Author: gabriel

  • Pilotos de Jet Ski Cruzam 155 km em Desafio Épico ao Redor da Ilha de Upaon-Açu no Maranhão

    Edição Recorde com Mar Favorável

    A 11ª edição da Volta à Ilha, um dos eventos náuticos mais aguardados de São Luís, Maranhão, aconteceu no último sábado (2), reunindo cerca de 100 pilotos de jet ski em um percurso desafiador de mais de 155 km ao redor da Ilha de Upaon-Açu. O passeio, organizado por Beto Rush e Almir Baldez, partiu da Península ainda de madrugada, seguindo em sentido leste.

    Parada Estratégica e Confraternização Final

    O trajeto incluiu uma parada estratégica em São José de Ribamar para reabastecimento e hidratação dos competidores. Beto Rush destacou que a primeira metade do percurso foi concluída em tempo recorde, significativamente mais rápido que o estimado, graças às condições favoráveis do mar. Ao final da jornada, os participantes celebraram a conquista em um encontro na Ilha do Curupu.

    Apoio Institucional Garante Segurança

    O planejamento minucioso para a escolha do mês com as melhores condições de maré foi fundamental para o sucesso do evento, como ressaltou Beto Rush. A segurança dos pilotos foi reforçada com o apoio da Marinha do Brasil, que realizou monitoramento constante com jets e embarcações maiores ao longo de todo o trajeto. O Governo do Estado do Maranhão também contribuiu com o suporte de equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, garantindo a tranquilidade dos participantes.

    Tradição e Comunidade Náutica Fortalecidas

    A Volta à Ilha de São Luís consolida-se a cada ano como um marco para a comunidade náutica local e regional. O evento não apenas celebra a paixão pela navegação e pela velocidade, mas também promove a integração e o intercâmbio entre pilotos, além de movimentar a economia e o turismo na região. A 11ª edição reafirma a força e a relevância deste tradicional passeio pelas águas maranhenses.

  • Ted Turner, Fundador da CNN, Celebrou o 38º Aniversário com Vitória Histórica na America’s Cup

    Um Ícone Global com Raízes na Vela

    Ted Turner, o visionário empresário e filantropo que nos deixou aos 87 anos, é amplamente reconhecido pela fundação da CNN, o primeiro canal de notícias 24 horas do mundo. No entanto, antes de transformar o cenário midiático global, Turner já era uma figura de destaque no universo náutico, tendo conquistado um feito notável em 1977: a vitória na America’s Cup, a regata de vela mais renomada internacionalmente.

    A Conquista Inesperada da America’s Cup

    Com 38 anos e estreando na competição, Ted Turner assumiu o posto de skipper (capitão) do veleiro Courageous. Sua jornada na America’s Cup foi marcada por surpresas e um desempenho impecável. Na fase eliminatória, o barco de Turner, representando o prestigioso New York Yacht Club, que já detinha o título, perdeu apenas uma das 11 corridas, garantindo seu lugar como defensor da taça.

    Estratégia e União para a Vitória

    A colaboração entre Ted Turner e o tático Gary Jobson foi fundamental para o sucesso do Courageous. Enquanto Turner focava na liderança geral e na coordenação da tripulação, Jobson desenvolvia as estratégias que permitiam ao veleiro superar a concorrência, que já contava com tecnologias mais avançadas. Essa sinergia resultou em uma performance dominante.

    Domínio Absoluto na Final

    O confronto decisivo contra o barco australiano, liderado por Alan Bond, foi a consagração da equipe de Turner. Com um placar avassalador de 4 a 0, o Courageous assegurou a vitória na America’s Cup, mantendo o cobiçado troféu, conhecido como ‘Auld Mug’, sob a guarda do New York Yacht Club. O feito catapultou Turner ao estrelato, sendo aclamado pelo New York Times como um ‘superstar’. O próprio Turner descreveu o verão de 1977 como um dos pontos altos de sua vida.

