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  • Florianópolis: Parque Marina Beira-Mar Ganha Autorização e Promete Revolucionar o Turismo Náutico

    Obra Autorizada para o Mega Parque Urbano

    O cenário de Florianópolis está prestes a ganhar um novo ícone. O órgão ambiental de Santa Catarina deu o sinal verde para o início das obras do Parque Marina Beira-Mar, um empreendimento que promete ser o maior parque urbano e público da cidade. A novidade mais impactante é que toda a construção e manutenção da vasta estrutura serão custeadas pela iniciativa privada, por meio de uma concessão, garantindo assim que não haja qualquer investimento público direto.

    Um Novo Polo Urbano e Náutico no Brasil

    Com o objetivo de fortalecer a conexão da capital catarinense com o mar, o Parque Marina Beira-Mar tem o potencial de catapultar Florianópolis para o cenário nacional como um dos principais polos urbanos e náuticos do país. A iniciativa visa não apenas ampliar as opções de lazer, mas também impulsionar a geração de empregos, atrair novos investimentos e solidificar o turismo náutico na região. O prefeito Topazio Neto destacou a importância do projeto, afirmando em suas redes sociais que “esse é o tipo de empreendimento que vai mudar a história da nossa cidade e do turismo também”.

    Localização Estratégica e Ampla Área de Lazer

    O parque será erguido em um espaço privilegiado na Avenida Beira-Mar Norte, abrangendo o trecho entre o Trapiche e o Bolsão da Casan, totalizando 144 mil metros quadrados. A proposta ganhou força após estudos de viabilidade técnica e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) conduzido pela Prefeitura, que confirmou a adequação da área para receber a infraestrutura planejada. O projeto resgata a histórica relação da cidade com barcos e trapiches, revitalizando essa conexão ancestral.

    Complexo Multiuso com Acesso Livre e Gratuito

    O Parque Marina Beira-Mar foi concebido como um complexo de lazer multiuso, com acesso totalmente livre e gratuito para a população. O espaço contará com uma diversidade de atrações, incluindo quadras esportivas (areia e basquete), skate park, academia ao ar livre, pet place e playgrounds. Além disso, haverá estruturas náuticas, espaços para eventos e shows, e áreas dedicadas à contemplação, tudo interligado por ciclovias. A vertente náutica do projeto prevê a construção de duas marinas: uma pública, com capacidade para até 30 barcos, e uma privada, com espaço para aproximadamente 470 embarcações. A área marítima também incluirá um píer público, posto de abastecimento e uma estrutura de apoio ao futuro transporte marítimo de passageiros. Urbanisticamente, o complexo será dividido em setores com prédios para gastronomia, comércio e serviços, além de áreas de estacionamento e apoio náutico.

  • Livro “Olhares Cruzados” Promove Intercâmbio Cultural Brasil-Canadá Através da Fotografia e Enfatiza o Crescimento do Turismo Náutico

    Um Convite à Apreciação Cultural

    Culturas distintas, quando apreciadas em conjunto, oferecem uma riqueza de aprendizado. Essa é a proposta do livro “Olhares Cruzados – Imagens de Duas Culturas”, uma iniciativa da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). A obra, em sua oitava edição desde 2025, celebra o intercâmbio cultural entre cidades brasileiras e canadenses por meio da fotografia, apresentando a perspectiva de dois artistas, um de cada nação.

    Explorando os “Caminhos do Mar”

    Nesta edição, o tema central são os “caminhos do mar”. O fotógrafo canadense Dave Humphreys embarcou em uma jornada pelo litoral de São Paulo, percorrendo destinos como Ubatuba, Ilhabela, Guarujá e Santos. Seu olhar capturou a diversidade da cultura local, desde tradições nativas até esportes aquáticos e a rica gastronomia da região. Um dos momentos mais marcantes para Humphreys foi a visita à tribo Aldeia Paranapuã, no Parque Estadual Xixová-Japuí. “Passar tempo com eles, sentado na selva e caminhando pela praia aberta, são lembranças que jamais vou esquecer”, compartilhou o fotógrafo, que destacou o impacto duradouro da cultura brasileira, sua culinária, bebidas, o clima acolhedor e a hospitalidade das pessoas.

