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  • Parceria de Vida: Lars Grael e Clínio de Freitas Celebram 40 Anos de Amizade e Competição na Vela, Desde a União Soviética até o Resgate em Acidente Fatal

    Parceria de Vida: Lars Grael e Clínio de Freitas Celebram 40 Anos de Amizade e Competição na Vela, Desde a União Soviética até o Resgate em Acidente Fatal

    A dupla que conquistou o bronze em Tallinn em 1986 relembrou a trajetória de sucesso, os desafios olímpicos e o laço inquebrável que se fortaleceu após Clínio salvar Lars de um grave acidente.

    A amizade entre os velejadores Lars Grael e Clínio de Freitas transcende as competições e pódios. O laço que os une começou na infância, mas foi em 1986, durante os Goodwill Games (Jogos da Amizade) em Tallinn, na então União Soviética, que a parceria técnica na vela se consolidou. Naquela ocasião, a dupla conquistou a medalha de bronze na classe Tornado, um feito notável mesmo com pouco tempo de treino conjunto.

    O Início de uma Dupla Vitoriosa e os Desafios Rumo a Seul

    A formação da dupla Lars Grael e Clínio de Freitas ocorreu em 1984, após as Olimpíadas de Los Angeles. Com o objetivo de competir nas Olimpíadas de Seul em 1988, os dois intensificaram os treinos. No entanto, a jornada não foi isenta de obstáculos. Lars relata a dificuldade de não poderem treinar na Coreia do Sul previamente, o que impactou a adaptação ao clima. Além disso, a falta de um barco adequado para os treinamentos e a seletiva quase os impediu de competir em alto nível, sendo salvos por um patrocínio de última hora que possibilitou a compra de um novo veleiro.

    Bronze Olímpico e a Força da Amizade em Momentos Críticos

    Apesar das adversidades, a dupla conquistou o bronze olímpico em Seul, a primeira medalha olímpica de ambos. Contudo, o que solidificaria ainda mais o vínculo entre Lars e Clínio foi um grave acidente. Em setembro de 1998, Lars Grael sofreu um acidente com uma lancha durante uma regata, resultando na amputação de sua perna direita. Clínio de Freitas, com noções de primeiros socorros, foi o primeiro a chegar e prestar auxílio, contendo a hemorragia e sendo crucial para a recuperação de Lars.

    Parceria que se Estende Além da Vela

    O acidente marcou profundamente a relação dos dois velejadores. Lars descreve Clínio como um “parceiro da vida inteira”, um “amigo-irmão” escolhido, presente em todos os momentos, sejam eles de glória ou de dificuldade. Atualmente, a amizade continua forte, com Lars e Clínio mantendo uma convivência frequente e até mesmo velejando juntos em passeios por Angra dos Reis, um de seus destinos preferidos.

    Um Legado de Amizade e Superação na Vela

    A história de Lars Grael e Clínio de Freitas é um testemunho de perseverança, talento e, acima de tudo, de uma amizade inabalável. Desde o pódio em Tallinn há 40 anos até o apoio incondicional em momentos de crise, a dupla prova que os laços forjados na competição podem se tornar pilares de vida, inspirando novas gerações no esporte e na vida.

  • O Mistério do “Clube dos 499 GT”: Como a Engenharia Naval Contorna Regras para Superiachates

    O Mistério do “Clube dos 499 GT”: Como a Engenharia Naval Contorna Regras para Superiachates

    Entenda por que o volume interno bruto (GT) se tornou um alvo para designers de iates e as implicações dessa prática.

    O que é GT e por que 499 é um número mágico?

    Ao navegar por listagens de superiachates à venda, um número frequentemente chama a atenção: 499 Gross Tonnage (GT). Mas o que exatamente significa essa métrica e por que ela é tão cobiçada no mundo náutico? Diferentemente do que o nome pode sugerir, GT não se refere ao peso do iate, mas sim ao seu volume interno total, medido em um cálculo complexo definido por leis internacionais. A marca de 499 GT não é uma coincidência; ela representa um limite estratégico. Ultrapassar os 500 GT acarreta a necessidade de cumprir regulamentações internacionais mais rigorosas, como o Código Internacional de Gerenciamento de Segurança (ISM) e o Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS), além de obrigações mais robustas sob a Convenção sobre Trabalho Marítimo de 2006. Para muitos proprietários e operadores, permanecer abaixo desse limite simplifica a operação, reduz a burocracia e, consequentemente, os custos operacionais.

    A Lei de Goodhart e a engenharia criativa

    O fenômeno do “clube dos 499 GT” é um exemplo clássico da Lei de Goodhart, que postula que quando uma medida se torna um alvo, ela deixa de ser uma boa medida. No caso dos superiachates, a busca incessante por ficar abaixo dos 500 GT impulsiona a criatividade dos arquitetos navais. Eles empregam soluções de design inteligentes para minimizar o volume calculado sem comprometer drasticamente a funcionalidade ou a estética. Isso pode incluir o uso de toldos retráteis que, quando recolhidos, não são contabilizados no cálculo do GT, ou o design do casco para reduzir o volume interno nas partes superiores. Essas manobras, embora legais, demonstram como uma regra criada para embarcações comerciais em 1969 se tornou um fator determinante no design de embarcações de lazer de luxo, para as quais a regra original não foi concebida.

    Os benefícios e desafios de ultrapassar os 500 GT

    Embora o limite de 499 GT seja frequentemente visto como uma vantagem, ultrapassar os 500 GT não é necessariamente uma desvantagem. Na verdade, pode trazer benefícios significativos. A adesão às regulamentações internacionais, que se tornam obrigatórias acima desse limite, muitas vezes alinha os iates aos padrões mais elevados da indústria, especialmente em relação ao bem-estar da tripulação. Convenções como a Convenção sobre Trabalho Marítimo exigem contratos de trabalho claros, horas de descanso definidas e acomodações adequadas. Ignorar essas normas, mesmo que não sejam formalmente exigidas abaixo de 500 GT, pode deixar os proprietários mais expostos em disputas legais. Além disso, a familiaridade com esses regulamentos pode proporcionar maior proteção e clareza operacional para os proprietários.

    Um futuro moldado por regras antigas

    A busca por otimizar o GT, mesmo com soluções engenhosas, reflete um desafio contínuo na indústria de superiachates: a adaptação de regras de décadas atrás a designs inovadores. Existe até mesmo uma brecha pouco conhecida nas regras de 1969 que permite que características de design genuinamente novas e sem precedentes sejam excluídas do cálculo do GT, caso a aplicação literal da lei se mostre irrazoável ou impraticável. Isso abre portas para designs ainda mais ousados, como os de catamarãs ou embarcações com características transformáveis. No entanto, o cerne da questão permanece: o Gross Tonnage, concebido como uma simples descrição do volume de carga, evoluiu para um motor de engenharia complexa e um fator de decisão estratégico no design de superiachates, provando a máxima de Goodhart em um dos mercados mais luxuosos do mundo.

  • Mondblu Expande Estrutura Náutica no Guarujá para Reforma e Customização Completa de Embarcações

    Marina Mondblu se Torna Referência em Serviços Náuticos

    A Mondblu, localizada no Guarujá (SP), está redefinindo o conceito de marina no Brasil. O empreendimento, que nasceu como um braço comercial da Intermarine, evoluiu para se tornar um centro completo de serviços para embarcações, oferecendo manutenção, reformas, customizações e comercialização. Essa expansão reflete a crescente demanda por serviços especializados e a profissionalização do setor náutico brasileiro, onde marinas deixam de ser apenas locais de atracação para se tornarem parceiras estratégicas na cadeia náutica.

    Infraestrutura Moderna para Todos os Portes de Embarcações

    A estrutura da Mondblu foi projetada para atender embarcações de diferentes tamanhos, com galpões de pé-direito elevado e construção em concreto. Essa configuração permite a realização simultânea de serviços como pintura, lixamento e polimento, independentemente das condições climáticas. A circulação natural de ar nos espaços minimiza o acúmulo de poeira e resíduos, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente. A marina conta ainda com dois travel lifts capazes de manusear barcos de até aproximadamente 90 pés, facilitando a movimentação das embarcações.

    Localização Estratégica Potencializa Serviços e Logística

    Situada no Complexo Industrial Naval do Guarujá (CING), a Mondblu beneficia-se da proximidade com estaleiros, oficinas, fabricantes e empresas especializadas em motores, eletrônica embarcada e geradores. Essa concentração de fornecedores e prestadores de serviço agiliza a logística, reduz o tempo de manutenção e otimiza os processos para os proprietários. Nicolas Batagini, diretor comercial da Mondblu, destaca que essa sinergia regional impulsiona a eficiência e a qualidade dos serviços oferecidos.

    Modelo Integrado: Da Venda à Manutenção Completa

    Além dos serviços de marina, a Mondblu mantém sua atuação na comercialização de embarcações novas da Intermarine e barcos seminovos. O foco está em apresentar embarcações que, através de personalizações e manutenções adequadas, preservam seu valor ao longo do tempo. Este modelo integrado, que abrange desde a aquisição até a manutenção e potencial revenda, alinha-se a uma tendência observada em polos náuticos consolidados, oferecendo um ciclo de vida completo para a embarcação em um único ecossistema.

  • Lanchas no Estilo Day Use: A Nova Tendência Náutica que Imita o Sucesso dos Hotéis

    Demanda Crescente por Passeios Curtos

    O mercado náutico está observando um novo comportamento de consumo, com um aumento de aproximadamente 25% na procura por lanchas projetadas para uso diurno ao longo de 2025. Essa tendência, segundo o estaleiro paranaense Triton Yachts, reflete uma mudança similar à que já consolidou o modelo de day use na hotelaria, onde os clientes utilizam as instalações de hotéis e resorts por algumas horas sem a necessidade de pernoite.

    Um Novo Perfil de Navegador

    Esse movimento no setor náutico tem atraído um público que valoriza a flexibilidade de desfrutar do barco em passeios mais curtos. Seja para reunir amigos, realizar um almoço a bordo ou passar o dia ancorado em uma praia paradisíaca, a prioridade é a experiência de lazer em poucas horas. Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts, destaca: “Temos observado um novo perfil de público que valoriza a possibilidade de usar o barco mais vezes, mesmo que por poucas horas. Esse perfil prefere sair da marina com frequência, receber amigos, almoçar a bordo ou visitar uma praia.” Essa nova demanda tem impulsionado a busca por lanchas de porte médio, que oferecem amplas áreas sociais, layouts integrados e espaços pensados para a convivência.

    Inovação em Design para o Day Use

    A tendência do day use também está moldando o desenvolvimento de novos modelos de embarcações. A Triton Yachts, por exemplo, lançou recentemente a Triton Flyer 32, um modelo que prioriza o uso diurno, mas sem excluir a opção de pernoite. Apresentada durante o São Paulo Boat Show em setembro de 2025, a Flyer 32 foi projetada para otimizar o aproveitamento dos espaços externos e a integração entre os ambientes. Entre seus destaques estão uma plataforma lateral retrátil que expande a área de beach club, um espaço gourmet integrado, solários generosos na proa e na popa, e um amplo cockpit ideal para a socialização.

    Praticidade e Conforto em Foco

    Embora a Triton Flyer 32 conte com uma cabine equipada para pernoite, sua proposta central é atender àqueles que buscam a lancha para passeios curtos e experiências diurnas. A embarcação incorpora um T-Top fixo sobre o cockpit, que oferece proteção solar sem sacrificar a sensação de amplitude e espaço aberto. Cechelero complementa: “Buscamos entregar esportividade, praticidade e conforto em uma lancha de porte médio, mas com a mesma sensação de liberdade e aproveitamento de espaço dos modelos maiores.”

  • Jaqueta Encontrada a 3 Mil Metros de Profundidade: Símbolo do Lixo Humano em Ecossistemas Intocados

    Um achado inesperado nas profundezas do oceano

    Durante uma expedição científica em junho deste ano, pesquisadores a bordo do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute fizeram uma descoberta surpreendente e preocupante a quase 3 mil metros de profundidade. O objetivo da missão era estudar os impactos das falhas na Dorsal Mesoatlântica, a maior cordilheira submarina do mundo. No entanto, em vez de apenas observar um ecossistema desconhecido, a equipe se deparou com um problema cada vez mais presente: o lixo humano.

    O lixo chega aos confins do planeta

    A 3 mil metros de profundidade e a impressionantes 7 mil km da costa brasileira, em uma área considerada um dos últimos refúgios intocados do planeta, os cientistas encontraram uma jaqueta e uma lata de bebida. O professor Ronaldo Christofoletti, da Unifesp e membro da expedição, destacou a importância do achado. “Encontramos uma blusa e uma lata de bebida”, afirmou.

    Tecnologia para retirar o lixo do fundo do mar

    A jaqueta foi recuperada com o auxílio de um Veículo Operado Remotamente (ROV), um robô subaquático controlado por operadores na superfície através de um cabo. Essa tecnologia permitiu que o objeto fosse trazido à tona, servindo como um testemunho físico da poluição que atinge até os locais mais remotos.

    Um alerta para a humanidade

    Para o professor Christofoletti, a descoberta deveria gerar tanta comoção quanto a revelação do lado oculto da Lua. “Se nos emocionamos ao ver o lado oculto da Lua, deveríamos nos perturbar tanto quanto ao ver o lado oculto do fundo do mar coberto pelo nosso lixo”, ressaltou o pesquisador. O achado serve como um contundente alerta sobre a necessidade urgente de combater a poluição marinha e proteger os ecossistemas oceânicos, mesmo aqueles que parecem distantes e intocados.

  • Dono de estaleiro abre mão de R$ 2 bilhões e doa empresa à caridade para preservar cultura e funcionários

    Dono de estaleiro abre mão de R$ 2 bilhões e doa empresa à caridade para preservar cultura e funcionários

    Eddie Smith Jr., proprietário do estaleiro Grady-White Boats, tomou uma decisão atípica aos 83 anos: em vez de vender sua empresa e embolsar cerca de R$ 2 bilhões, ele optou por doá-la à caridade. A iniciativa visa garantir a preservação da cultura da companhia e o bem-estar de seus 350 funcionários, mesmo após sua saída do comando.

    Um Legado Além do Dinheiro

    Smith Jr. decidiu destinar todos os futuros lucros da Grady-White Boats a uma organização sem fins lucrativos que apoiará diversas instituições de caridade. Essa decisão, que representa a renúncia a aproximadamente US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), foi motivada por perdas pessoais e pela crença de que a empresa possui uma “alma” que não deveria ser comprometida por novos proprietários. A morte de sua esposa em 2020 e de seu filho em 2021, que seria seu sucessor, foram marcos importantes em sua reflexão.

    Preservando a Cultura e os Colaboradores

    O empresário expressou receio de que potenciais compradores não mantivessem os benefícios oferecidos aos funcionários, como planos de aposentadoria robustos, participação nos lucros, programas de educação financeira, atendimento médico no local e um capelão corporativo. “Esta empresa tem uma alma, e eu não queria perder isso”, afirmou Smith Jr. ao The New York Times.

    O Modelo Inovador do ‘Purpose Trust’

    Para concretizar sua visão, Smith Jr. utilizou um modelo conhecido como ‘purpose trust’ (fundo fiduciário perpétuo). Ele transferiu as ações com direito a voto da Grady-White para essa entidade jurídica, garantindo que a empresa permaneça independente e seja gerida de acordo com seus valores, sem possibilidade de venda. As ações restantes, sem direito a voto, serão destinadas a uma organização sem fins lucrativos do tipo 501(c)(4).

    Um Propósito Nobre para o Futuro

    Os lucros não reinvestidos no negócio serão repassados à organização sem fins lucrativos, que os aplicará em áreas como conservação ambiental, saúde e educação. “Não estou obtendo nenhum benefício fiscal ou de qualquer outro tipo. E estou doando a grande maioria do meu patrimônio”, declarou Smith Jr. Ele se inspirou em Yvon Chouinard, fundador da Patagonia, que também adotou um modelo similar em 2022. Este é considerado o maior fundo fiduciário perpétuo com organização beneficente afiliada nos EUA desde o da Patagonia e o primeiro na indústria náutica.

    Uma Trajetória de Sucesso e Despedida

    Smith Jr. assumiu a Grady-White em 1968, salvando-a da falência. Dedicou décadas de trabalho árduo para reerguer a empresa, que na época fabricava barcos de madeira em um armazém precário. Sua decisão de “se despedir” da companhia, mantendo o controle e os valores intactos, marca um capítulo final de sucesso em sua longa trajetória no mundo náutico.

  • George Russell: O Piloto de F1 que Encontra Paz nas Águas de Capri em seu Novo Iate Pershing 6X

    George Russell: O Piloto de F1 que Encontra Paz nas Águas de Capri em seu Novo Iate Pershing 6X

    Descubra como o piloto da Mercedes-AMG PETRONAS F1 se desconecta da adrenalina das pistas através do freediving e da tranquilidade de sua embarcação.

    A Fórmula 1 é um esporte que exige o máximo dos seus competidores, com pressão constante, velocidade extrema e um ritmo implacável. Para recarregar as energias durante o recesso de verão da categoria, muitos pilotos optam por refúgios luxuosos no Mediterrâneo. George Russell, piloto da Mercedes-AMG PETRONAS, encontrou seu santuário particular em Capri, a bordo de seu recém-adquirido iate Pershing 6X. Longe dos holofotes e do rugido dos motores, Russell descobriu no freediving uma forma única de relaxamento e desconexão.

    De Fazendeiro a Navegador: Uma Nova Paixão Revelada

    Russell confessa que sua infância no campo não o preparou para o amor pela água. Inicialmente, ele sentia receio do mar. No entanto, foi sua namorada, Carmen Mundt, que o introduziu ao mundo náutico, despertando uma nova apreciação. O que começou como passeios de barco evoluiu para uma paixão pela tranquilidade que o oceano proporciona, um contraste bem-vindo à agitação do automobilismo.

    Freediving: A Arte de Desconectar Profundamente

    A introdução ao freediving veio de uma fonte inesperada: Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes. Longe de ser um treino para aumentar a resiliência mental, Russell explica que a prática é focada na respiração e no relaxamento profundo. A necessidade de estar totalmente presente, concentrando-se apenas no ato de respirar, permite que ele se desligue completamente das demandas da F1. A beleza e a paz encontradas nas profundezas, sem a necessidade de equipamentos de mergulho, tornaram-se seu refúgio para a saúde mental.

    O Pershing 6X: O Palco Perfeito para o Relaxamento

    O iate Pershing 6X, com seus 62 pés de comprimento, representa o cenário ideal para Russell recarregar as baterias. A embarcação, conhecida por seu desempenho e velocidade, permite que ele navegue com facilidade, mas é a sensação de estar a bordo, longe do circuito, que realmente o revitaliza. Ele descreve a experiência de estar na água como um momento de desconexão total, onde pode simplesmente apreciar a paisagem e encontrar paz, sem a pressão de competir, mesmo em atividades de lazer.

    Uma Terapia Subaquática Longe das Pistas

    Russell enfatiza que o freediving não é sobre testar limites físicos ou competir, mas sim sobre cultivar a saúde mental. A prática o ensina a relaxar de verdade, uma habilidade valiosa em um esporte de alta pressão. Ele gosta de descer, sentar no fundo e absorver o ambiente, encontrando beleza e serenidade longe do caos das corridas. Aos 23 metros de profundidade, ele encontra um ponto de equilíbrio, uma forma de recarregar sua mente e corpo para os desafios que virão nas próximas temporadas da Fórmula 1.

  • Setor Náutico Brasileiro Resiste a Tarifas dos EUA e Cresce com Foco em Qualidade e Inovação

    Indústria Náutica Brasileira Demonstra Resiliência Diante de Desafios

    A indústria náutica brasileira, apesar de um cenário global mais desafiador com juros altos e desaceleração econômica, mostra-se resiliente. Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, avalia que as recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, embora representem um obstáculo, não configuram uma crise para o setor. Em entrevista ao Real Time, do Times Brasil, Paciornik relembrou barreiras tarifárias anteriores, como uma de 50% que o setor superou, e destacou a capacidade de adaptação dos estaleiros brasileiros.

    Tarifa Americana: Impacto Calculado e Vantagem Competitiva Preservada

    Paciornik esclareceu que a nova tarifa de 25% imposta pelos EUA não se traduz diretamente em um aumento de igual percentual no valor final das embarcações. Ele explicou que a cobrança incide sobre a parcela brasileira do produto, como casco e mão de obra, e não sobre componentes importados ou serviços agregados no destino. Essa nuance faz com que o impacto real seja menor, estimado entre 10% e 12%. Segundo ele, a boa relação custo-benefício e a alta qualidade dos barcos brasileiros ainda garantem uma posição competitiva no mercado internacional, mesmo com essa nova taxa.

    Diversificação de Mercados e Busca por Inovação Sustentável

    Embora os Estados Unidos sejam um mercado importante para a exportação de embarcações de lazer, o setor náutico brasileiro tem investido há anos na diversificação de seus destinos comerciais. Paciornik enfatizou que a presença internacional da indústria nacional é consolidada e que os estaleiros mais preparados, com padrões internacionais de qualidade e compliance, estão aptos a contornar os desafios impostos pela nova tarifa. Além disso, a indústria está atenta às demandas por sustentabilidade, com o desenvolvimento de projetos em hidrogênio e a adoção de motores elétricos, demonstrando um compromisso com o meio ambiente e a inovação tecnológica. Um protótipo de motor de popa a hidrogênio será apresentado em breve.

    Potencial de Emprego e Alerta Contra Barreiras Internas

    Paciornik defendeu a importância da indústria náutica como um setor gerador de empregos qualificados, ressaltando seu caráter artesanal e a pouca automação em sua produção. Ele alertou que os maiores riscos para o setor não vêm das tarifas externas, mas sim de possíveis entraves internos, como o aumento da carga tributária ou a percepção de que a náutica é um segmento supérfluo. Ele ressaltou que o setor movimenta uma vasta cadeia produtiva, desde a construção e manutenção até marinas e serviços associados à economia do mar. Apesar dos desafios conjunturais, Paciornik se mostra otimista quanto ao desempenho futuro, especialmente para embarcações de maior porte, e destaca a vocação natural do Brasil para a náutica, impulsionada também pela busca por lazer ao ar livre intensificada pela pandemia.

  • Schaefer Yachts Amplia Apoio à Vela: Renova Parceria com Bruno Fontes e Patrocina Instituto que Forma Novos Campeões Olímpicos

    Legado e Evolução na Vela

    A Schaefer Yachts, reconhecida no mercado náutico de luxo, reforçou seu compromisso com a vela esportiva brasileira ao firmar novos contratos de patrocínio. A principal novidade é a renovação da parceria com o campeão mundial e velejador olímpico Bruno Fontes. Além disso, o estaleiro expandiu seu apoio, patrocinando pela primeira vez o Instituto Bruno Fontes, uma iniciativa dedicada a formar jovens talentos da vela e promover impacto social.

    Mais que um Patrocínio, um Legado Esportivo

    Os acordos, anunciados no último sábado (25), foram descritos por Bruno Fontes como um “legado”, simbolizando a continuidade de uma relação que iniciou em 2023. “Ao longo desses anos, compartilhamos desafios, conquistas e momentos que marcaram minha carreira”, destacou o atleta. A renovação com Fontes representa “mais um passo” na trajetória, agora com a inclusão do Instituto Bruno Fontes, que visa preparar atletas para competirem em nível mundial e formar cidadãos conscientes.

    Formando Atletas e Cidadãos para o Futuro

    O Instituto Bruno Fontes tem como missão democratizar o acesso à vela de alto rendimento, acreditando que com os recursos certos – um barco, um treinador e um método eficaz – talentos podem ser lapidados para alcançar o estrelato. O objetivo atual é preparar velejadores para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028. “Não se trata apenas de apoiar uma carreira. Trata-se de acreditar que o esporte transforma vidas, desenvolve pessoas e inspira futuros campeões”, ressaltou Fontes, alinhado aos valores de “dedicação, evolução e paixão” da Schaefer Yachts.

    Bruno Fontes: Experiência e Inspiração

    Bruno Fontes, atleta de destaque na Classe ILCA 7, recentemente conquistou o Campeonato Brasileiro da modalidade, somando sua oitava medalha nacional. Com um histórico de cinco participações olímpicas (três como atleta e duas como coach), Fontes, aos 44 anos, demonstra resiliência e excelência em competições, competindo contra adversários significativamente mais jovens. Seu sucesso é embasado em treinos metódicos e adaptações estratégicas.

    Incentivo Fiscal e Impacto Social

    O patrocínio ao Instituto Bruno Fontes é viabilizado pela Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte, permitindo que empresas deduzam o valor investido diretamente do Imposto de Renda devido. Essa modalidade de patrocínio oferece visibilidade ESG (Ambiental, Social e Governança) para as empresas apoiadoras, além de relatórios de impacto sobre a contribuição. A iniciativa garante que recursos fiscais sejam direcionados para o desenvolvimento de novos talentos e para o impacto social positivo gerado pelo esporte.

  • Morre Carlo Borlenghi, o fotógrafo que capturou a alma da vela mundial e o vento em suas lentes

    Um Legado Visual Quase Centenário

    Carlo Borlenghi, renomado fotógrafo italiano e uma figura central na documentação da vela mundial, faleceu aos 70 anos. Reconhecido por suas imagens icônicas de regatas internacionais, Borlenghi dedicou quase cinco décadas de sua vida a construir a memória visual deste esporte, capturando momentos que definiram gerações de velejadores e entusiastas.

    Da Paixão Local à America’s Cup

    Nascido em Bellano, às margens do Lago de Como, Borlenghi deu os primeiros passos em sua carreira registrando regatas locais. Sua ascensão profissional se consolidou em 1983, aos 27 anos, quando viajou para Newport, nos Estados Unidos, para cobrir a primeira participação italiana na America’s Cup com o barco Azzurra. A partir desse marco, sua trajetória se entrelaçou com os principais eventos da vela global, acompanhando todas as edições da America’s Cup desde então e colaborando com equipes de renome como Il Moro di Venezia, Luna Rossa e Alinghi.

    O Olhar que ia Além da Competição

    O talento de Borlenghi transcendia a simples captura de barcos em movimento. Ele possuía uma habilidade ímpar para antecipar o instante decisivo, transformando manobras complexas, a força das ondas, as expressões dos velejadores e os detalhes a bordo em narrativas visuais poderosas. Seu vasto acervo abrange não apenas a America’s Cup, mas também clássicos internacionais, regatas patrocinadas pela Rolex, provas de volta ao mundo, feitos oceânicos de Giovanni Soldini, a Barcolana em Trieste, além de veleiros clássicos, superiates e a profunda conexão entre o ser humano, as embarcações e o mar.

    Técnica, Sensibilidade e uma Assinatura Inconfundível

    A excelência de Borlenghi residia em sua profunda compreensão técnica do esporte que fotografava. Cobrir uma regata exige uma leitura apurada do vento, da posição dos barcos, das manobras e uma capacidade de antecipação crucial. Trabalhar em movimento, muitas vezes a partir de botes, helicópteros ou outras plataformas, sem interferir na competição, demandava uma combinação única de habilidade e precisão. Carlo Borlenghi transformou essa fusão de técnica, sensibilidade e exatidão em sua marca registrada.

    Um Mestre Reconhecido e um Legado Vivo

    A Revista NÁUTICA, em sua edição 366, dedicou uma reportagem a Borlenghi, definindo-o como um “mestre das lentes” e citando Pier Luigi Loro Piana: “Carlo Borlenghi é um mestre das lentes. O único capaz de fotografar o próprio vento.” A publicação destacava a paixão do italiano pela vela, que ia além do trabalho, traduzida em imagens que capturavam a força invisível do vento e a emoção de quem vive o mar. Seu legado perdura não apenas em seu impressionante acervo, preservado em arquivos, livros e revistas, mas também no Studio Borlenghi, formado por fotógrafos que ele orientou a desenvolver seu próprio olhar, transmitindo sua filosofia de fotografar no mar. A morte de Borlenghi representa uma perda irreparável para a fotografia esportiva italiana e para a vela mundial, mas seu trabalho continua a inspirar e a contar a história deste esporte fascinante.