Blog

  • Turistas em Dezenas de Barcos se Reúnem para Flagrar Onça-Pintada em Rio Pantaneiro

    Cenário Inusitado no Pantanal

    Uma cena incomum chamou a atenção às margens do rio Cuiabá, em Porto Jofre, no coração do Pantanal Mato-Grossense. Dezenas de barcos, repletos de turistas ansiosos, formaram uma verdadeira concentração para observar uma onça-pintada que descansava tranquilamente sobre o tronco de uma árvore. O registro, divulgado nesta terça-feira (14), foi feito pelo guia de turismo Redouane Lachgar, que documenta a rica vida selvagem da região.

    Porto Jofre: Um Santuário para Onças-Pintadas

    A região de Porto Jofre é mundialmente reconhecida como um dos destinos mais privilegiados para a observação de onças-pintadas em seu habitat natural. A convivência, já estabelecida entre os animais e os visitantes, permite que os turistas se aproximem para registrar o momento, buscando sempre o melhor ângulo para capturar a majestade do felino. A onça-pintada, um dos ícones mais fortes do Pantanal, atrai visitantes de todas as partes do globo, sendo um dos principais motivos para a visitação.

    Comunicação e Turismo Responsável

    É prática comum entre os pilotos de embarcações na área a comunicação via rádio ao avistar uma onça-pintada. Essa troca de informações explica a formação de verdadeiras ‘rodas de barcos’ ao redor dos animais. No momento exato em que a cena foi registrada, centenas de turistas dividiam a emoção de observar a onça. Lachgar enfatiza a importância do turismo de observação quando praticado com responsabilidade e respeito às normas ambientais. Segundo ele, essa modalidade de turismo é fundamental para a geração de empregos, o aquecimento da economia local e o fortalecimento das iniciativas de conservação da natureza.

    Impacto Econômico e Social

    “Guias, piloteiros, pousadas, restaurantes e muitas famílias dependem desse turismo”, ressaltou Lachgar. A atividade não apenas proporciona experiências inesquecíveis aos visitantes, mas também sustenta uma cadeia produtiva que beneficia diretamente a comunidade local, reforçando a importância de práticas sustentáveis para o futuro do ecoturismo no Pantanal.

  • Marina Escola: Projeto Público Inovador no IFSC Forma Profissionais para a Crescente Economia Azul

    Crescimento do Setor Náutico Demanda Mão de Obra Qualificada

    O mercado náutico brasileiro está em franca expansão, impulsionando a necessidade de profissionais capacitados para atender às demandas da Economia do Mar. Diante desse cenário, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em colaboração com a Associação Náutica Brasileira (ACATMAR) e o Movimento Floripa Sustentável, lançou o projeto Marina Escola. O objetivo é formar, capacitar e preparar mão de obra para preencher essa lacuna e gerar novas oportunidades de emprego.

    Marina Escola: Um Hub de Formação, Pesquisa e Inovação

    O projeto, coordenado pelo Prof. Dr. Vinicius de Luca Filho, diretor-geral do Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC, prevê a oferta de cursos de extensão, oficinas e programas interdisciplinares. Além disso, parcerias com empresas dos setores náutico, gastronômico e da economia azul estão sendo estabelecidas. A iniciativa visa criar um centro de excelência que integre mercado, formação, pesquisa e inovação, alinhado às necessidades de um setor em constante desenvolvimento.

    Iniciativa Responde à Expansão Náutica Catarinense

    A criação da Marina Escola ocorre em um momento estratégico para Santa Catarina, que presencia um crescimento significativo em sua infraestrutura náutica, com novos empreendimentos previstos, como a futura Marina da Beira-Mar Norte. Apesar desse avanço, ainda há uma carência de instituições focadas na formação de profissionais para atuar em marinas, estaleiros e serviços relacionados a embarcações. O Prof. Vinicius de Luca Filho ressalta que a falta de mão de obra qualificada já é uma realidade e tende a se agravar com a expansão da infraestrutura.