    A Visão Brasileira no Canadá

    Em contrapartida, o fotógrafo brasileiro Vinicius Garcia levou suas lentes para o Canadá, registrando a essência do projeto na Colúmbia Britânica, na região de Vancouver, com passagens por Boweland, Gambier Island, Anvil Island e Squamish. Garcia ressaltou a importância da fotografia como ferramenta de conexão: “Acredito que o projeto exemplifica perfeitamente como a fotografia pode ser uma poderosa ferramenta de conexão entre mundos tão distintos, mas ao mesmo tempo tão próximos em suas semelhanças humanas”, pontuou.

    Curadoria e Integração Cultural

    A curadoria de Ricardo Giovanelli foi fundamental para a obra. Ele organizou as fotografias em páginas duplas, permitindo que as imagens dialogassem entre si, criando uma narrativa visual coesa. Algumas fotografias, mesmo retratando locais diferentes, parecem ser extensões umas das outras. Giovanelli vê a integração cultural através da fotografia como um grande estímulo, pois a intenção é unir trabalhos de indivíduos com diferentes backgrounds, culturas e experiências.

    Impulso ao Turismo Náutico Brasileiro

    O lançamento do livro em 2025 coincidiu com o aquecimento do turismo náutico no Brasil, impulsionado pela regulamentação da Normam 212. Esta norma facilitou o uso de motos aquáticas para passeios guiados, inclusive para condutores sem habilitação permanente, que podem obter permissões temporárias. O projeto “Olhares Cruzados”, ao navegar pelas águas de São Paulo, evidencia o potencial do estado, que conta com 4,2 mil km de rios navegáveis e 880 km de litoral. A região oferece um ecossistema diversificado para atividades como mergulho, esportes aquáticos e observação da vida marinha. O Programa de Turismo Náutico de São Paulo complementa esse cenário com a expansão de terminais náuticos e a criação de circuitos turísticos. O projeto teve o apoio de NÁUTICA e da Boat Show, com patrocínio da BRP, e está disponível online.

  • Tesouro da Segunda Guerra: Navio brasileiro afundado por alemães em 1943 é encontrado intacto no litoral de SP

    Um pedaço da história da Segunda Guerra Mundial emergiu das profundezas do litoral de São Paulo. O navio brasileiro Tutoya, afundado por um submarino alemão em julho de 1943, foi descoberto a apenas 21 metros de profundidade, entre as cidades de Peruíbe e Iguape. O achado, que ocorreu em dezembro de 2023, foi resultado de uma expedição dedicada a encontrar os destroços do cargueiro, que se tornou um memorial silencioso aos marinheiros que perderam suas vidas.

    A descoberta não foi obra do acaso. Tatiana Mello, especialista em naufrágios, mobilizou um grupo de mergulhadores após conhecer a história do Tutoya. Com a colaboração do marinheiro Clayton Aloise, que coletou informações com pescadores locais, a equipe partiu em busca do navio. Após horas de busca infrutífera com o sonar, um relevo incomum no fundo do mar chamou a atenção, renovando as esperanças da expedição.

    Um ‘Museu Congelado’ no Fundo do Mar

    Ao mergulharem, os pesquisadores confirmaram que as informações técnicas batiam com o que encontravam. “Quando a gente saiu da água pudemos compartilhar com eles: ‘Gente, tudo bateu’. As medidas bateram, a pesquisa bateu, a gente está mergulhando no Tutoya, é emocionante”, comemorou Tatiana Mello. O navio se encontra em notável estado de conservação, com boa parte de sua estrutura intacta desde o naufrágio, o que o torna um verdadeiro “museu congelado” da Segunda Guerra Mundial. A profundidade relativamente rasa permite que mais mergulhadores possam contemplar o local.

    A História do Tutoya e a Batalha do Atlântico

    Originalmente batizado de Mitcham na Inglaterra em 1913, o navio passou por outras designações antes de se tornar o Tutoya em 1929. Com 67,2 metros de comprimento, ele era um cargueiro de aço que transportava produtos para consumo interno no Brasil, como carne salgada, café e madeira. Em 1º de julho de 1943, o Brasil já estava em guerra contra as potências do Eixo, e a costa brasileira era palco de intensos ataques de submarinos alemães (U-boats), que buscavam cortar as linhas de suprimento Aliadas. O Tutoya foi uma das 28 embarcações brasileiras afundadas naquele período.

