SE63 é o opcional Performance Board. Montado na parte traseira, este dispositivo foi projetado para adicionar estabilidade extra, especialmente em altas velocidades. Segundo a Lamborghini, o acessório “aprimora toda a experiência de pilotagem”, permitindo que os usuários sintam que estão “voando sobre a água”, em vez de apenas deslizando. A estreia mundial deste luxuoso equipamento aquático ocorreu no Cannes Yachting Festival em setembro de 2025, com produção prevista para iniciar neste ano.

    Estimativa de Preço Elevado

    Embora o valor oficial do SEABOB SE63 ainda não tenha sido divulgado, especialistas do setor especulam que o preço será consideravelmente superior aos modelos padrão, que variam entre US$ 9,5 mil e US$ 17,5 mil. As estimativas apontam para um valor acima de 27 mil euros, o que equivaleria a aproximadamente R$ 168 mil (com base na conversão de janeiro de 2026). Este preço reflete a exclusividade, a tecnologia embarcada e a parceria com uma das marcas automotivas mais cobiçadas do mundo.

  • Velejadores Brasileiros Brilham na Cape2Rio: Dois Já Cruzam a Linha de Chegada com Possibilidade de Pódio

    Velejadores Brasileiros Brilham na Cape2Rio: Dois Já Cruzam a Linha de Chegada com Possibilidade de Pódio

    Uma Regata Histórica para o Brasil

    A 18ª edição da Cape2Rio, uma das mais prestigiadas regatas oceânicas do mundo, está marcada por uma forte presença brasileira. Pela primeira vez, o Brasil ostenta uma das maiores flotilhas da história da competição, com três veleiros cruzando o Atlântico Sul desde a Cidade do Cabo, na África do Sul, em 27 de dezembro. A chegada ao Rio de Janeiro celebra não apenas a superação dos desafios do oceano, mas também a paixão nacional pela vela.

    Brasileiros na Disputa pelo Pódio

    Dois veleiros brasileiros já concluíram a desafiadora travessia e estão com reais chances de conquistar posições no pódio. O ‘Esperança’, comandado por Márcio Lima, e o ‘Audaz 2’, sob a liderança de Gustavo Lis, chegaram na última quinta-feira (15) em segundo e terceiro lugar, respectivamente, após a correção dos tempos. A competição entre os brasileiros se intensifica com a participação do alemão ‘Vineta’, que lidera a prova, e da sul-africana ‘Angel Wings’, atualmente em quarto lugar. A definição dos campeões finais ocorrerá com a chegada do último barco, prevista para o dia 26 de janeiro.

    Histórias de Superação e Pioneirismo

    Márcio Lima, capitão do ‘Esperança’, expressou a emoção de cruzar a linha de chegada após mais de duas semanas de navegação, destacando a recuperação da equipe após uma largada desafiadora. “Sabíamos que ao longo da regata iríamos recuperar e foi fantástico”, comemorou. Paralelamente, Theodora Prado, velejadora de Ubatuba, escreve um capítulo à parte na história da Cape2Rio. Ela navega sozinha a bordo do ‘Suidoos 2’, um feito inédito para uma mulher nesta regata, demonstrando coragem e habilidade ao comandar seu barco de 31 pés pelo vasto Oceano Atlântico.

    Um Marco para a Vela Brasileira

    Ricardo Baggio, um dos organizadores e diretor de vela do Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), ressaltou a importância desta edição para o cenário náutico brasileiro. “Se não é a [Cape2Rio] com maior número de barcos brasileiros, é uma das que já teve o maior número”, declarou. José Roberto Braile, comodoro do ICRJ, complementou, definindo a regata como uma “meta para os velejadores que querem ter experiência oceânica” e assegurando que “essa regata ficará marcada na história pela forte presença brasileira”. A cerimônia de premiação e a divulgação do ranking oficial serão realizadas no ICRJ após a chegada de todas as embarcações.

  • Tubarões Brincam? Estudo Inédito Flagrou Predadores Interagindo com “Brinquedos” em Aquário

    Tubarões Brincam? Estudo Inédito Flagrou Predadores Interagindo com “Brinquedos” em Aquário

    Comportamento Inusitado em Ambiente Controlado

    Cenas raramente vistas em estudos sobre tubarões chamaram a atenção de cientistas: animais atravessando aros coloridos, empurrando tubos com o focinho e até batendo em objetos com a cauda. Essas interações, que poderiam ser interpretadas como brincadeira, foram registradas em um experimento científico real, publicado na revista Applied Animal Behaviour Science.