    Cursos e Diferenciais da Marina Escola

    O campus de Florianópolis do IFSC já conta com cerca de 1.300 alunos em áreas ligadas ao setor náutico, incluindo cursos superiores em turismo, gastronomia e hotelaria, além de cursos técnicos e de curta duração. Focando especificamente no setor náutico, a Marina Escola oferecerá formação em serviços de bordo, manutenção de embarcações (fibra, motores a combustão e elétricos) e atuação em turismo náutico e gestão de marinas. Um dos grandes diferenciais é a escuta ativa do setor para definir os currículos, garantindo que a formação esteja alinhada às demandas do mercado. A proposta também inclui a realização de eventos, regatas e ações de preservação ambiental, promovendo a sustentabilidade no desenvolvimento do setor.

    Investimento e Perspectivas Futuras

    O projeto prevê um investimento estimado de R$ 5 milhões nos primeiros anos, destinados à construção de infraestrutura como rampa náutica, trapiche e hangar. Além de recursos públicos, o IFSC buscará financiamento por meio de editais, emendas parlamentares e parcerias com empresas do setor. A Marina Escola não se limitará à formação profissional, mas também atuará como um centro de produção de conhecimento, com planos de pesquisa, extensão e uma pré-incubadora para negócios ligados à economia azul, consolidando o IFSC como referência nacional na área.

  • NX Boats Investe R$ 40 Milhões e Amplia Fábrica para Construir Iates Acima de 70 Pés e Dominar Mercado Internacional

    Nova Planta Fabril e Salto para Embarcações Maiores

    A NX Boats está expandindo suas fronteiras no mercado náutico com um investimento significativo de R$ 40 milhões em sua infraestrutura fabril. O estaleiro anuncia a construção de uma nova planta, projetada para acomodar embarcações de maior porte, incluindo modelos que ultrapassam os 70 pés (cerca de 21 metros de comprimento). Essa capacidade é inédita para a marca, que já se prepara para lançar a NX62 Design by Pininfarina, com 62 pés, seu maior barco até o momento.

    Estratégia de Internacionalização e Segmento de Luxo

    O investimento visa não apenas aumentar a capacidade produtiva, mas também impulsionar a estratégia de internacionalização da NX Boats. A empresa vê o segmento de barcos acima de 70 pés como de altíssimo valor agregado no mercado náutico global. O objetivo é que, até 2026, metade de toda a produção da NX Boats seja destinada à exportação, com foco em regiões de alto potencial de consumo como Europa, Austrália e Emirados Árabes Unidos, além de mercados consolidados como Brasil e Estados Unidos.

    Modernização e Eficiência Operacional

    Além da expansão física para barcos maiores, a nova planta fabril da NX Boats trouxe modernização, uma área dedicada ao bem-estar dos colaboradores e a diversificação da base de fornecedores. Inspirado na indústria automotiva, foi implementado um centro logístico próprio com fornecedores próximos ao estaleiro. Essa iniciativa visa garantir maior qualidade, prazos de entrega mais curtos e a adoção do regime de produção just-in-time, otimizando a operação e a eficiência.

    Projeções de Crescimento e Produção Anual

    Jonas Moura, CEO da NX Boats, projeta um aumento significativo na produção a partir de 2026, impulsionado tanto pelo mercado interno quanto pela expansão internacional. Atualmente, o estaleiro, com 12 anos de mercado, fabrica cerca de 400 embarcações por ano. A nova capacidade produtiva e o foco em segmentos de maior valor agregado sinalizam um futuro promissor e ambicioso para a marca no cenário náutico global.

  • Marinha Intensifica Segurança Aquaviária: Segunda Fase da Campanha Travessia Segura em Andamento até 23 de Julho

    Foco na Prevenção e Educação

    A Marinha do Brasil iniciou a segunda fase da Campanha Travessia Segura, uma iniciativa anual que visa reforçar a segurança no transporte aquaviário de passageiros em todo o país. A ação, que começou em 13 de julho e se estenderá até o dia 23, concentra esforços na intensificação das inspeções navais em embarcações, travessias e atividades de turismo aquático. O objetivo primordial é a prevenção de acidentes e a preservação da vida humana em ambientes aquáticos como rios, lagos e o mar.

    Inspeções Abrangentes em Embarcações e Terminais

    Coordenada pelas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências, a campanha verifica rigorosamente itens essenciais de segurança a bordo, como a documentação das embarcações, a quantidade de coletes salva-vidas, extintores de incêndio e outros equipamentos de salvatagem. Além das embarcações, as inspeções se estendem aos terminais de embarque e desembarque. Nesses locais, são avaliadas as condições para a interrupção das travessias em caso de mau tempo, o controle rigoroso da lotação das embarcações e a disponibilidade de meios de apoio para atendimento em situações de emergência.

