Author: gabriel

  • Catamarã Monolítico: Empresa Italiana Imprime Barco Funcional de 6 Metros em Apenas 160 Horas com Impressora 3D

    Inovação Revolucionária na Indústria Naval

    A empresa italiana Caracol, conhecida por suas impressoras 3D industriais de grande formato, anunciou um marco na fabricação de embarcações: o primeiro catamarã monolítico funcional impresso em 3D. Com 6 metros de comprimento, a embarcação foi construída em impressionantes 160 horas, demonstrando o potencial da manufatura aditiva robótica para o setor náutico.

    Tecnologia e Sustentabilidade em Harmonia

    O catamarã foi projetado como uma peça única e integrada, eliminando a necessidade de emendas e otimizando a interação entre suas partes. Para sua construção, a Caracol utilizou polipropileno reciclado (rPP), combinado com 30% de fibra de vidro, conferindo resistência e durabilidade à embarcação. O acabamento das superfícies, incluindo as marcas deixadas pela impressão, foi realizado com tecnologia CNC (Comando Numérico Computadorizado), garantindo precisão e um visual aprimorado.

    Otimização de Processos e Colaboração Estratégica

    Embora as fases de projeto e fatiamento tenham demandado tempo considerável devido à complexidade e ao tamanho do barco, a Caracol ressalta que esses processos são realizados uma única vez por modelo. Isso permite a replicação em série, reduzindo significativamente o tempo de preparação para construções futuras. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Grupo V2, especialista espanhol em design e engenharia naval, que também utiliza a plataforma LFAM (Large Format Additive Manufacturing) da Caracol.

    Um Novo Capítulo para a Fabricação de Barcos

    A Caracol vê essa conquista como o início de uma nova era na fabricação de barcos e componentes náuticos. A capacidade de imprimir embarcações monolíticas e funcionais em tempo recorde abre portas para designs mais complexos, maior personalização e uma produção potencialmente mais eficiente e sustentável. A empresa e o Grupo V2 planejam agora a industrialização e ampliação da produção deste inovador catamarã.

  • Regata Salvador-Ilhéus: Tradição de 30 Anos Celebra Vela e Cultura em 2027 com Festa Inesquecível

    Edição Histórica em 2027

    A renomada Regata Salvador-Ilhéus se prepara para um marco histórico em 2027: a celebração de seus 30 anos. Considerada a quarta maior regata oceânica do Brasil, o evento promete uma grande festa para comemorar a data, reunindo entusiastas da vela de todo o país entre os dias 25 e 27 de fevereiro.

    Um Percurso de Tradição e Emoção

    Com um percurso desafiador de aproximadamente 110 milhas náuticas (cerca de 204 km), a competição tem largada na capital baiana e chegada em Ilhéus, no sul da Bahia. Mais do que uma disputa acirrada, a Regata Salvador-Ilhéus se consolida como uma celebração da vela em águas nordestinas, promovendo a integração entre esporte, turismo e a rica cultura local.

    Promessa de Celebração Inesquecível

    Agatha Wicks, diretora executiva da Ellas Produções e Eventos, uma das organizadoras do evento, antecipa que a programação dos 30 anos será mantida em sigilo por enquanto, mas garante uma festa de premiação grandiosa, planejada para tornar esta edição inesquecível. A expectativa é que o evento atraia um grande número de participantes e espectadores, consolidando ainda mais sua importância no cenário náutico brasileiro.

    Edição de 2026 e Destaques

    Na edição mais recente, a Regata Salvador-Ilhéus contou com a participação de 30 embarcações e 130 velejadores. O Fita Azul e vencedor da competição foi o veleiro Ventania Oceanis 55, comandado por Lúcio Bahia, que completou o trajeto em impressionantes 19h30m54s. A competição também se destacou pela forte presença feminina, com 12 mulheres inscritas, e pelo troféu Izabel Pimentel, em homenagem à pioneira da navegação solo feminina na América Latina. Além da disputa no mar, os participantes puderam desfrutar de imersões culturais em Ilhéus, conhecendo os pontos turísticos e o histórico Porto da cidade.