    Um Legado Multifacetado

    Poucos anos após sua glória nas águas, em 1980, Ted Turner fundou a CNN, solidificando ainda mais seu nome na história mundial. Além de sua contribuição para o jornalismo, Turner deixou um legado duradouro na vela, sendo o único velejador a ser nomeado Velejador do Ano pela Federação de Vela dos Estados Unidos (US Sailing) em quatro ocasiões. Suas vitórias incluem regatas oceânicas de renome, como a Sydney-Hobart e a desafiadora Fastnet Race de 1979. Turner também foi um apoiador incansável de diversas organizações de vela, deixando um impacto significativo no esporte.

  • 15º Torneio de Pesca Esportiva de Três Lagoas distribui mais de R$ 300 mil em prêmios e movimenta R$ 5 milhões na economia local

    Sucesso de Público e Premiação Recorde

    O 15º Torneio de Pesca Esportiva de Três Lagoas, realizado de 30 de abril a 2 de maio, consolidou-se como um marco no calendário da cidade sul-mato-grossense. O evento, que combinou pesca, música, palestras e artesanato, distribuiu mais de R$ 300 mil em prêmios. Segundo a Associação de Pesca Esportiva de Três Lagoas (APETL), organizadora, o torneio injetou R$ 5 milhões na economia local, atraindo 1208 pescadores inscritos e um público estimado de 4 mil pessoas por dia.

    Regras e Competição no Balneário Municipal

    A competição de pesca, que ocorreu no sábado (2), movimentou as águas do Balneário Municipal. Cada equipe, composta por até cinco pescadores, apresentou até cinco peixes com, no mínimo, 30 cm para a classificação geral, que considera a soma dos comprimentos. Os peixes foram medidos com régua oficial e devolvidos à água, com todo o processo registrado em vídeo. A pesca foi permitida a partir de 100 metros da margem, com exceção de áreas de reserva ambiental. As embarcações, equipadas com motores entre 15 hp e 400 hp, precisavam manter uma distância mínima de 50 metros umas das outras e utilizar apenas iscas artificiais.

    VitsBar Campeã Geral e Destaques da Pesca

    A equipe VitsBar sagrou-se campeã geral do torneio, totalizando 2,65 metros de peixes pescados, com uma média de 53 cm por exemplar. O maior peixe fisgado na competição foi um tucunaré de 61 cm. As 15 primeiras equipes classificadas, com pelo menos 2,3 metros pescados, foram premiadas com troféus. Além disso, sorteios distribuíram prêmios como barcos leves, motores, R$ 5 mil em dinheiro e equipamentos de sonar, enriquecendo ainda mais a experiência dos participantes.

    Impacto e Tradição do Evento

    O 15º Torneio de Pesca Esportiva de Três Lagoas não apenas celebrou a paixão pela pesca, mas também demonstrou sua força como impulsionador econômico e cultural para a região. A APETL reforça a importância do evento para o turismo e o comércio local, já planejando as próximas edições com o objetivo de superar os resultados alcançados neste ano.

  • Jet Ski em SP e Litoral Norte: Rádio VHF Agora é Obrigatório em Áreas Específicas; Saiba os Detalhes

    O que muda para os pilotos de jet ski?

    A partir de agora, pilotos de jet ski que navegarem nas áreas de jurisdição da Capitania dos Portos de São Paulo e da Delegacia de São Sebastião devem portar um rádio VHF. A obrigatoriedade, que já está em vigor desde 23 de abril, se aplica especificamente às Áreas de Navegação Interior 2. Essa nova exigência visa aumentar a segurança nas águas, garantindo que os pilotos possam se comunicar em caso de emergência ou para receber informações importantes.

    Rádio VHF simplificado para jets aquáticos

    Diferente das embarcações de navegação costeira e oceânica, que precisam de rádios homologados e registrados na ANATEL, os jets aquáticos têm uma exigência mais simplificada. Para estar em conformidade, basta possuir um modelo portátil de rádio VHF que opere na frequência marítima. Não é necessário homologação ou registro específico na Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para estes equipamentos em motos aquáticas.