    Caráter Educativo e Preventivo da Campanha

    A Marinha do Brasil enfatiza que a Campanha Travessia Segura vai além da fiscalização. Ela possui um forte caráter educativo e preventivo, com o objetivo de orientar passageiros sobre condutas seguras a bordo e a importância do respeito ao meio ambiente. A participação ativa da população e a conscientização sobre as normas de segurança são fundamentais para garantir viagens mais tranquilas e seguras.

    Próximas Fases e Canais de Denúncia

    A terceira e última fase da Campanha Travessia Segura está programada para ocorrer entre os dias 18 e 28 de setembro. Em caso de identificação de irregularidades ou situações de risco durante as travessias, a população pode procurar a Capitania dos Portos de sua região ou entrar em contato diretamente pelo número 185, que atende às Emergências Marítimas e Fluviais.

  • Gasolina com 32% de Etanol: Riscos Ocultos para o Setor Náutico Brasileiro Revelados

    CNPE aprova nova mistura e setor náutico expressa preocupação

    O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deu luz verde para um aumento na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, elevando-a de 30% para 32%. Embora a medida vise, em tese, baratear o preço do combustível nas bombas, ela acende um alerta para o setor náutico brasileiro, que aponta uma série de riscos técnicos e de segurança decorrentes dessa alteração.

    Problemas de compatibilidade e segurança em motores náuticos

    Especialistas como o capitão Márcio Dottori, consultor técnico em navegação, e Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), alertam que motores de popa e centro-rabeta mais antigos não foram projetados para a nova proporção de etanol. Essa incompatibilidade pode levar a falhas inesperadas em pleno uso, elevando o risco de acidentes em situações perigosas, como em áreas de arrebentação ou próximas a rochas.

    Condensação e custos elevados: os desafios da umidade e do rendimento

    O ambiente marinho, naturalmente úmido, intensifica um problema comum em embarcações: a condensação de água nos tanques de combustível. Com o aumento do teor de etanol, a separação entre água e combustível torna-se mais provável e difícil de gerenciar a bordo. Adicionalmente, o etanol possui menor rendimento energético que a gasolina, o que significa que os navegadores precisarão de mais combustível para percorrer a mesma distância, resultando em gastos maiores. A necessidade de manutenções preventivas e corretivas mais frequentes também aponta para um aumento nos custos operacionais.

    Falta de alternativas e ausência de diálogo com o setor

    Ao contrário de outros países, o Brasil não oferece facilmente opções de gasolina pura para embarcações. Mesmo gasolinas premium com menor teor de etanol (como 25%) não são amplamente disponíveis nem acessíveis a todos os navegadores. Dottori e Colunna criticam a decisão do CNPE por ter sido tomada sem consulta prévia ao setor náutico e outros segmentos impactados. Colunna reforça que a segurança da navegação não pode ser comprometida sem um diálogo aberto e testes específicos para motores náuticos, ressaltando que a vida dos usuários depende da confiabilidade das embarcações.

  • Brunswick AutoCaptain Revoluciona a Atracação de Barcos com Inteligência Artificial Avançada

    Brunswick AutoCaptain Revoluciona a Atracação de Barcos com Inteligência Artificial Avançada

    Sistema Simrad utiliza câmeras e IA embarcada para manobras autônomas, simplificando a navegação para marinheiros.

    A Brunswick Corporation, líder no mercado náutico recreativo, apresentou o AutoCaptain, um sistema inovador que promete transformar a maneira como os barcos atracam e desatracam. Comercializado sob a renomada marca Simrad, o AutoCaptain emprega inteligência artificial para executar manobras complexas de forma autônoma, aliviando a tensão e a dificuldade que muitos navegadores enfrentam ao lidar com ventos, ondas e as particularidades de controle de uma embarcação.