  • Velejadora Brasileira Izabel Pimentel Navega Barco Centenário Espanhol para a Rússia em Meio a Conflitos Internacionais

    Uma Jornada Através do Tempo e das Guerras

    O veleiro Zvezda, construído em 1934 na Alemanha com um propósito militar para a Segunda Guerra Mundial, carrega em seu casco de aço e convés de madeira as marcas de quase um século de história. Projetado originalmente por Hermann Wilhelm Göring, o barco serviu ao treinamento de militares alemães. Com o fim da guerra, o Zvezda foi transferido para a União Soviética como parte das reparações, onde encontrou um novo lar e foi adaptado para navegação com dois mastros, representando a Rússia em regatas internacionais.

    Do Abandono à Recuperação: O Renascimento do Zvezda

    Em 2019, um incidente nas Ilhas Canárias levou o Zvezda a um estaleiro de pesca, mas uma série de adversidades, incluindo problemas com vistos da tripulação russa e o fechamento de fronteiras pela pandemia de COVID-19, resultou em seu abandono. Foi o velejador brasileiro Juliano Leal, que reparava seu próprio barco em Fuerteventura, quem se encantou pela embarcação. Sua experiência em transporte marítimo o colocou em contato com Alexey Semenov, empresário russo que buscava levar o Zvezda de volta para casa. Com o custeio de Semenov e o trabalho de Leal e amigos, o veleiro foi levado até Vigo, na Espanha.

    A Missão Impossível: Levar o Zvezda para a Rússia em Tempos de Guerra

    A esperança de retorno do Zvezda foi novamente frustrada em fevereiro de 2022, com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Sanções internacionais e o fechamento de portos mantiveram o barco inativo por mais três anos. Em setembro de 2024, a velejadora brasileira Izabel Pimentel, amiga de Juliano Leal, foi convidada para assumir a capitania de uma missão audaciosa: levar o Zvezda da Espanha para São Petersburgo, na Rússia, através de rotas complexas e perigosas. A ideia inicial de navegar pelo Mediterrâneo foi descartada devido ao fechamento das águas e à guerra no Mar Negro, levando à audaciosa decisão de buscar o caminho pelo norte, via Sibéria.

    Uma Travessia Extrema pelos Mares do Norte

    A tripulação, composta por Izabel Pimentel (capitã), Juliano Leal (marinheiro e contador) e Toni Cruz (responsável pela burocracia), partiu rumo a São Petersburgo. A jornada foi marcada por constantes reparos e imprevistos. A rota pelo oeste, apesar da resistência inicial da tripulação, foi crucial para evitar correntes violentas e ventos desfavoráveis na costa da Irlanda. As ilhas Shetland ofereceram um breve alívio com a luz do dia prolongada. No entanto, a tripulação enfrentou uma tempestade brutal, com ondas colossais e ventos uivantes que danificaram equipamentos essenciais, como cartas náuticas e o computador de bordo. O veleiro, projetado para uma tripulação maior, exigiu esforço redobrado da pequena equipe, que lutou contra o frio intenso e a precariedade das condições a bordo. Apesar do medo e da tensão, a resiliência do Zvezda, construído para resistir a conflitos, impressionou a todos, demonstrando sua capacidade de ancorar a estabilidade em meio ao caos. A intervenção da guarda costeira sueca e a habilidade de Toni em negociar permitiram que a rota fosse ajustada, evitando áreas de conflito. Finalmente, após 22 dias de navegação, o Zvezda chegou a São Petersburgo, encerrando sua jornada épica.

    Próxima Aventura: A Antártica

    Com a missão de levar o Zvezda cumprida, Izabel Pimentel já planeja sua próxima grande aventura: uma viagem à Antártica, que coincidirá com seu aniversário de 60 anos. A velejadora pretende cruzar a Passagem de Drake, celebrando a nova década em alto-mar, em uma expedição que promete ser tão desafiadora quanto sua recente travessia para a Rússia.