    Obrigatoriedade de escuta no Canal 16

    A nova norma, conforme atualização das Normas e Procedimentos da Capitania dos Portos (NPCP) de São Paulo, item 3.3.1, proíbe o tráfego de motos aquáticas na Área de Navegação Interior 2 “sem a devida manutenção de escuta permanente no canal 16 (VHF)”. Isso significa que não basta apenas ter o rádio a bordo; o piloto deve estar ativamente ouvindo o canal 16 (156,8 MHz), que é o canal internacional dedicado a chamadas, escuta e emergências. O descumprimento desta norma pode resultar em Auto de Infração, retirada da embarcação de tráfego e, em caso de reincidência em menos de 48 horas, a apreensão do jet ski.

    Entendendo a Área de Navegação Interior 2

    A Marinha do Brasil divide as áreas de navegação em duas: Interior 1 e Interior 2. A Área 1 abrange locais mais abrigados, como lagos e baías, onde as ondas geralmente não apresentam dificuldades. Já a Área de Navegação Interior 2, onde a nova regra se aplica, inclui zonas parcialmente abrigadas onde podem ocorrer ondas mais significativas e condições ambientais adversas, como vento e correnteza. Nestas áreas, a navegação não deve interferir com o uso das praias (especialmente a menos de 200 metros da linha de base) e deve respeitar os planos de gerenciamento costeiro municipais. A distância máxima da costa permitida nesta área é de uma milha náutica, com condições de visibilidade superiores a 500 metros, ventos abaixo de 20-30 km/h e ondas menores que um metro.

    Mudanças nos limites da Área 2 e atenção à velocidade

    Embora a definição geral da Área de Navegação Interior 2 não tenha mudado, algumas regiões foram incluídas em seus limites. A Ilha de Búzios (São Sebastião) e a Ilha da Moela (Santos) agora fazem parte desta área. O trajeto Bertioga-Guaratatuba também teve sua extensão ampliada. Além disso, o documento reforça a importância do controle de velocidade. Em canais de portos como Santos e São Sebastião, a velocidade máxima permitida para embarcações comerciais e de esporte/recreio é de 9 nós (cerca de 16 km/h) na superfície da água. Em Bertioga, o limite é de 6 nós (aproximadamente 10 km/h). Essas restrições visam garantir a segurança e a salvaguarda da vida humana no mar.

  • Pistola de Ar Comprimido Inova no Combate ao Coral-Sol Invasor no Brasil: Nova Técnica Promete Revolucionar Manejo Marinho

    Nova Técnica Promissora Contra Coral Invasor

    O controle do coral-sol invasor (Tubastraea spp), uma espécie originária de outras regiões que se proliferou no litoral brasileiro desde os anos 1980, sempre representou um desafio. Agora, um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresenta uma solução inovadora: o uso de pistolas de ar comprimido subaquáticas. A técnica demonstrou ser capaz de remover o tecido vivo do coral sem danificar sua estrutura calcária, impedindo sua regeneração e proliferação.

    Desafios do Método Tradicional e a Solução com Ar Comprimido

    Tradicionalmente, o combate ao coral-sol envolve a remoção manual com martelo e ponteira. Contudo, esse método resulta na fragmentação do coral, espalhando-os pela água e criando novos focos da espécie. Além disso, é um processo exaustivo, demorado e que exige a complexa retirada dos resíduos, muitas vezes de difícil acesso. A nova abordagem, publicada na revista científica Ecological Solutions and Evidence, propõe o uso de uma pistola de ar comprimido acoplada a um regulador de mergulho. Jatos de alta pressão são aplicados diretamente sobre as colônias, removendo o tecido mole e deixando o esqueleto calcário intacto. Sem o tecido vivo, o coral não sobrevive, e o esqueleto remanescente passa a ser colonizado por algas e outros organismos.

    Eficácia e Baixo Risco de Propagação

    Uma das principais preocupações com novas técnicas de controle é o risco de propagação. No entanto, testes em laboratório confirmaram que o tecido destacado do esqueleto do coral-sol, quando submetido ao jateamento com ar comprimido, perde sua capacidade regenerativa. Guilherme Pereira-Filho, coautor do estudo, explicou que o material disperso apresenta capacidade regenerativa insignificante, reduzindo drasticamente o risco de proliferação acidental, um problema recorrente nas técnicas atuais.