    Um Ataque Fatal e um Final Simbólico

    Navegando próximo à costa e com as luzes apagadas para evitar bombardeios, o Tutoya recebeu uma ordem incomum para acender as luzes e desacelerar, acreditando ser um navio de patrulha. Essa manobra fatal permitiu que o submarino U-513 atingisse a embarcação com um torpedo, partindo-a ao meio. O capitão e outras cinco pessoas não sobreviveram. A descoberta dos destroços, após 82 anos, oferece um desfecho simbólico para as famílias dos militares mortos, honrando aqueles que arriscaram suas vidas para manter o abastecimento do país em um momento crítico da história.

    Atualmente, o naufrágio do Tutoya é protegido por lei, e nada pode ser retirado do local. Restam apenas as duas partes do casco, um testemunho silencioso da coragem e do sacrifício dos marinheiros brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial.

  • Porsche Inova nos Mares: Lancha Elétrica Frauscher x Porsche 790 Spectre Chega ao Mercado Inspirada no Macan Turbo EV

    Porsche Inova nos Mares: Lancha Elétrica Frauscher x Porsche 790 Spectre Chega ao Mercado Inspirada no Macan Turbo EV

    A marca alemã une luxo, performance e sustentabilidade em uma embarcação de 7,97 metros, que compartilha a mesma tecnologia do SUV elétrico.

    Conhecida por seus carros esportivos de luxo, a Porsche demonstra uma nova ambição ao estender sua expertise para o universo náutico. Durante o evento Boot Düsseldorf 2026, um dos maiores salões náuticos do mundo, a montadora apresentou a Frauscher x Porsche 790 Spectre, uma lancha totalmente elétrica que se inspira diretamente no aclamado Porsche Macan Turbo EV.

    Tecnologia Compartilhada e Design Icônico

    Desenvolvida em colaboração com o estaleiro austríaco Frauscher, a embarcação de 7,97 metros de comprimento foi projetada com o núcleo tecnológico do Macan Turbo EV. A bateria de alta voltagem de 100 kWh, o motor elétrico PSM de 400 kW e a eletrônica de controle foram integrados de forma a priorizar leveza, agilidade e eficiência, replicando os princípios já estabelecidos nos veículos elétricos da Porsche.

    O DNA de design da marca é evidente em diversos detalhes da lancha. O botão de partida posicionado à esquerda do volante, os bancos esportivos com o brasão da Porsche nos encostos de cabeça e o painel com cinco instrumentos circulares remetem aos modelos clássicos da fabricante. O volante, revestido em couro sintético original da Porsche, e a pintura na tonalidade Darkteal Metallic, também reforçam a identidade visual da marca.

    Conceito de Mão Dupla: Da Água para a Terra

    A estratégia da Porsche vai além de apenas lançar uma embarcação. A marca apresentou também o Macan Turbo Concept Lago, um SUV que traduz o conceito da lancha para o asfalto. Este modelo conceitual exibe detalhes inspirados na 790 Spectre, como a mesma pintura metálica e acabamentos em madeira em áreas internas e nos compartimentos de bagagem. Os tecidos utilizados buscam remeter ao convés do barco, criando uma conexão visual entre as duas criações.

    Disponibilidade e Preço

    A Frauscher x Porsche 790 Spectre já está disponível para encomenda, inicialmente restrita ao mercado europeu. O investimento para adquirir esta “barco esportivo” ultrapassa os 500 mil euros, o que, em janeiro de 2026, equivalia a aproximadamente R$ 3,1 milhões (sem impostos). Enquanto isso, o Macan Turbo Concept Lago permanece como um conceito, sem definição de preço ou data de lançamento comercial.

    Porsche Amplia Horizontes

    A entrada da Porsche no mercado náutico elétrico reforça a tendência de eletrificação em diversos setores de mobilidade. A colaboração com a Frauscher permite à marca aplicar sua expertise em engenharia e design em um novo território, prometendo levar a experiência de condução esportiva para as águas com a mesma paixão e performance que definem seus automóveis.