    Tecnologia de Ponta para Navegação Segura

    Diferente da complexidade de estacionar um carro, atracar um barco exige uma compreensão profunda do ambiente e da dinâmica do veículo. O AutoCaptain aborda esse desafio através de um conjunto de seis câmeras estéreo estrategicamente posicionadas ao redor da embarcação. Essas câmeras, juntamente com o poder de processamento da NVIDIA, proporcionam uma visão completa de 360 graus do entorno, permitindo que o sistema entenda e reaja a obstáculos, mesmo em condições de pouca luz. A IA embarcada, baseada em visão computacional e aprendizado de máquina (CVML), traça rotas seguras e controla o sistema de propulsão para realizar as manobras com precisão.

    IA Localizada: Confiabilidade sem Dependência da Internet

    Uma característica crucial do AutoCaptain é a sua capacidade de operar de forma totalmente autônoma a bordo da embarcação. Ao contrário de muitos sistemas de IA que dependem de conectividade externa, o AutoCaptain processa todas as informações localmente. Essa abordagem é fundamental para a navegação, onde a conexão com a internet pode ser instável ou inexistente. A inteligência artificial especializada garante que o sistema funcione de maneira confiável, sem interrupções, independentemente das condições de conectividade.

    Superando os Desafios da Navegação Náutica

    A complexidade da atracação reside não apenas nas condições ambientais variáveis, mas também na maneira como um barco é controlado. Marinheiros precisam gerenciar não apenas os movimentos básicos de frente, trás, esquerda e direita, mas também considerar os movimentos de guinada, arfagem e rolagem, além de compensar constantemente por vento, ondas e correntes. Adicionalmente, barcos possuem uma latência inerente entre o comando e a resposta, tornando manobras precisas um desafio. O AutoCaptain simplifica esse processo, permitindo que os navegadores realizem essas tarefas com mais confiança e relaxamento.

    Expansão de Capacidades e o Futuro da IA Física

    Embora o foco inicial do AutoCaptain seja a atracação e desatracação autônoma, a Brunswick Corporation já planeja expandir suas funcionalidades para incluir recursos de piloto automático em águas abertas. Essa evolução promete trazer para o mar a mesma conveniência e segurança já vistas em sistemas de assistência ao motorista em automóveis. Especialistas da indústria, como Kinsey Fabrizio, CEO da Consumer Technology Association, veem o AutoCaptain como um exemplo da emergente “IA física”, uma tendência que está simplificando tarefas em diversas áreas, desde robótica e casas inteligentes até aplicações industriais e de saúde, prometendo um futuro onde a tecnologia se adapta e auxilia ativamente em nossas vidas.

  • Ross Mariner Lança C250 Ryder: Novo Barco de Pesca Insubmergível Promete Conforto e Segurança em Alto Mar

    Evolução da C190 Chega ao Mercado

    Poucos meses após o lançamento de uma lancha cabinada de 34 pés, a Ross Mariner apresenta ao mercado sua mais nova embarcação: um barco de pesca de 25 pés. Denominada C250 Ryder, o modelo é uma evolução da C190 e foi apresentado pela primeira vez no Marina Itajaí Boat Show, no início de julho. Márcio Ishikawa, fundador do estaleiro, destacou os diferenciais que justificam a expectativa de sucesso da marca.

    Casco Insubmergível e Navegação Segura

    Um dos principais atrativos da C250 Ryder é o seu casco insubmergível. Essa característica é resultado de um processo de fabricação que inclui a injeção de poliuretano em todos os cascos desde a fase inicial. “Isso dá um conforto maior na navegação e o barco fica insubmergível”, explicou Ishikawa. Além disso, o formato do casco foi projetado para enfrentar condições desafiadoras com estabilidade, e o bordo “muito alto” contribui para uma maior segurança a bordo.

    Design e Conforto para Pesca e Lazer

    Com 25 pés de comprimento, a nova C250 Ryder oferece um banheiro fechado descrito como amplo. A embarcação pode ser equipada com motorização de popa simples (de 150 a 300 hp) ou em parelha (de 115 a 150 hp cada). A Ross Mariner posiciona a C250 Ryder como uma opção para quem busca robustez para a pesca, mas não abre mão da sofisticação para o lazer. O barco combina um layout preparado para o esporte com detalhes de acabamento voltados para o convívio familiar.