    Menos Impacto Ambiental e Aplicações Ampliadas

    Além de evitar a dispersão de fragmentos, o método do ar comprimido elimina a necessidade de recolher grandes volumes de material do fundo do mar. O esqueleto permanece no local e o que é removido não representa risco. Testes de campo realizados no Arquipélago de Alcatrazes (SP) mostraram que, após 180 dias, as colônias tratadas com a pistola de ar comprimido apresentaram redução significativa no número de pólipos e na área total, enquanto colônias não tratadas continuaram a crescer. A técnica também se mostra promissora para a limpeza de estruturas artificiais como cascos de embarcações, píeres, marinas e plataformas de petróleo, que frequentemente servem como vetores para a espécie invasora. A pesquisa aponta que essa solução é prática, de rápida aplicação e com menor impacto ambiental.

    Próximos Passos e Potencial Revolucionário

    Embora os testes tenham sido realizados em escala controlada, os pesquisadores já planejam expandir a técnica para áreas maiores de conservação e ilhas inteiras. Se os resultados se confirmarem em larga escala, a pistola de ar comprimido pode se tornar uma ferramenta estratégica na proteção dos ecossistemas marinhos brasileiros. Pereira-Filho destacou a importância de transformar conhecimento ecológico em soluções concretas e ressaltou que a ciência produzida nas universidades pode dialogar diretamente com desafios reais e urgentes. A expectativa é que essa inovação represente um avanço significativo no controle do coral-sol no Brasil.

  • 49ª Festa Nacional do Surubim: 1400 barcos e milhares de pescadores agitam águas argentinas em Goya

    Goya, Argentina –

    A cidade de Goya, na Argentina, foi palco da 49ª edição da Festa Nacional do Surubim, um dos mais tradicionais torneios de pesca esportiva do país. O evento, realizado entre os dias 27 de abril e 3 de maio, atraiu cerca de 1.400 barcos e milhares de participantes, transformando as águas do Rio Paraná em um vibrante centro de atividade náutica e cultural.

    Além da Pesca: Cultura e Tradição

    A Festa Nacional do Surubim vai muito além da competição. A programação incluiu apresentações musicais e de dança, além da tradicional eleição da Rainha e das Princesas da festa, consolidando o evento como um ponto de encontro para famílias, amigos e entusiastas do universo náutico.

    Regulamento e Competição

    O torneio seguiu um regulamento rigoroso para garantir a justiça entre os competidores. Cada pescador pôde utilizar uma vara com um anzol de qualquer tipo. As embarcações precisavam estar ancoradas dentro de suas zonas de pesca designadas, mantendo distâncias mínimas de 50 metros lateralmente e 80 metros da proa e popa de outras embarcações, sob risco de desclassificação.

    Ao final da competição, duas equipes foram consagradas: a equipe María del Rosario, campeã geral, somou 42,40 pontos com a captura de três peixes (91 cm, 72 cm e 61 cm). Já a equipe Villaboster, apesar de terminar em 9º lugar na classificação geral, conquistou o prêmio de maior peixe da edição com um exemplar de 119 cm, que rendeu 26,90 pontos.

    Compromisso com a Sustentabilidade

    Em um gesto de responsabilidade ambiental, a organização do evento realizou a soltura de 5 mil alevinos de surubim para compensar os peixes adultos capturados. A iniciativa reforça o compromisso da pesca esportiva com a conservação dos recursos naturais, um pilar cada vez mais importante para eventos desse porte.

    O surubim, também conhecido como pintado, é um peixe de água doce que pode atingir dimensões impressionantes, com exemplares registrados no Rio Paraná chegando a mais de 1,5 metro e 50 kg. A 49ª edição da festa celebrou não apenas a paixão pela pesca, mas também a rica cultura e a beleza natural da região de Goya.

  • Bom Marinheiro 2026: Treinamento Work Fire Simula Emergências Reais e Intensifica Disputa por Vaga

    Marinheiros Testam Limites em Simulações Críticas

    O programa Bom Marinheiro 2026 avançou para uma de suas etapas mais desafiadoras com o treinamento intensivo realizado pela Work Fire. A atividade, ocorrida em 29 de abril no centro de treinamento especializado da Work Fire em Santos, colocou os marinheiros diante de cenários de emergência simulados, elevando o nível técnico e a pressão sobre as equipes na competição.