  • Megaiate Histórico que Acomodou Ícones como Maria Callas e Churchill Está à Venda por R$ 558 Milhões

    Um Ícone Flutuante em Busca de Novo Dono

    O megaiate Christina O, uma embarcação com uma história rica que remonta à Segunda Guerra Mundial e que já hospedou figuras lendárias como a soprano Maria Callas, o presidente americano John F. Kennedy e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, está agora disponível para venda por 90 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 558 milhões na cotação atual. Esta joia náutica, que já foi uma fragata antissubmarino canadense, foi transformada em um símbolo de luxo e exclusividade após a Segunda Guerra Mundial.

    De Sucata a Palco de Lendas Sob o Comando de Onassis

    Originalmente batizada de HMCS Stormont, a embarcação foi adquirida pelo magnata grego Aristóteles Onassis por um valor irrisório de sucata, apenas 34 mil dólares. Sob sua tutela, o navio passou por uma radical transformação, tornando-se o megaiate Christina, um refúgio de opulência com bares, suítes suntuosas e áreas de lazer. Foi nesse período que o iate se tornou palco de encontros memoráveis, recebendo a nata da sociedade e da cultura mundial. Embora a presença de Marilyn Monroe e Frank Sinatra seja especulada, a certeza histórica abrange figuras como Maria Callas, John F. Kennedy e Winston Churchill.

    Um Legado que Transcende Gerações

    O Christina O não foi apenas um navio de luxo, mas também o cenário de momentos cruciais. Foi a bordo desta embarcação que Aristóteles Onassis se casou com Jackie Kennedy, embora a celebração principal tenha ocorrido na ilha particular do empresário. Após a morte de Onassis em 1975, o iate passou por um período de incerteza, chegando a pertencer ao governo grego sob o nome Argo. Em 1988, foi adquirido por John Paul Papanicolaou, amigo da família Onassis, que empreendeu uma grande reforma para restaurar seu esplendor. A embarcação foi então rebatizada como Christina O, em homenagem aos Onassis.

    Design Vintage e Luxo Inigualável

    O contraste entre sua origem como fragata e seu luxo atual confere ao Christina O um charme vintage único. O interior é um espetáculo de madeira polida, tecidos nobres e detalhes dourados, com um toque especial dado por Jackie Kennedy, que influenciou a decoração, como a nomeação das cabines em homenagem a ilhas gregas. O megaiate possui 14 cabines para hóspedes, acomodando confortavelmente até 36 pessoas, além de 18 cabines para a tripulação. A Suíte Onassis, o aposento principal, é um verdadeiro apartamento privativo com quarto, banheiro, biblioteca e sala de estar.

    Amenidades Excepcionais e Brinquedos Aquáticos de Ponta

    Com 99,1 metros de comprimento, o Christina O oferece uma gama impressionante de comodidades. Destaque para a piscina adornada com mosaicos de arte minoica, jacuzzi, spa, academia, salas de massagem, sala de jogos e dois bares sofisticados. O Ari’s Bar, localizado no deque da piscina, pode servir até 120 pessoas. Para eventos em terra, o iate pode receber até 157 convidados. A lista de embarcações auxiliares e brinquedos aquáticos inclui dois barcos Hacker Craft feitos à mão, três jet skis Sea-Doo, 14 botes salva-vidas e diversas outras embarcações menores. Com uma velocidade máxima de 19 nós, o Christina O continua a ser uma máquina de luxo e história, agora à espera de seu próximo capitão.

  • Grande Faixa de Sargaço no Atlântico: Entenda o Fenômeno Surpreendente e Seus Impactos

    O Que é a Grande Faixa de Sargaço?

    A Grande Faixa de Sargaço, também conhecida como cinturão de sargaço do Atlântico, é uma vasta extensão de algas marinhas do gênero Sargassum que se localiza na parte central do Oceano Atlântico. Sua extensão impressionante abrange desde a costa oeste africana até o Golfo do México. Registrada pela primeira vez em 2011, essa mancha marrom tem chamado a atenção pela sua capacidade de crescimento acelerado, que surpreende até mesmo a comunidade científica.