    Preço e Opcionais

    Durante o lançamento, a C250 Ryder foi oferecida a partir de R$ 289 mil, com um motor de popa de 150 hp. O estaleiro também disponibiliza o “Kit Conforto”, que no último Boat Show pôde ser adquirido por R$ 22 mil. Este pacote adicional inclui itens que aprimoram o uso da embarcação para fins de lazer, como um vaso sanitário elétrico.

  • Baleias no Brasil: Onde Avistar as Gigantes Marinhas e Como Fazer Isso com Segurança e Respeito

    A Chegada das Gigantes Marinhas

    Com a chegada do inverno, o Brasil se torna palco de um dos maiores espetáculos da natureza: a visita das baleias que migram das gélidas águas da Antártica em busca de águas mais quentes para se reproduzir. De junho a novembro, diversas regiões do litoral brasileiro recebem esses majestosos cetáceos, transformando a prática de observação em uma atividade turística cada vez mais popular e importante.

    Onde e Quando Avistar Baleias no Brasil?

    Estados como a Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina são os principais destinos para o whale watching no país. As baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) são as mais avistadas, mas a baleia-franca (Eubalaena australis) também pode ser encontrada, especialmente em águas catarinenses. Julio Cardoso, especialista com mais de 20 anos de experiência em observação de cetáceos no Litoral Norte de São Paulo, relata o aumento significativo na presença de jubartes, com centenas de avistagens registradas anualmente nas regiões de Ilhabela e São Sebastião.

    As baleias adultas, com seus impressionantes 12 a 16 metros, tendem a ficar mais afastadas da costa, a cerca de 40-50 km, especialmente na região do Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, onde ocorre a reprodução. Já os animais juvenis, menores (até 11 metros), têm sido observados mais próximos da costa, chegando até mesmo a frequentar canais como o de São Sebastião em busca de alimento, pois não possuem a reserva de gordura suficiente para longos períodos sem comer, como os adultos.

    Observação Segura: Conheça as Regras e Evite Multas

    A observação de baleias no Brasil é regulamentada pela Lei Federal 7.643/1988 e pela Portaria IBAMA 117/1996. Aproximar-se indiscriminadamente dos animais é proibido e pode configurar crime de molestamento de cetáceos, com pena de 2 a 5 anos de prisão e multa. Para garantir uma experiência segura e legal, é fundamental:

    • Contratar operadoras de turismo credenciadas e treinadas, que sigam as normas estabelecidas pelo IBAMA.
    • Manter distâncias mínimas de segurança, que variam conforme a espécie e o comportamento do animal.
    • Evitar ruídos excessivos e movimentos bruscos que possam assustar ou estressar as baleias.
    • Nunca alimentar ou tocar nos animais.

    O Projeto Baleia Jubarte e o Instituto Baleia Jubarte disponibilizam em seus sites listas de operadoras parceiras credenciadas, facilitando o acesso a passeios responsáveis nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo.

    Ciência Cidadã e Conservação: Turismo que Ajuda a Pesquisa

    A observação de baleias vai além do lazer e do impacto econômico positivo para as comunidades costeiras, especialmente em baixa temporada. A atividade se tornou uma ferramenta valiosa para a ciência cidadã. Turistas que enviam fotos e dados de avistamentos contribuem para o monitoramento e identificação dos animais, dados que são compartilhados em plataformas internacionais como a Happy Whale, auxiliando em pesquisas científicas e publicações. Essa colaboração voluntária é essencial para a conservação dessas espécies, que já estiveram ameaçadas pela caça no passado. A população de baleias jubarte, que chegou a ser mínima, hoje é estimada em cerca de 25 mil indivíduos, um testemunho do sucesso dos esforços de conservação.

    Um Legado de Milhões de Anos

    Julio Cardoso reforça a importância do respeito e do conhecimento básico sobre o comportamento desses animais: “É um bicho que tá aqui muitos milhões de anos antes da gente existir, que tá vivendo a vida dele. Precisamos ter um conhecimento mínimo básico pra saber como se comportar”. O turismo de observação, quando feito de forma consciente e regulamentada, não só proporciona encontros inesquecíveis com as baleias, mas também contribui ativamente para a sua proteção e para a disseminação do conhecimento científico sobre esses gigantes gentis dos oceanos.

  • Economia do Mar em SC: Mais de 240 mil empregos e 23 mil empresas impulsionam o estado

    Santa Catarina se destaca como potência na economia do mar, gerando um impacto significativo no desenvolvimento estadual.

    Santa Catarina consolida sua posição como um dos principais polos da economia do mar no Brasil, concentrando mais de 20% dos empregos formais do setor no país. Os números apresentados por Lucas Amancio, secretário-adjunto de Estado do Planejamento, durante o NÁUTICA Talks, revelam um cenário animador: cerca de 240 mil trabalhadores formais e mais de 23 mil empresas atuam diretamente com atividades ligadas ao oceano, movimentando uma massa salarial superior a R$ 1,15 bilhão.

    Impacto e abrangência da economia do mar

    A economia do mar engloba um vasto leque de atividades, incluindo estaleiros, portos, pesca, transporte marítimo e logística. Em Santa Catarina, esse setor foi responsável por 12,9% do saldo de empregos gerados no estado, demonstrando sua relevância para a economia local. Somente em fevereiro de 2026, o setor registrou a criação de 1.929 novos postos de trabalho.

    Setores que mais empregam e regiões em destaque

    A indústria figura como o principal motor de empregos na economia do mar catarinense, respondendo por 45% das vagas formais. As regiões litorâneas concentram a maior parte dessa força de trabalho, com destaque para a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) e a Grande Florianópolis. Amancio ressalta a importância de dados específicos para direcionar políticas públicas e investimentos, afirmando que “Quando estratificamos os dados, sabemos onde investir, onde colocar força e onde expandir.”

    Investimentos e projeções futuras

    O Governo de Santa Catarina planeja fortalecer a infraestrutura ligada ao mar com investimentos significativos. O Programa Pescados SC receberá R$ 100 milhões, e outros R$ 424 milhões serão destinados a projetos portuários, incluindo a dragagem dos portos de Itajaí e Laguna. Um investimento de R$ 3 bilhões da Coamo prevê a construção de um novo porto até 2027, elevando o número de portos de grande porte no estado para oito, o maior do Brasil. Amancio conclui que o levantamento da economia do mar servirá como base para o planejamento estadual, visando fortalecer um setor com grande potencial de crescimento e geração de empregos.

  • The Ocean Race 2027: Itajaí projeta R$ 271 milhões em retorno econômico e consolidação náutica

    Investimento e Legado

    A próxima edição da The Ocean Race, programada para abril de 2027 em Itajaí, Santa Catarina, tem o potencial de gerar um impacto econômico significativo de R$ 271 milhões para a cidade. A iniciativa reforça a estratégia municipal de usar a vela oceânica como plataforma para impulsionar a indústria náutica, atrair investimentos internacionais e consolidar Itajaí como um polo de referência no setor na América Latina. A organização do evento projeta um retorno de R$ 6,75 para cada R$ 1 investido, apostando também em inovação e sustentabilidade.

    Experiência para o Público

    A The Ocean Race 2027 oferecerá ao público uma imersão completa no universo da regata oceânica. Entre as atrações planejadas estão a visitação às áreas técnicas, onde será possível observar de perto os trabalhos de manutenção e preparação das embarcações pelas equipes. Haverá também experiências interativas desenvolvidas para ajudar o público a compreender os desafios enfrentados pelos velejadores na maior regata oceânica do planeta. A proximidade com as equipes e a compreensão do funcionamento da competição são pontos altos esperados, conforme destacou Flamia.

    Estratégia de Desenvolvimento Náutico

    A realização do evento, prevista para ocorrer entre 31 de março e 18 de abril de 2027, está alinhada com os planos de longo prazo de Itajaí. A cidade busca capitalizar a visibilidade e o interesse gerados pela regata para fortalecer sua cadeia produtiva náutica, desde a fabricação de barcos até serviços de apoio. A expectativa é que a competição atraia não apenas turistas e entusiastas do esporte, mas também empresários e investidores do setor náutico global, consolidando a reputação de Itajaí como um centro náutico de destaque.

    Oportunidades e Inovação

    Além do impacto financeiro direto, a The Ocean Race 2027 representa uma oportunidade para Itajaí demonstrar sua capacidade de sediar eventos de grande porte e promover a inovação dentro do setor náutico. A cidade busca também inspirar novas gerações de velejadores e profissionais da área, solidificando seu legado e garantindo o desenvolvimento contínuo da indústria naval e esportiva na região.