    Conduzido por Gabriel Vieira, coordenador técnico da Work Fire e credenciado por órgãos como a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros, o treinamento combinou teoria e prática focada na tomada de decisão sob pressão. O objetivo foi preparar os participantes para os chamados “minutos de ouro”, onde a resposta rápida e precisa pode ser crucial em situações críticas a bordo.

    Módulos Práticos Exigem Conhecimento e Habilidade

    A manhã foi dedicada a módulos essenciais de suporte básico de vida e combate a incêndio. Os marinheiros revisitaram a teoria sobre prevenção, classes de incêndio, tipos de extintores e sistemas de combate, além de praticarem o uso de equipamentos e procedimentos de abandono de área. Em primeiros socorros, o foco foi em avaliação de cena, segurança, análise primária (vias aéreas, respiração, controle de hemorragias), aplicação de curativos, uso de torniquetes e atendimento a emergências como convulsões, desengasgamento e afogamento.

    A parte prática de combate a incêndio incluiu atividades em ambiente controlado, como o uso de extintores, atuação em casa de fumaça e montagem de linhas hidráulicas para simular o combate direto ao fogo. A proposta foi desenvolver não apenas o conhecimento técnico, mas a capacidade de agir com rapidez e precisão sob estresse.

    Grande Desafio e Dinâmicas Competitivas

    Após uma avaliação de retenção dos conteúdos, a tarde foi marcada pelo “Grande Desafio” e dinâmicas focadas em habilidades de marinharia e salvatagem. As equipes Alpha, Bravo, Whiskey e X-Ray enfrentaram situações que exigiram coordenação, comunicação e execução precisa, reforçando o formato do programa que une formação técnica à competição por desempenho.

    A metodologia da Work Fire, com mais de três décadas de experiência, baseia-se na simulação realista para substituir o pânico por respostas técnicas. Utilizando infraestrutura específica como casa de fumaça, linhas hidráulicas e piscina para salvatagem, a empresa garante a excelência na formação dos futuros marinheiros.

    Liderança e Pressão Definem o Futuro da Competição

    A etapa também introduziu mudanças na dinâmica das equipes, com trocas de liderança que impactaram diretamente a organização e o desempenho dos grupos. Os cenários de alto risco simularam diferenças na capacidade de resposta, evidenciando a importância do controle emocional, da tomada de decisão e do trabalho em equipe. A partir desta fase, a competição se torna ainda mais acirrada, onde a postura sob pressão é tão determinante quanto o conhecimento técnico.

    O programa Bom Marinheiro 2026 prevê mais de 70 horas de capacitação, com ranking de desempenho contínuo e premiação final em dinheiro. As atividades são registradas e exibidas em plataformas digitais, consolidando o formato de reality show que acompanha a evolução dos marinheiros ao longo da temporada.

  • Focker 370 GTX: A Lancha de 37 Pés Que Conquistou o Brasil com Motores de Popa e Design Inteligente

    O Fenômeno dos Motores de Popa no Brasil

    Inicialmente projetada para o mercado externo, onde a motorização de popa é dominante, a Focker 370 GTX encontrou no Brasil um cenário em transformação. O que antes era privilégio de embarcações menores, hoje ganha força em barcos de maior porte. Essa mudança de paradigma se deve a uma série de vantagens que os motores de popa oferecem: custo mais acessível, manutenção simplificada, maior eficiência energética e desempenho aprimorado em águas rasas. A Fibrafort soube capitalizar essa tendência, e a 370 GTX se tornou um sucesso entre os brasileiros.

    Design Inovador e Espaços Funcionais

    A inteligência do projeto da Focker 370 GTX salta aos olhos já na plataforma de popa. Mesmo com os motores externos, o espaço para circulação é amplo, e a área gourmet completa, com churrasqueira a carvão e pia, se beneficia de uma solução engenhosa: uma mesa retrátil instalada sobre a área dos motores. Banquetas removíveis, uma poltrona voltada para a água e uma robusta escada de banho complementam os atrativos dessa área, que ainda conta com um estobag retrátil para ampliar a sombra.