    As espécies predominantes são a Sargassum natans e a Sargassum fluitans. Embora o sargaço seja comum em regiões tropicais, o volume e a velocidade de crescimento da faixa atual no Atlântico são fenômenos atípicos.

    Benefícios e Prejuízos do Sargaço

    Em quantidades moderadas, o sargaço desempenha um papel ecológico importante, servindo como habitat para diversas espécies marinhas, como tartarugas e peixes. A NASA explica que, nesse contexto, a alga pode trazer mais benefícios do que uma alga comum, que se limita a liberar oxigênio pela fotossíntese.

    No entanto, o excesso de sargaço acarreta uma série de problemas. A decomposição dessas algas, especialmente quando chegam às regiões litorâneas, pode impactar negativamente o turismo e a vida marinha. O acúmulo em praias e baías pode prejudicar ecossistemas locais e gerar odores desagradáveis.

    Crescimento Desenfreado e Possíveis Causas

    Estudos científicos de instituições como a Universidade do Sul da Flórida e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos têm investigado as causas do crescimento acelerado da faixa de sargaço. Uma hipótese inicial sugere que descargas do Rio Amazonas anteriores a 2011 possam ter contribuído para o início da formação da mancha.

    Entretanto, outros fatores parecem impulsionar seu crescimento contínuo. Em 2018, a biomassa estimada era de 20 milhões de toneladas, quantidade suficiente para cobrir centenas de praias da Guiana Francesa à Flórida. Em 2022, esse número já havia subido para 22 milhões de toneladas, com tendência de aumento. Pesquisadores apontam que o aumento de nutrientes provenientes de fertilizantes agrícolas e as mudanças na temperatura dos oceanos podem ser fatores determinantes para essa proliferação.

    Projeções e Estratégias de Prevenção

    Boletins mensais do laboratório de oceanografia óptica da Universidade do Sul da Flórida indicam um padrão de crescimento da faixa de sargaço entre fevereiro e outubro, com uma leve dispersão de novembro a janeiro. No entanto, os dados mais recentes sugerem um crescimento contínuo, com projeções indicando que 2026 poderá registrar volumes 75% maiores que os recordes atuais.

    Diante desse cenário, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos alerta para a necessidade de estratégias de prevenção. A instalação de redes ou barreiras flutuantes pode impedir que o sargaço chegue às costas, permitindo sua coleta antes da decomposição. O material recolhido tem potencial para ser reutilizado na fabricação de fertilizantes, bioplásticos e rações. Outra alternativa é o uso de barreiras de contenção para desviar as algas de volta ao mar aberto. Qualquer medida adotada deve estar em conformidade com as legislações locais.

  • Ilha da Trindade, Paraíso Isolado no Brasil, Revela “Rochas de Plástico” Moldadas por Tartarugas

    Um Fenômeno Inédito em um Santuário Natural

    Mesmo a Ilha da Trindade, um dos locais mais remotos do Brasil, a 1.100 km da costa do Espírito Santo, não está imune aos impactos da poluição humana. Um estudo publicado no Marine Pollution Bulletin revelou a formação de um inusitado tipo de rocha: as “plastistones”, compostas por plástico fundido a sedimentos naturais. O fenômeno, detectado pela primeira vez no Parcel das Tartarugas, na ilha, aponta para uma nova e preocupante forma de degradação ambiental.

    Como as “Plastistones” se Formam?

    As “plastistones” surgem quando resíduos plásticos, principalmente redes e cordas de pesca feitas de polietileno (HDPE), são submetidos a altas temperaturas. Esse aquecimento, seja por queima ou calor extremo, faz com que o plástico se funda aos elementos geológicos da ilha, como areia, conchas e rochas vulcânicas. O resultado é um material híbrido que se integra à paisagem.

    O Papel Involuntário das Tartarugas-Verdes

    A Ilha da Trindade, desabitada por civis e com acesso restrito, recebe lixo principalmente através das correntes marítimas e de atividades pesqueiras. No entanto, a pesquisa destacou um fator surpreendente: as tartarugas-verdes (Chelonia mydas). Esses animais, que habitam a região e migram por extensas áreas do litoral brasileiro, acabam por carregar detritos. Ao cavarem seus ninhos para a desova, as tartarugas reenterram o plástico que trazem consigo, misturando-o à areia e sedimentos. Esse processo acelera a formação das “plastistones” e aumenta a sua permanência na ilha.