    O Experimento e as Espécies Envolvidas

    A pesquisa, realizada no Cabrillo Marine Aquarium, na Califórnia, acompanhou 13 tubarões de quatro espécies diferentes: tubarões-cornudos (Heterodontus francisci), tubarões-inchados (Cephaloscyllium ventriosum), tubarões-leopardo (Triakis semifasciata) e uma raia-da-califórnia (Caliraja inornata). Durante 12 semanas, cientistas introduziram objetos como lulas de plástico, aros e tubos nos tanques, antes e após a alimentação dos animais, documentando as reações em vídeo.

    Motivação Além da Fome

    As filmagens revelaram que os tubarões interagiam com os objetos de diversas formas, incluindo mordiscar e realizar movimentos semelhantes aos de caça, mas sem a presença de presas. Um detalhe intrigante foi o aumento dessas interações após os animais serem alimentados, sugerindo que a fome não era o principal motivador. Isso reforçou a hipótese dos pesquisadores de que os tubarões poderiam estar exibindo um comportamento lúdico.

    Debate Científico e Limitações do Estudo

    Apesar da interpretação inicial dos autores como “brincadeira”, o termo foi retirado do artigo final a pedido dos revisores. Estes apontaram que o estudo não mediu critérios essenciais para tal classificação, como a ativação de circuitos de recompensa, indicadores fisiológicos de prazer, níveis de estresse ou a distinção clara entre brincadeira e simples exploração. Os próprios pesquisadores reconheceram a falta de base experimental suficiente para sustentar tecnicamente o termo.

    Novas Perspectivas sobre a Cognição dos Tubarões

    Patrick Sun, coautor do estudo, expressou a crença de que um estudo mais rigoroso poderia comprovar a hipótese da brincadeira. Autumn Smith, principal autora, destacou a carência de pesquisas sobre comportamentos não predatórios em tubarões, como interações sociais, comunicação e cognição. Elisabetta Palagi, etóloga não envolvida no estudo, sugeriu que a motivação dos tubarões pelos objetos pode diminuir com o tempo, indicando um comportamento exploratório. Embora o estudo não comprove a brincadeira no mesmo sentido que em cães ou golfinhos, ele revela que os tubarões são mais curiosos, ativos e cognitivamente complexos do que se pensava, explorando o mundo ao seu redor, por vezes, aparentemente, por pura diversão.

  • Por Que Usamos “Nós” e Não Quilômetros para Medir Velocidade no Mar? A Curiosa História da “Barquinha”

    Por Que Usamos “Nós” e Não Quilômetros para Medir Velocidade no Mar? A Curiosa História da “Barquinha”

    A Origem Náutica da Unidade de Medida de Velocidade

    Se você já se aventurou pelo universo náutico ou simplesmente tem curiosidade sobre ele, provavelmente já se deparou com o termo “nós” para expressar a velocidade de embarcações. Essa unidade peculiar tem suas raízes em um método engenhoso de medição de velocidade que surgiu no mar por volta do século 17: a “barquinha”.

    Como Funcionava a “Barquinha”?

    Naquela época, a medição de distâncias e velocidades ainda se baseava em unidades corporais. A barquinha, um dispositivo simples, consistia em um carretel com uma corda que possuía nós espaçados regularmente. Cada nó representava uma milha. Uma pequena âncora de madeira, em formato triangular, era presa à ponta da corda e lançada ao mar. O arrasto da água puxava a corda do carretel, e os marinheiros utilizavam uma ampulheta, que equivalia a cerca de 28 segundos, para cronometrar. Eles contavam quantos nós passavam pelas mãos durante esse período. Assim, cada nó contado correspondia a uma milha náutica por hora, indicando a velocidade da embarcação.