    Cockpit e Proa: Conforto e Versatilidade

    O acesso ao cockpit é feito por uma portinhola que revela um ambiente pensado para o conforto e a convivência. Um amplo sofá em “L”, mesa rebatível e um espaço gourmet com pia, cooktop, refrigerador e cooler são os destaques. Os sofás versáteis podem ser configurados para diferentes usos, e o teto solar manual no hard-top garante luminosidade e ventilação. O posto de comando, com painel antirreflexo e joystick para manobras precisas, oferece ergonomia e conforto ao piloto. A proa, com solário rebaixado e guarda-mancebos altos, transmite segurança, mesmo em mar agitado, e conta com mesa de centro e champanheira.

    Cabine Aconchegante e Construção Certificada

    O interior da Focker 370 GTX surpreende pelo pé-direito generoso, algo raro em barcos de 37 pés. Homologada para 14 pessoas durante o dia, a lancha acomoda confortavelmente dois casais para pernoite, com uma cama de proa conversível e uma ampla cama à meia-nau. A cozinha de apoio equipada e o banheiro com boxe fechado e boa ventilação reforçam a proposta de conforto para estadias prolongadas. A construção da embarcação segue os rigorosos padrões do Selo Acobar/ABNT e conta com processos de produção Classe A, garantidos por contrato com a Porsche Consulting, o que atesta a qualidade e robustez da Focker 370 GTX.

    Desempenho e Segurança em Navegação

    Testada com dois motores Mercury de 300 hp, a Focker 370 GTX demonstrou performance impressionante, atingindo a velocidade máxima de 43 nós. O casco mostrou solidez e estabilidade em curvas, mesmo em regimes de alta rotação, transmitindo firmeza e segurança ao leme. A aceleração de 0 a 20 nós em 7,2 segundos e a excelente visibilidade do posto de comando complementam a experiência de navegação esportiva e confortável. A lancha se destaca pela agilidade, casco sólido e ausência de vibrações ou ruídos indesejados, confirmando seu status de embarcação robusta, ágil e divertida.

  • Jovem de 18 anos encara 40 km de barco e ônibus para ir à academia no Pará e inspira seguidores

    A jornada diária de Awá Pinheiro

    Em Arimum, comunidade ribeirinha às margens do rio Tapajós, no Pará, um jovem de 18 anos tem se destacado não apenas pelos seus resultados na academia, mas pela impressionante dedicação para alcançá-los. Awá Pinheiro, ou Pinho, como é conhecido, encara uma rotina que para muitos seria impensável: quatro vezes por semana, ele viaja aproximadamente 40 quilômetros, combinando barco e ônibus, para poder treinar.

    Quase duas horas de trajeto para o treino

    A aventura de Pinho começa com uma travessia de 30 minutos em um barco a motor, popularmente chamado de “rabeta”, que o leva até Alter do Chão. De lá, ele caminha por cerca de 10 minutos até um ponto de ônibus para seguir viagem por mais uma hora até Santarém, onde fica a academia que frequenta. O percurso total, que ele cumpre faça chuva ou faça sol, pode chegar a duas horas em cada sentido, totalizando quase quatro horas diárias dedicadas ao deslocamento.

    Motivação para ir além

    A razão por trás de tanto esforço é a busca por uma estrutura de treino que não encontra em sua comunidade. Pinho conta que começou a malhar porque se sentia muito magro e desejava mudar seu físico. “Eu comecei porque estava extremamente magro. Aí eu falei: ‘Eu não quero ficar magro assim’”, relatou à BBC Brasil. Sua determinação o rendeu o apelido de “o cara que atravessa o rio de barco” entre os frequentadores da academia.

    Reconhecimento e novas oportunidades

    A história de Pinho rapidamente ganhou as redes sociais, onde ele já soma mais de 18,5 mil seguidores e atraiu a atenção de figuras do fisiculturismo. A admiração pela sua persistência levou o dono da academia a lhe presentear com um ano de mensalidade grátis. Além disso, ele foi convidado para participar do Arnold Sports Festival South America, em São Paulo, com todas as despesas pagas, um evento de grande porte para o segmento fitness na América Latina.