  • Vídeo de Orcas ‘Brincando’ com Atum Gigante Viraliza; Especialista Explica Comportamento Incomum

    Orcas e Atum Gigante em Interação Misteriosa: O Vídeo Que Conquistou a Internet

    Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra uma cena inusitada: um atum de proporções gigantescas, estimado em cerca de 200 kg, nadando serenamente ao lado de um grupo de orcas, sem demonstrar o comportamento de fuga esperado. As imagens, que já ultrapassaram 2,3 milhões de visualizações, geraram especulações sobre a autenticidade e a natureza da interação, com alguns sugerindo uma possível ‘brincadeira’ entre os animais.

    A Hipótese da Linha de Pesca: Explicação Científica para o Comportamento

    Apesar do apelo visual e do mistério, o biólogo marinho Eric Comin ofereceu uma explicação mais terrena para o ocorrido. Segundo ele, embora as imagens possam ser reais, o comportamento retratado não é natural para nenhuma das espécies envolvidas. A hipótese mais provável, de acordo com Comin, é que o atum estivesse fisgado em uma linha de pesca no momento da gravação. Nesse cenário, uma orca poderia ter se aproximado e até mesmo segurado a linha, resultando na cena capturada.

    Inteligência Artificial ou Pesca? O Debate Continua

    O especialista não descarta completamente a possibilidade de o vídeo ter sido gerado por inteligência artificial, dada a natureza peculiar da interação. No entanto, a explicação ligada à pesca parece ser a mais plausível. Comin pondera que, ao final, as orcas provavelmente se alimentaram do peixe, aproveitando a oportunidade criada pela atividade humana.

    Comportamento Adaptativo das Orcas e a Influência Humana

    A discussão em torno do vídeo também toca em um ponto mais amplo: a capacidade de adaptação e aprendizado das orcas. Comentários nas redes sociais sugerem que esses animais podem estar aprendendo a tirar proveito das práticas de pesca humana. Essa linha de pensamento se alinha a estudos científicos que investigam a inteligência e as estratégias de caça desses mamíferos marinhos. Há inclusive pesquisas que indicam que as orcas podem tentar socializar com humanos, adicionando mais uma camada de complexidade ao seu comportamento.

    A Importância da Verificação de Conteúdo na Era Digital

    O caso reforça a importância de uma análise crítica de conteúdos que circulam na internet. Vídeos impactantes podem ganhar grande alcance rapidamente, mesmo sem confirmação de sua autenticidade. É fundamental considerar o contexto, a origem e a probabilidade antes de aceitar um conteúdo como verídico. A equipe de NÁUTICA tentou contato com o autor do vídeo, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

  • Veleiro Fraternidade, após cruzar o Ártico, é escoltado pelo Cisne Branco em trajeto simbólico para o Rio de Janeiro

    Conquista inédita no Ártico e recepção calorosa

    O veleiro-escola Fraternidade, comandado pelo navegador Aleixo Belov, de 83 anos, atracou em Ilhabela (SP) no dia 30 de janeiro, marcando uma parada estratégica em sua histórica circunavegação. A embarcação retornou após conquistar a desafiadora Passagem Nordeste, rota que liga os oceanos Atlântico e Pacífico pelo Ártico russo, um feito inédito para uma embarcação de bandeira brasileira.

    Cena emocionante: Cisne Branco acompanha o Fraternidade

    Na última quarta-feira (4), o Fraternidade partiu de Ilhabela rumo ao Rio de Janeiro em um momento de grande simbolismo. A embarcação foi escoltada pelo veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, durante todo o trajeto. A cena emocionou a tripulação e a comunidade náutica local. “Sensação incrível ver o nosso barco lado a lado, rompendo o amanhecer e navegando junto ao Cisne Branco”, relatou Ádamo Mello, fotógrafo e cinegrafista da expedição.

    Reta final de uma volta ao mundo e reconhecimento oficial

    A circunavegação, iniciada em Salvador (BA) em abril de 2025, está em sua reta final. Aleixo Belov e sua tripulação serão oficialmente reconhecidos pela Marinha do Brasil em uma solenidade no dia 11, celebrando a audaciosa travessia pelo topo da Rússia. Belov, pioneiro em diversas conquistas náuticas, incluindo a primeira volta ao mundo em solitário por um brasileiro, é reverenciado por sua trajetória e dedicação à exploração marítima.