    A Evolução da Milha Náutica

    A necessidade de um padrão universal para a navegação levou ao desenvolvimento da milha náutica. Em vez de depender de unidades que variavam entre regiões, navegadores e estudiosos recorreram à geometria da Terra. Eles observaram que um minuto de arco de latitude, ao longo de um meridiano, correspondia a uma distância praticamente constante. A circunferência terrestre foi dividida em 360 graus e cada grau em 60 minutos, definindo a milha náutica como o comprimento de um desses minutos de arco de latitude. Essa definição, ligada diretamente à forma do planeta, a torna ideal para a navegação e a leitura de cartas náuticas.

    Nós: A Velocidade na Ponta dos Dedos

    Atualmente, o nó é a unidade padrão para medir a velocidade no mar, equivalendo a uma milha náutica por hora. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), um nó é aproximadamente 1,85 quilômetro por hora. Essa conversão facilita a compreensão para aqueles mais familiarizados com as medidas terrestres. A imagem de um tratado náutico dos séculos 17-18 ilustra como os marinheiros, antes dos instrumentos modernos, utilizavam a barquinha e tabelas para calcular a posição estimada de seus navios, combinando tempo de navegação, velocidade e rumo seguido – um método conhecido como “estima”.

  • Barco de Corrida Vintage Miss America VIII, Campeão Histórico, Vai a Leilão por Mais de R$ 10 Milhões

    Barco de Corrida Vintage Miss America VIII, Campeão Histórico, Vai a Leilão por Mais de R$ 10 Milhões

    Uma Lenda das Águas Renasce para o Leilão

    O icônico barco de corrida vintage, Miss America VIII, que marcou época com sua velocidade e vitórias, está prestes a encontrar um novo lar. Construído em 1929 com o ambicioso objetivo de ser a embarcação mais rápida do mundo, o modelo passou por uma restauração minuciosa e será leiloado neste sábado (17) pela Mecum Auctions em Kissimmee, nos Estados Unidos. Os interessados em adquirir essa peça de história náutica precisarão desembolsar, no mínimo, US$ 2 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 10,7 milhões (janeiro de 2026).

    Engenharia e Glória: A História do Miss America VIII

    Com 8,5 metros de comprimento, o Miss America VIII é fruto da colaboração entre o inventor e campeão de corridas Garfield “Gar” Wood e o projetista Napoleão “Nap” Lisee. Projetado para competir no Troféu Harmsworth, a mais cobiçada corrida internacional de lanchas da época, o barco conquistou a vitória logo em sua estreia, em 1929. O desempenho e o design foram aprimorados nos anos seguintes, permitindo que, com George Wood ao volante, a embarcação vencesse novamente em 1931, ano em que registrou a impressionante velocidade de 167 km/h no rio Harlem.

    O Coração da Máquina: Potência e Inovação

    O segredo da velocidade do Miss America VIII residia em sua motorização. Originalmente equipado com dois motores Packard V12, que juntos geravam cerca de 2.000 hp, o barco passou por atualizações significativas. Na versão que irá a leilão, o coração da lancha agora pulsa com um par de motores DOHC V16 de 18,2 litros da Harry Miller, capazes de produzir incríveis 1.860 hp. Além da potência renovada, o casco, construído com pranchas de mogno filipino, foi alargado para 9,1 metros, e impressionantes 75% da madeira original foram preservados graças ao renomado restaurador Doug Morin.

    Um Legado Preservado e Celebrado

    O Miss America VIII é um dos únicos três exemplares da linhagem Miss America que ainda existem. Apesar de modelos posteriores terem alcançado velocidades ainda maiores, Gar Wood considerava o Miss America VIII o melhor barco que já possuíram. Sua restauração não apenas preserva a história, mas também garante que esta lenda das corridas possa continuar a deslumbrar entusiastas por muitas décadas.

  • Novo Superiate Feadship Project 717 Impressiona com Design Inovador e Conforto Luxuoso

    Novo Superiate Feadship Project 717 Impressiona com Design Inovador e Conforto Luxuoso

    Novo Superiate Feadship Project 717 Impressiona com Design Inovador e Conforto Luxuoso

    A mais recente embarcação da renomada construtora holandesa combina estética refinada, tecnologia de ponta e espaços amplos para uma experiência náutica incomparável.