    Consequências Ambientais e Geológicas

    O acúmulo de plástico nas áreas de nidificação das tartarugas-verdes é alarmante. Em 2019, uma área de 12m² já estava coberta por essas rochas plásticas, que, com o tempo e a ação das ondas, fragmentam-se em microplásticos. Esses fragmentos, além de poluírem a areia, liberam microfibras e compostos tóxicos no ambiente. A “interação geológica” do plástico, com enriquecimento por cálcio, sugere que o lixo está se tornando parte permanente da história geológica da ilha, podendo perdurar por milhares de anos. Os pesquisadores alertam para o risco de ingestão desses microplásticos pela fauna local, incluindo peixes, aves e caranguejos, além das próprias tartarugas.

    Um Alerta para Políticas Públicas

    Os resultados do estudo na Ilha da Trindade reforçam a urgência de políticas públicas eficazes para o gerenciamento de resíduos plásticos e ações coordenadas de limpeza. A prioridade deve ser dada a áreas de preservação e habitats de vida selvagem, como a ilha, que, apesar de sua localização remota, sofre com o legado da poluição humana. A formação das “plastistones” pode, inclusive, ser considerada um dos marcadores da era do Antropoceno, a época geológica marcada pela influência humana no planeta.

  • Schaefer 600: Conheça a Nova Lancha de Luxo que Redefine o Padrão de Navegação no Brasil

    Schaefer 600: A Nova Estrela da Schaefer Yachts Chega para Impressionar

    Um Marco na Construção Naval Brasileira

    A Schaefer Yachts, estaleiro catarinense com renome internacional, lança sua mais nova joia: a Schaefer 600. Projetada do zero, a embarcação de 60 pés representa a vanguarda em tecnologia, inovação e design, reafirmando a posição da empresa como um player global no mercado de lazer náutico. Márcio Schaefer, presidente e projetista da marca, destaca o lançamento com confiança: “Quando eu lanço um barco, sei que já estou dois anos à frente da concorrência”.

    Design e Inovação: A Assinatura Schaefer

    A Schaefer 600 é fruto de um meticuloso processo de desenvolvimento, iniciado no Centro de Design e Desenvolvimento (CDD) do estaleiro. Utilizando tecnologia de ponta, como fresadoras de cinco eixos e laminação a vácuo por infusão, a embarcação exibe linhas elegantes e uma construção robusta com baixo peso. O design interior e exterior foi pensado para maximizar o espaço e o conforto, com soluções inteligentes como as abas laterais retráteis na praça de popa, que ampliam a área de convívio em até 25%.

    Espaços Amplos e Confortáveis: Um Convite ao Lazer

    Ao embarcar na Schaefer 600, o visitante é recebido por um salão espaçoso, com pé-direito generoso e iluminação natural abundante. A cozinha em formato de “U” é prática e integrada, enquanto a sala de estar oferece sofás confortáveis e uma mesa de centro com controle elétrico de altura, que pode ser convertida em uma cama de casal provisória. O flybridge, estendido até a popa, oferece diferentes ambientes de convivência, incluindo um posto de comando, mesa de jantar e um espaço gourmet completo, ideal para o estilo de vida brasileiro.

    Cabines Luxuosas e Tecnologia Embarcada

    A Schaefer 600 acomoda confortavelmente até seis pessoas para pernoite em seus três camarotes no convés inferior. A suíte VIP na proa e a suíte principal a meia-nau oferecem o máximo de conforto e privacidade, com camas espaçosas, armários bem distribuídos e banheiros privativos. A preocupação com o meio ambiente é evidente nos sistemas de tratamento de águas cinzas e negras. Além disso, a embarcação conta com um camarote dedicado para dois tripulantes, com acesso direto à sala de máquinas, otimizando a operação.