    Desafios polares e experiências culturais enriquecedoras

    A Passagem Nordeste foi descrita por Belov como o maior desafio de sua vida, exigindo o enfrentamento de gelo, ventos extremos e janelas de degelo curtas, além de restrições em áreas militarizadas. Apesar das dificuldades técnicas, a expedição proporcionou encontros culturais marcantes. “A gente tinha a impressão de que o povo russo era frio e fechado, mas foi justamente o contrário. Eles são muito calorosos e se assemelham bastante aos brasileiros”, compartilhou Mello, que documentou a riqueza de detalhes da viagem, incluindo a hospitalidade recebida em diversos portos. A viagem será transformada em documentário e material para livro ou exposição.

    Legado e futuro de um navegador lendário

    A chegada do Fraternidade a Salvador está prevista para 28 de fevereiro, encerrando mais uma jornada épica. Aleixo Belov, radicado na Bahia, consolida seu legado como um dos grandes nomes da história náutica brasileira. Aos 83 anos, esta expedição pode ser sua última grande aventura em mar aberto, mas a paixão pela exploração sugere que novos desafios podem surgir.

  • Rio Boat Show 2026: Maior Salão Náutico da América Latina Define Nova Data e Abre Temporada Náutica Brasileira em Abril

    Nova Data e Local Confirmados

    O calendário náutico brasileiro ganha seu pontapé inicial em 2026 com a confirmação do Rio Boat Show, o maior evento náutico outdoor da América Latina. Programado para ocorrer de 11 a 19 de abril, o salão retorna à icônica Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A mudança de data posiciona o evento como o marco de abertura oficial do setor, reunindo estaleiros, especialistas, fornecedores e apaixonados pelo universo náutico em um dos cenários mais deslumbrantes do país.

    Vitrine Estratégica e Lançamentos

    Realizado às margens da Baía de Guanabara, o Rio Boat Show se consolida como uma vitrine estratégica para lançamentos de novas embarcações e equipamentos, além de ser um importante polo de negócios. Durante os nove dias de evento, os visitantes terão acesso a uma vasta exposição que inclui iates, lanchas, veleiros, jets, infláveis, motores e acessórios. A disposição das embarcações lado a lado na água facilitará a comparação direta entre modelos e marcas, tornando a experiência ainda mais completa e informativa.

    Experiências e Inovações para o Público

    Uma das atrações mais aguardadas são os test drives de barcos, que proporcionam ao público a oportunidade de sentir na prática o desempenho das embarcações. Para enriquecer ainda mais a programação, o evento contará com o Náutica Talks, um circuito de palestras com especialistas e personalidades do setor discutindo temas relevantes. Além disso, o salão oferecerá experiências interativas como batismos de mergulho e aulas de vela, buscando aproximar novos públicos ao universo da navegação. Os elegantes estandes flutuantes criarão um ambiente sofisticado, integrando negócios, lazer e o estilo de vida à beira-mar.

    Espetáculo Noturno e Hotel Oficial

    À noite, o Rio Boat Show reserva um espetáculo à parte com o tradicional desfile noturno de barcos. O show de luzes transforma a Marina da Glória em uma passarela sobre as águas, um dos momentos mais fotografados e admirados pelo público. Para garantir a comodidade dos visitantes, o Intercity Porto Maravilha foi confirmado como o hotel oficial do evento, oferecendo condições especiais e fácil acesso à Marina da Glória. O Rio Boat Show 2026 promete reforçar sua posição como o principal encontro da náutica na América Latina, definindo o rumo do mercado e proporcionando uma experiência inesquecível para todos os envolvidos.

  • Super Bowl Flutuante: San Francisco Transforma a Baía em Palco Náutico com Festas em Iates e Atrações Inovadoras

    San Francisco une futebol americano e tradição náutica para o Super Bowl LX

    A cidade de San Francisco se prepara para sediar a 60ª edição do Super Bowl, que ocorrerá neste domingo (8) em Santa Clara, no Levi’s Stadium. Contudo, a festa se estende para além do campo, com a icônica Baía de San Francisco assumindo um papel de destaque. Em um evento inédito para a National Football League (NFL), a cidade transformará seu cenário marítimo em um grande atrativo, combinando a paixão pelo futebol americano com a sua forte cultura náutica.