    Dieta e superação

    Além da dedicação aos treinos, Pinho também utiliza o barco para pescar, consumindo peixes que ele mesmo ou seu pai capturam. Essa alimentação, rica em proteínas, tem sido fundamental para seu ganho de massa muscular, que já soma 12 kg desde que iniciou a jornada fitness. Antes de ter acesso a uma academia, Awá improvisava pesos em casa com garrafas PET. Sua mensagem para quem hesita em se exercitar é direta e inspiradora: “Deixa de preguiça e vai treinar! Levanta do sofá e vai treinar. Ando 40 e tantos quilômetros para treinar e você não vai”.

  • Navio da Marinha com Nome Feminino: Anna Nery Homenageia Pioneira da Enfermagem e Amplia Atendimento de Saúde na Amazônia

    Navio da Marinha com Nome Feminino: Anna Nery Homenageia Pioneira da Enfermagem e Amplia Atendimento de Saúde na Amazônia

    Embarcação inédita, construída com tecnologia nacional, levará cuidados médicos e odontológicos a comunidades ribeirinhas de difícil acesso.

    Em uma iniciativa histórica, a Marinha do Brasil (MB) batizará seu primeiro Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) com o nome de uma mulher: “Anna Nery”. A embarcação, que deve entrar em operação no segundo semestre deste ano, homenageia a figura de Anna Justina Ferreira Nery, considerada a “primeira enfermeira do Brasil” por sua atuação voluntária na Guerra do Paraguai (1864-1870). O navio representa um marco na história da MB, sendo o primeiro a levar um nome feminino em sua designação.

    Tecnologia Nacional e Capacidade Ampliada de Atendimento

    Atualmente em fase de testes no Estaleiro Bibi, em Manaus (AM), o NAsH “Anna Nery” é um exemplo de tecnologia totalmente nacional, com recursos provenientes do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde. A embarcação foi projetada para atuar como uma unidade de saúde flutuante completa, capaz de realizar cerca de 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental. Sua estrutura foi pensada para oferecer um amplo leque de serviços, incluindo seis consultórios médicos e odontológicos, centro cirúrgico para procedimentos de baixa complexidade, equipamentos de imagem como mamografia, raios-X e ultrassonografia, além de suporte de farmácia, laboratório de análises clínicas e leitos de internação.

    Avanço na Assistência à Saúde em Áreas Remotas

    O NAsH “Anna Nery” tem um diferencial estratégico: seu calado menor. Essa característica permite que a embarcação navegue em regiões com pouca profundidade nos rios, ampliando significativamente o alcance das operações de assistência à saúde em áreas de difícil acesso. A expectativa é que a nova embarcação reforce as atividades já realizadas pelo Navio-Auxiliar (NA) “Pará” e pelo NAsH “Sargento Lima”, cobrindo uma vasta área sob a competência do Comando do 4º Distrito Naval, que abrange os estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.

    Homenagem a uma Pioneira da Enfermagem

    Anna Nery, nascida em Cachoeira (BA) em 1814, dedicou-se ao cuidado de soldados feridos durante a Guerra do Paraguai, acompanhando seus filhos convocados para o conflito. Mesmo sem formação formal em enfermagem – profissão ainda não estruturada na época –, sua dedicação e empenho em melhorar as condições de atendimento aos combatentes foram fundamentais e contribuíram para as bases da enfermagem no Brasil. Ao retornar ao país, foi aclamada pela imprensa como “mãe dos brasileiros”. A família de Anna Nery expressa orgulho e emoção com a homenagem, vendo na missão do navio uma sintonia com o legado de cuidado e amor deixado pela enfermeira.

    Um Novo Capítulo na História da Marinha

    Embora a Marinha do Brasil já tenha batizado embarcações em homenagem a figuras femininas importantes, como a princesa Isabel e a heroína da Independência Maria Quitéria, a incorporação do NAsH “Anna Nery” marca um novo momento, sendo a primeira vez que um navio da força naval leva o nome de uma profissional da saúde, e pioneira da enfermagem no país. O batismo oficial está previsto para ocorrer em Belém (PA), consolidando a importância de Anna Nery e a missão humanitária que o navio representará.