    O estaleiro Feadship, sinônimo de excelência na construção de superiates, celebra o lançamento de seu mais novo projeto, o codinome 717. A embarcação de 50 metros tem atraído a atenção do mundo náutico por suas linhas elegantes, proporções harmoniosas e um nível de detalhe que reflete a dedicação e o talento dos envolvidos em sua criação.

    Design Exterior que Equilibra Estilo e Funcionalidade

    O Studio De Voogt, responsável pelo design exterior, buscou uma integração visual fluida. Jan Schaffers, designer sênior, explica que as linhas foram estendidas de forma sutil para evitar uma sensação de alongamento excessivo, enquanto os ombros alargados na lateral do deck superior contribuem para o equilíbrio estético. O foco no deck principal foi criar uma atmosfera de praia, com anteparas retráteis que, quando abertas, expandem o espaço e oferecem vistas desimpedidas do oceano, comparáveis a iates de maior porte, complementado por um generoso teto na popa.

    Espaços de Convivência e Lazer Pensados para o Conforto

    O deck principal a ré apresenta um layout espaçoso com áreas de estar confortáveis e uma banheira de hidromassagem com frente de vidro, que se beneficia das anteparas rebatíveis para um acesso direto ao mar. Na proa, um lounge e área de jantar bem proporcionados, com amplas janelas, garantem privacidade e conexão com o ambiente externo. O amplo sun deck, similar aos encontrados em iates maiores, abriga a ponte de comando secundária, áreas de estar, unidades de bar com churrasqueira, uma extensa área de jantar com ventiladores e um lounge na popa. A proa oferece um refúgio relaxante com assentos e espreguiçadeiras.

    Interior Luxuoso e Tecnologia de Propulsão Avançada

    Projetado por Marty Lowe, Inc. em colaboração com o proprietário e o estaleiro, o interior acomoda dez convidados em cinco cabines. Destaque para a suíte master, que ocupa toda a largura da embarcação, com vistas panorâmicas, um escritório privativo e uma área de vestir separada. Em termos de propulsão, o Project 717 incorpora a tecnologia do programa Feadship Advanced Electrical Drive. O sistema utiliza propulsores para propulsão e direção, uma configuração comprovada que minimiza o arrasto, otimiza a eficiência, a manobrabilidade e o conforto a bordo.

    Atualmente, o superiate Feadship Project 717 está passando por seus testes de mar, prometendo estabelecer novos padrões de elegância e desempenho no universo náutico.

  • Mergulhador Flagra Raro Peixe-Rei-do-Salmão, Visto Apenas Duas Vezes em 2025

    Mergulhador Flagra Raro Peixe-Rei-do-Salmão, Visto Apenas Duas Vezes em 2025

    Um Encontro Inesperado na Baía de Monterey

    O mergulhador Ted Judah teve uma experiência memorável enquanto explorava as águas da Baía de Monterey, na Califórnia. Próximo à praia de McAbee, a uma profundidade surpreendente de apenas 4 metros, ele avistou uma criatura prateada e ondulante, descrita por ele como “uma lâmina de faca”. O que Judah não sabia é que havia acabado de cruzar o caminho de um dos animais marinhos mais elusivos do planeta: o rei-do-salmão (Trachipterus altivelis).

    Um Achado Científico de Grande Importância

    Após registrar o animal com sua câmera, Ted Judah buscou ajuda para identificar a espécie incomum. A resposta veio rapidamente nos comentários de sua postagem no Facebook, onde Kevin Lewand, um biólogo marinho do Aquário da Baía de Monterey, confirmou a raridade do encontro. Segundo Lewand, o rei-do-salmão é um peixe de águas profundas, normalmente encontrado entre 200 e mil metros de profundidade. O avistamento de Judah marcou apenas o segundo registro da espécie em 2025, tornando o evento um “achado incrível” para a comunidade científica.

    O Misterioso Rei-do-Salmão

    O peixe-rei-do-salmão é caracterizado por seu corpo longo e prateado e seus olhos proeminentes. Ele habita o Oceano Pacífico e seu nome peculiar tem origem em uma lenda do povo indígena Makah. De acordo com o Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI), os Makah acreditam que este peixe desempenha um papel místico, guiando os salmões de volta aos seus locais de desova. A aparição deste raro habitante das profundezas em águas tão rasas continua a intrigar os pesquisadores.