    A ‘Yacht Culture’ toma conta da Baía de San Francisco

    A arte oficial do Super Bowl LX já antecipava a forte presença da cultura náutica, com a Ponte Golden Gate como pano de fundo. San Francisco, com sua história marítima e infraestrutura de ferries reconhecida mundialmente, abraça a ocasião para oferecer experiências exclusivas sobre as águas. A expectativa é de que cerca de um milhão de pessoas visitem a região, e muitas delas optarão por vivenciar o evento de uma perspectiva diferente: a bordo de iates.

    Um dos destaques é o iate SF Spirit, que se tornará o “BIG GAME LX”, um verdadeiro clube flutuante com três deques dedicados a diferentes atrações musicais, do hip-hop ao reggaeton. A embarcação desfilará pela baía, oferecendo vistas privilegiadas do horizonte de San Francisco e espaço para três pistas de dança, além da presença de celebridades e jogadores da NFL. Para quem busca privacidade, a Luixe Cruises oferece charters personalizados, com telões, gastronomia requintada e rotas que incluem pontos turísticos como a Golden Gate e a Ilha de Alcatraz.

    Tecnologia e História: O Ferry Building como Máquina do Tempo

    A baía de San Francisco não é apenas um cenário, mas um anfiteatro natural que oferece vistas deslumbrantes de marcos como a Angel Island e a Ponte Bay Bridge. Para facilitar o acesso ao estádio em Santa Clara e evitar o trânsito intenso, o sistema de ferries se consolida como a “autoestrada oficial” do evento. O SF Bay Ferry preparou uma logística especial com o programa “The Ferry Way”, incentivando o uso dos ferries combinado com o metrô.

    Além disso, o histórico Ferry Building ganhará vida com o espetáculo visual “60 Years of Super Bowl”. Uma projeção interativa transformará a fachada do edifício em uma “máquina do tempo”, percorrendo as seis décadas de história do Super Bowl. Uma funcionalidade interativa permitirá que os fãs votem em seu time favorito em tempo real, medindo a paixão dos torcedores. Diversos eventos voltados para os fãs também estão sendo organizados nas proximidades da baía, facilitando o acesso e o uso dos transportes aquaviários.

    San Francisco: Uma Cidade Náutica Sob Ventos Favoráveis (e Nevoeiros)

    A cidade que sedia a final da NFL possui marinas de renome internacional, como o St. Francis Yacht Club, que atraem embarcações de luxo. Apesar de a Baía de San Francisco apresentar águas frias e nevoeiros frequentes, características que a tornam menos propícia para navegação casual, a região é dominada por navios porta-contêineres, ferries e petroleiros. As condições de vento podem mudar drasticamente em curtos períodos, mas para este fim de semana, a previsão é de tempo favorável, com possibilidade de chuva na região norte da baía.

    Independentemente das condições climáticas, o Super Bowl de 2026 se consolida como o mais náutico da história, demonstrando que, assim como na navegação, os bons ventos podem levar à vitória, tanto no esporte quanto na organização de um evento memorável.

  • Florianópolis: Parque Marina Beira-Mar Ganha Autorização e Promete Revolucionar o Turismo Náutico

    Obra Autorizada para o Mega Parque Urbano

    O cenário de Florianópolis está prestes a ganhar um novo ícone. O órgão ambiental de Santa Catarina deu o sinal verde para o início das obras do Parque Marina Beira-Mar, um empreendimento que promete ser o maior parque urbano e público da cidade. A novidade mais impactante é que toda a construção e manutenção da vasta estrutura serão custeadas pela iniciativa privada, por meio de uma concessão, garantindo assim que não haja qualquer investimento público direto.

    Um Novo Polo Urbano e Náutico no Brasil

    Com o objetivo de fortalecer a conexão da capital catarinense com o mar, o Parque Marina Beira-Mar tem o potencial de catapultar Florianópolis para o cenário nacional como um dos principais polos urbanos e náuticos do país. A iniciativa visa não apenas ampliar as opções de lazer, mas também impulsionar a geração de empregos, atrair novos investimentos e solidificar o turismo náutico na região. O prefeito Topazio Neto destacou a importância do projeto, afirmando em suas redes sociais que “esse é o tipo de empreendimento que vai mudar a história da nossa cidade e do turismo também”.