    Desempenho e Autonomia: Navegação Sem Limites

    Equipada com dois motores Volvo Penta IPS 950 de 725 hp cada, a Schaefer 600 atinge velocidades superiores a 30 nós, com um regime de cruzeiro econômico de quase 23 nós. A autonomia de cerca de 200 milhas náuticas, graças aos tanques de combustível de 2.100 litros, permite viagens longas sem a necessidade de reabastecimento frequente. Em testes realizados em mar agitado, a embarcação demonstrou estabilidade, segurança e conforto excepcionais, com o cockpit permanecendo seco mesmo em condições adversas.

    Um Investimento em Qualidade e Prestígio

    Com um preço a partir de R$ 15 milhões, a Schaefer 600 se posiciona como um investimento de alto valor para quem busca exclusividade, desempenho e o máximo em conforto náutico. A embarcação representa não apenas um avanço tecnológico para a Schaefer Yachts, mas também um marco na indústria naval brasileira, pronta para conquistar os mares nacionais e internacionais.

  • Brasil Brilha em Fortaleza: Ouro e Bronze no Evento Teste da World Sailing 2027, de Olho nas Olimpíadas

    Brasil Conquista Ouro e Bronze em Evento Teste da World Sailing em Fortaleza

    Fortaleza sedia etapa preparatória para o Mundial de Vela de 2027 com resultados expressivos para a delegação brasileira.

    O Brasil encerrou sua participação no Evento Teste do Campeonato Mundial da World Sailing 2027, realizado em Fortaleza (CE), com um desempenho notável. A competição, que agitou as águas da capital cearense entre os dias 26 e 31 de janeiro, serviu como um importante teste para a organização do evento mundial e demonstrou o potencial da vela brasileira, culminando com a conquista de quatro medalhas, incluindo o ouro de Gustavo Kiessling na classe ILCA 7.

    Gustavo Kiessling Lidera Pódio Brasileiro na ILCA 7

    Aos 17 anos, Gustavo Kiessling, já havia se destacado na fase classificatória e confirmou seu favoritismo ao vencer as duas regatas da série final da classe ILCA 7 (antiga Laser). Com um somatório de 17 pontos líquidos, Kiessling garantiu a medalha de ouro, celebrando a vitória em casa. O pódio da ILCA 7 foi totalmente brasileiro, com Antonio Rosa e Pedro Madureira conquistando a prata e o bronze, respectivamente. “Muito legal vencer em casa. Já de olho no Mundial do ano que vem, aqui em Fortaleza. Expectativa é a melhor possível”, comentou o jovem velejador.

    Bruno Lobo Garante Bronze no Fórmula Kite

    Na desafiadora classe Fórmula Kite, o brasileiro Bruno Lobo, que liderou a fase classificatória, conquistou a medalha de bronze em uma disputa acirrada. Lobo ficou atrás apenas de Maximilian Maeder (Singapura) e Gian Stragiotti (Suíça), demonstrando o alto nível técnico dos competidores. A velejadora Valentina Roma representou o Brasil na ILCA 6, finalizando em 10º lugar geral.

    Fortaleza se Prepara para o Mundial de 2027

    O Evento Teste teve como principal objetivo analisar as raias de regata, a infraestrutura e a operação logística para o Campeonato Mundial de 2027, que acontecerá na mesma cidade. A competição reuniu atletas de 32 países, incluindo nações emergentes na vela olímpica, e foi organizada pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) em parceria com a Federação de Vela e Motor do Estado do Ceará (FVMEC). “Esse processo é fundamental para garantir a excelência organizacional do Campeonato Mundial de 2027”, destacou Walter Boddener, gerente de eventos da CBVela.

    Um Salto para o Futuro da Vela Brasileira

    Além de sua função preparatória, o evento em Fortaleza reforça o compromisso da vela brasileira e da World Sailing com a expansão global da modalidade, especialmente em países em desenvolvimento. A cidade cearense foi escolhida por suas condições naturais favoráveis e infraestrutura adequada. O Campeonato Mundial de 2027 deverá reunir cerca de 750 atletas de aproximadamente 80 países e servirá como seletiva para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. “É uma grande oportunidade para nos prepararmos para 2026 e para o Mundial de 2027, onde queremos classificar o Brasil para os Jogos de Los Angeles 2028”, declarou Juan Sienra, Gerente de Esportes da CBVela. O evento contou com o apoio do Governo Federal e da Prefeitura de Fortaleza.

  • Dança das Borboletas: A Tradicional Corrida de Canoas que Colore o Rio São Francisco em Penedo

    Um Espetáculo Fluvial em Alagoas

    Penedo, a 145 km de Maceió, em Alagoas, é palco de um evento que transcende a simples competição: a Corrida de Canoas. Mais do que um meio de transporte, as embarcações artesanais de madeira tornam-se verdadeiras obras de arte em movimento. Anualmente, o Rio São Francisco se enche de cores vibrantes, transformando a corrida em uma impressionante “dança das borboletas”. Este evento tradicional antecede a procissão fluvial em celebração a Bom Jesus dos Navegantes, uma manifestação religiosa católica com forte presença na cidade.
    A competição, geralmente realizada na manhã do segundo domingo de janeiro, tem um formato simples, mas emocionante. Canoeiros partem com suas “canoas de corrida” – onde qualquer tipo de motorização é estritamente proibida – do porto da comunidade Ponta Mofina, com destino à Orla Ribeirinha de Penedo, nas proximidades da Praça 12 de Abril, no Centro Histórico. Os vencedores são premiados em dinheiro, com a última edição (2026) distribuindo R$ 9,5 mil aos melhores colocados.

    As “Canoas a Vela”: Arte e Velocidade no Rio

    A “dança das borboletas” ganha vida com a transformação das canoas em embarcações a vela. Para atingir velocidades competitivas, os competidores adicionam um grande mastro com “panos” – como são chamadas as velas pelos ribeirinhos. Essa adaptação eleva a corrida a um patamar de espetáculo visual. Vistas de cima, as velas coloridas criam a ilusão de que os céus estão participando de uma “dança louca das borboletas”, como diria Zé Ramalho. A competição, que une fé, força e habilidade náutica, conta com o acompanhamento de equipes da Marinha e do Corpo de Bombeiros. O trajeto de aproximadamente 12 km pode levar até duas horas para ser concluído.

    Categorias da Competição: Habilidade e Estratégia

    A Corrida de Canoas é dividida em quatro categorias distintas, ou “páreos”, que acomodam embarcações de diferentes tamanhos e características. A inscrição para o evento é gratuita, reforçando o valor cultural e a tradição náutica de Penedo.

    Primeiro Páreo: Pesca Artesanal em Destaque

    Nesta categoria, navegam os barcos mais simples, utilizados diariamente na pesca artesanal. São embarcações “bojudentas” e pesadas, priorizando estabilidade em detrimento de velocidade pura. Cada barco compete com apenas uma vela. A disputa é acirrada, pois a vitória depende mais do conhecimento das correntes e dos “segredos” do rio do que da embarcação em si.

    Segundo Páreo: O Desafio do “Barco Fino”

    O “barco fino” é mais adequado para corridas, com um casco estreito e longo. Embora também limite a uma vela, esta costuma ser maior e mais leve. A instabilidade dessas canoas exige que a tripulação atue como lastro vivo, mantendo o equilíbrio em relação ao vento. A agilidade da equipe é fundamental para evitar viradas.

    Terceiro e Quarto Púreos: Canoas Maiores e Mais Velozes

    A principal diferença entre essas duas categorias é o comprimento do casco. O terceiro páreo aceita canoas de até 9,10 metros, enquanto o quarto páreo abrange embarcações de até 12 metros. Nesses páreos, é comum o uso de duas velas (mastro principal e mezena), exigindo coordenação impecável da tripulação, que pode chegar a 4 ou 5 pessoas para garantir o equilíbrio. A premiação nessas categorias é significativamente maior.

    Na edição de 2026, a embarcação “Madona” levou o prêmio principal do quarto páreo. O evento contou com nomes criativos de barcos como “Léo Santana”, “Nubank”, “Mercenário” e “UFC”, que conquistou o “cinturão” do terceiro páreo. A Corrida de Canoas em Penedo é, portanto, uma celebração da cultura ribeirinha, onde o Rio São Francisco é a alma da história penedense.