    Localização Estratégica e Ampla Área de Lazer

    O parque será erguido em um espaço privilegiado na Avenida Beira-Mar Norte, abrangendo o trecho entre o Trapiche e o Bolsão da Casan, totalizando 144 mil metros quadrados. A proposta ganhou força após estudos de viabilidade técnica e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) conduzido pela Prefeitura, que confirmou a adequação da área para receber a infraestrutura planejada. O projeto resgata a histórica relação da cidade com barcos e trapiches, revitalizando essa conexão ancestral.

    Complexo Multiuso com Acesso Livre e Gratuito

    O Parque Marina Beira-Mar foi concebido como um complexo de lazer multiuso, com acesso totalmente livre e gratuito para a população. O espaço contará com uma diversidade de atrações, incluindo quadras esportivas (areia e basquete), skate park, academia ao ar livre, pet place e playgrounds. Além disso, haverá estruturas náuticas, espaços para eventos e shows, e áreas dedicadas à contemplação, tudo interligado por ciclovias. A vertente náutica do projeto prevê a construção de duas marinas: uma pública, com capacidade para até 30 barcos, e uma privada, com espaço para aproximadamente 470 embarcações. A área marítima também incluirá um píer público, posto de abastecimento e uma estrutura de apoio ao futuro transporte marítimo de passageiros. Urbanisticamente, o complexo será dividido em setores com prédios para gastronomia, comércio e serviços, além de áreas de estacionamento e apoio náutico.

  • Livro “Olhares Cruzados” Promove Intercâmbio Cultural Brasil-Canadá Através da Fotografia e Enfatiza o Crescimento do Turismo Náutico

    Um Convite à Apreciação Cultural

    Culturas distintas, quando apreciadas em conjunto, oferecem uma riqueza de aprendizado. Essa é a proposta do livro “Olhares Cruzados – Imagens de Duas Culturas”, uma iniciativa da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). A obra, em sua oitava edição desde 2025, celebra o intercâmbio cultural entre cidades brasileiras e canadenses por meio da fotografia, apresentando a perspectiva de dois artistas, um de cada nação.

    Explorando os “Caminhos do Mar”

    Nesta edição, o tema central são os “caminhos do mar”. O fotógrafo canadense Dave Humphreys embarcou em uma jornada pelo litoral de São Paulo, percorrendo destinos como Ubatuba, Ilhabela, Guarujá e Santos. Seu olhar capturou a diversidade da cultura local, desde tradições nativas até esportes aquáticos e a rica gastronomia da região. Um dos momentos mais marcantes para Humphreys foi a visita à tribo Aldeia Paranapuã, no Parque Estadual Xixová-Japuí. “Passar tempo com eles, sentado na selva e caminhando pela praia aberta, são lembranças que jamais vou esquecer”, compartilhou o fotógrafo, que destacou o impacto duradouro da cultura brasileira, sua culinária, bebidas, o clima acolhedor e a hospitalidade das pessoas.

    A Visão Brasileira no Canadá

    Em contrapartida, o fotógrafo brasileiro Vinicius Garcia levou suas lentes para o Canadá, registrando a essência do projeto na Colúmbia Britânica, na região de Vancouver, com passagens por Boweland, Gambier Island, Anvil Island e Squamish. Garcia ressaltou a importância da fotografia como ferramenta de conexão: “Acredito que o projeto exemplifica perfeitamente como a fotografia pode ser uma poderosa ferramenta de conexão entre mundos tão distintos, mas ao mesmo tempo tão próximos em suas semelhanças humanas”, pontuou.

    Curadoria e Integração Cultural

    A curadoria de Ricardo Giovanelli foi fundamental para a obra. Ele organizou as fotografias em páginas duplas, permitindo que as imagens dialogassem entre si, criando uma narrativa visual coesa. Algumas fotografias, mesmo retratando locais diferentes, parecem ser extensões umas das outras. Giovanelli vê a integração cultural através da fotografia como um grande estímulo, pois a intenção é unir trabalhos de indivíduos com diferentes backgrounds, culturas e experiências.

    Impulso ao Turismo Náutico Brasileiro

    O lançamento do livro em 2025 coincidiu com o aquecimento do turismo náutico no Brasil, impulsionado pela regulamentação da Normam 212. Esta norma facilitou o uso de motos aquáticas para passeios guiados, inclusive para condutores sem habilitação permanente, que podem obter permissões temporárias. O projeto “Olhares Cruzados”, ao navegar pelas águas de São Paulo, evidencia o potencial do estado, que conta com 4,2 mil km de rios navegáveis e 880 km de litoral. A região oferece um ecossistema diversificado para atividades como mergulho, esportes aquáticos e observação da vida marinha. O Programa de Turismo Náutico de São Paulo complementa esse cenário com a expansão de terminais náuticos e a criação de circuitos turísticos. O projeto teve o apoio de NÁUTICA e da Boat Show, com patrocínio da BRP, e está disponível online.

  • Tesouro da Segunda Guerra: Navio brasileiro afundado por alemães em 1943 é encontrado intacto no litoral de SP

    Um pedaço da história da Segunda Guerra Mundial emergiu das profundezas do litoral de São Paulo. O navio brasileiro Tutoya, afundado por um submarino alemão em julho de 1943, foi descoberto a apenas 21 metros de profundidade, entre as cidades de Peruíbe e Iguape. O achado, que ocorreu em dezembro de 2023, foi resultado de uma expedição dedicada a encontrar os destroços do cargueiro, que se tornou um memorial silencioso aos marinheiros que perderam suas vidas.

    A descoberta não foi obra do acaso. Tatiana Mello, especialista em naufrágios, mobilizou um grupo de mergulhadores após conhecer a história do Tutoya. Com a colaboração do marinheiro Clayton Aloise, que coletou informações com pescadores locais, a equipe partiu em busca do navio. Após horas de busca infrutífera com o sonar, um relevo incomum no fundo do mar chamou a atenção, renovando as esperanças da expedição.

    Um ‘Museu Congelado’ no Fundo do Mar

    Ao mergulharem, os pesquisadores confirmaram que as informações técnicas batiam com o que encontravam. “Quando a gente saiu da água pudemos compartilhar com eles: ‘Gente, tudo bateu’. As medidas bateram, a pesquisa bateu, a gente está mergulhando no Tutoya, é emocionante”, comemorou Tatiana Mello. O navio se encontra em notável estado de conservação, com boa parte de sua estrutura intacta desde o naufrágio, o que o torna um verdadeiro “museu congelado” da Segunda Guerra Mundial. A profundidade relativamente rasa permite que mais mergulhadores possam contemplar o local.

    A História do Tutoya e a Batalha do Atlântico

    Originalmente batizado de Mitcham na Inglaterra em 1913, o navio passou por outras designações antes de se tornar o Tutoya em 1929. Com 67,2 metros de comprimento, ele era um cargueiro de aço que transportava produtos para consumo interno no Brasil, como carne salgada, café e madeira. Em 1º de julho de 1943, o Brasil já estava em guerra contra as potências do Eixo, e a costa brasileira era palco de intensos ataques de submarinos alemães (U-boats), que buscavam cortar as linhas de suprimento Aliadas. O Tutoya foi uma das 28 embarcações brasileiras afundadas naquele período.

    Um Ataque Fatal e um Final Simbólico

    Navegando próximo à costa e com as luzes apagadas para evitar bombardeios, o Tutoya recebeu uma ordem incomum para acender as luzes e desacelerar, acreditando ser um navio de patrulha. Essa manobra fatal permitiu que o submarino U-513 atingisse a embarcação com um torpedo, partindo-a ao meio. O capitão e outras cinco pessoas não sobreviveram. A descoberta dos destroços, após 82 anos, oferece um desfecho simbólico para as famílias dos militares mortos, honrando aqueles que arriscaram suas vidas para manter o abastecimento do país em um momento crítico da história.

    Atualmente, o naufrágio do Tutoya é protegido por lei, e nada pode ser retirado do local. Restam apenas as duas partes do casco, um testemunho silencioso da coragem e do sacrifício dos marinheiros brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial.