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  • Iceboat: O que é o veleiro que desliza no gelo e encanta a internet?

    Barcos deslizando sobre a água são uma imagem familiar, mas já imaginou um veleiro deslizando sobre o gelo? Recentemente, um vídeo de um típico “iceboat” em ação chamou a atenção nas redes sociais. As imagens, gravadas por Michael Busch em uma lagoa congelada entre Long Island e Fire Island, em Nova York, mostram a embarcação, chamada Miss Clella, navegando com impressionante velocidade sobre a superfície congelada.

    Um Clássico de Madeira em Movimento

    O Miss Clella é um veleiro de madeira construído em 1969 e, apesar de sua idade, exibe uma elegância notável enquanto desliza na baía de Great South. Assim como outros iceboats, ele utiliza o vento para se impulsionar sobre “patins” de aço, que reduzem o atrito e permitem atingir velocidades surpreendentes, que podem variar de 100 a 140 km/h.

    Origem e Evolução dos Iceboats

    Embora pouco comuns no Brasil devido às condições climáticas, os iceboats têm uma longa história que remonta ao século XVII, com origem provável nos Países Baixos. Inicialmente utilizados para fins comerciais em canais congelados, evoluíram rapidamente para embarcações de recreio e esporte. Com o tempo, a modalidade se espalhou pela Escandinávia, Alemanha, Rússia e, posteriormente, chegou à América do Norte, com forte presença nos Estados Unidos e Canadá.

    Diversidade de Classes de Iceboats

    Existem diversas classes de iceboats, cada uma com regras específicas de design e construção. Entre as mais conhecidas estão:

    • Ice Optimist: Uma classe juvenil inspirada no Optimist tradicional, ideal para a formação de jovens velejadores.
    • DN Internacional: Considerada a classe mais popular do mundo, presente em vários continentes, é um monoposto com cerca de 3,6 metros de comprimento.
    • Monotipo XV: Uma classe europeia tradicional, com um projeto de 1932, que mantém regras de construção rígidas e pode acomodar um ou dois tripulantes.
    • Nite: Um monotipo com casco de fibra de vidro, dois assentos e vela de 67 pés², conhecido pela uniformidade que valoriza a habilidade do piloto.
    • Renegade: Criada nos EUA em 1947, foca em praticidade e transporte, com o projeto original podendo ser levado sobre o teto de um carro.
    • Skeeter: Uma classe de alto desempenho, dividida em subclasses (A, B e C), com área vélica limitada a 75 pés².

    Navegando no Gelo com Segurança

    Pilotar um iceboat exige atenção redobrada. O velejador geralmente se posiciona muito próximo ao gelo, sentado ou semi-deitado, para minimizar a resistência do vento. O controle é feito por um leme traseiro e ajustes finos na vela. A leitura constante do gelo é crucial para evitar rachaduras ou áreas finas. Para a prática segura, é necessária uma espessura de gelo de pelo menos 12 a 15 cm, além do uso de equipamentos de proteção como capacete, óculos, roupas térmicas e equipamentos de flutuação.

  • Novas Normas Náuticas: Seguro DPEM Volta a Ser Obrigatório, Documentos Digitais Aceitos e Mais Mudanças

    Novas Normas Náuticas: Seguro DPEM Volta a Ser Obrigatório, Documentos Digitais Aceitos e Mais Mudanças

    A Diretoria de Portos e Costas da Marinha atualizou as normas 211 e 212, trazendo novidades importantes para proprietários de embarcações de esporte e recreio e motos aquáticas. Confira os principais pontos.

    A Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil (MB) divulgou no final de janeiro atualizações nas Normas de Autoridade Marítimas (Normam) 211 e 212. As mudanças visam modernizar e facilitar processos para a comunidade náutica, abordando desde a obrigatoriedade de seguros até a aceitação de documentos digitalizados.

    DPEM: Seguro Obrigatório Retorna para Embarcações de Esporte e Recreio e Motos Aquáticas

    Uma das novidades mais significativas é a retomada da obrigatoriedade do Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM). Suspenso desde 2016, o seguro, agora operado pela seguradora Akad, funcionará de maneira similar ao DPVAT terrestre, indenizando vítimas de acidentes náuticos. Proprietários de embarcações de esporte e recreio e de motos aquáticas deverão portar o documento, preferencialmente impresso. O custo anual é de R$ 22,22, e a multa por não apresentá-lo em uma abordagem pode variar de R$ 40 a R$ 800.

    Digitalização de Documentos e Flexibilização de Atendimento

    Em atendimento a uma antiga demanda dos usuários, a Marinha passa a aceitar documentações de forma digitalizada. No entanto, é crucial que o usuário verifique as exigências específicas de cada Organização Militar (OM), pois pode haver variações no aceite. Documentos assinados digitalmente pelo Gov.br, por exemplo, podem, em alguns casos, requerer verificação adicional ou materialização em cartório para garantir a autenticidade. Outra flexibilização importante é a possibilidade de realizar serviços como inscrição, renovação ou transferência de embarcações em qualquer capitania, delegacia ou agência, independentemente do domicílio do proprietário.

    EPIRB e Atestados de Treinamento: Novas Exigências e Reconhecimento de Firma

    Para navegação oceânica, o equipamento EPIRB (Emergency Position-Indicating Radio Beacon) torna-se obrigatório e deve ser cadastrado no sistema INFOSAR. Além disso, os atestados de treinamento náutico, tanto para Arrais-Amador quanto para Motonauta, agora exigem o reconhecimento de firma, seja em cartório ou digitalmente via Gov.br, tanto do proprietário da escola e dos instrutores quanto do aluno.

    Acessibilidade e Opções para EAMAs

    As escolas náuticas também terão novas obrigações em relação à acessibilidade, devendo disponibilizar um intérprete de Libras para alunos com deficiência auditiva que solicitem o serviço. Para os Estabelecimentos de Aluguel de Moto Aquática (EAMAs), o cadastramento agora permite a opção de oferecer passeios guiados em rotas autorizadas, navegação em área restrita ou ambas as modalidades.

    Os detalhes completos das atualizações podem ser consultados nos documentos oficiais disponíveis no site da Diretoria de Portos e Costas.

  • Donzela-real: Peixe Agressivo do Indo-Pacífico Invade Litoral Paulista e Alerta Cientistas sobre Ameaça a Espécies Nativas

    Alerta no Ecossistema Marinho

    Uma espécie de peixe nativa do Indo-Pacífico, a milhares de quilômetros de distância, já está estabelecida e se reproduzindo no litoral paulista. A donzela-real (Neopomacentrus cyanomos), conhecida por sua agressividade territorial e por formar grandes cardumes, representa um novo desafio para o ecossistema marinho brasileiro. Embora descrita pela ciência desde 1865, sua presença em águas brasileiras só foi confirmada em 2023, um registro considerado recente pelos pesquisadores.

    Presença Confirmada e Preocupações Iniciais

    Cientistas já confirmaram a presença da donzela-real em importantes ilhas costeiras de São Paulo, como a Ilha da Queimada Grande, o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e a Estação Ecológica Tupinambás, no Arquipélago de Alcatrazes. O biólogo e mergulhador Eric Cormin explica que o comportamento territorial e agressivo do peixe o leva a defender ferozmente seu local de desova contra outras espécies. Essa disputa por território e recursos é a principal preocupação dos especialistas, que observam a formação de pequenos cardumes e avaliam os impactos iniciais no ecossistema.

    Lições do Golfo do México e Potencial de Impacto

    No Golfo do México, a donzela-real está presente desde 2013, formando cardumes de alta densidade. Estudos na região indicam que, embora tenha havido uma queda no número de espécies nativas, a causa mais provável é a degradação do habitat dos recifes, e não diretamente a invasão da donzela-real. Essa espécie, por ser resistente, consegue prosperar em ambientes degradados e em estruturas artificiais, enquanto peixes nativos sofrem. No entanto, o potencial de rápida colonização de novas áreas pela donzela-real serve como um alerta contínuo para os recifes brasileiros.

    Origem da Invasão e Características da Espécie

    A hipótese mais provável para a chegada da donzela-real ao Brasil é a água de lastro de navios, que transportam organismos de uma região para outra durante a navegação. A espécie, que mede cerca de 10 centímetros, possui coloração azul-escura a preta com uma mancha branca próxima à barbatana dorsal, e se alimenta de zooplâncton. Encontrada geralmente entre 5 e 30 metros de profundidade, sua capacidade de adaptação e reprodução em novas águas exige monitoramento constante para mitigar possíveis danos à biodiversidade marinha local.

  • Ross Mariner Anuncia Nova Lancha SLR340 Legend: Sofisticação e Esportividade Chegam ao Rio Boat Show 2026

    Apostas em Novo Segmento

    O estaleiro Ross Mariner, com apenas três anos de mercado, prepara-se para lançar a SLR340 Legend, uma lancha de 34 pés que marca a entrada da marca em um segmento de embarcações maiores. O anúncio foi feito com exclusividade à revista NÁUTICA, revelando um projeto que busca consolidar a presença da Ross Mariner em barcos acima de 30 pés. O lançamento oficial está previsto para abril de 2026, durante o prestigiado Rio Boat Show, que acontecerá na Marina da Glória.

    Design e Inovações da SLR340 Legend

    As primeiras imagens do projeto, divulgadas pelo designer Marcos Zenas, mostram uma lancha com T-top, um generoso solário na proa e sofás em L com detalhes em vermelho, uma assinatura visual da marca. A embarcação foi projetada para acomodar até três pessoas na cabine, além de contar com um banheiro e motorização de popa. A Ross Mariner destaca que a SLR340 Legend oferecerá uma “proposta de tamanho inigualável”, combinando estética marcante, bom aproveitamento de espaços e um toque esportivo, características que já definem o portfólio do estaleiro.

    Diferenciais Exclusivos para o Mercado

    A Ross Mariner revelou à NÁUTICA detalhes exclusivos sobre os diferenciais da SLR340 Legend. Embora a matéria original não especifique todos os detalhes mencionados, é enfatizado que o design da cabine é um dos pontos fortes, visando a diferenciação no mercado náutico. A nova lancha representa um passo importante para o CEO do estaleiro, Márcio Ishikawa, que busca expandir o alcance da marca e atrair um público que deseja embarcações maiores sem abrir mão da identidade, conforto e personalidade que a Ross Mariner já oferece.

    Um Novo Capítulo para a Ross Mariner

    Com a introdução da SLR340 Legend, a Ross Mariner não apenas amplia sua linha de produtos, mas também inaugura uma nova fase em sua estratégia de crescimento. O estaleiro, conhecido por sua capacidade de inovar mesmo sendo relativamente jovem, aposta em um projeto mais robusto para atingir novos públicos e reforçar sua posição em um mercado competitivo. A expectativa é que a lancha se torne um destaque no Rio Boat Show 2026, atraindo olhares e demonstrando o potencial do estaleiro em criar embarcações que unem performance e sofisticação.

  • Regata Buenos Aires-Rio: Clássico Argentino Aries III Representa o Brasil em Desafio de 1.200 Milhas Náuticas

    Regata Buenos Aires-Rio: Clássico Argentino Aries III Representa o Brasil em Desafio de 1.200 Milhas Náuticas

    Comandado por Marcos Soares, o Aries III, um barco de 1970, enfrenta a desafiadora travessia rumo ao Rio de Janeiro com uma tripulação eclética e o sonho de completar a prova.

    A tradicional e emblemática regata Buenos Aires-Rio, uma das mais importantes da América Latina, teve seu início neste sábado (14). Este ano, as cores brasileiras serão defendidas por uma única embarcação, que, curiosamente, tem origem argentina: o Aries III. Construído em 1970, o veleiro clássico de German Frers, sob o comando de Marcos Soares Pereira, terá a missão de completar o desafiador percurso de 1.200 milhas náuticas (aproximadamente 2 mil km).

    Um Sonho de Infância e a Persistência do Comandante

    A regata, que conecta o Yacht Club Argentino ao Iate Clube do Rio de Janeiro, acontece a cada três anos desde 1947, chegando em 2026 à sua 28ª edição. Para o capitão Marcos Soares, esta não é uma estreia. Ele já participou da Buenos Aires-Rio em duas ocasiões anteriores, enfrentando as adversidades que tornam a prova tão respeitada.

    “Muitas pessoas me perguntam por que correr uma Buenos Aires-Rio. É uma regata muito dura, normalmente com ventos contras, correntes contras, mar contra […] mas é a realização de um sonho de criança”, declarou Soares à NÁUTICA. Esse sonho, que nasceu na infância enquanto ele admirava barcos de regata internacionais, é o que agora impulsiona o Aries III em sua segunda tentativa de cruzar a linha de chegada no Rio de Janeiro.

    Desafios Superados e a Alma de um Barco Clássico

    As tentativas anteriores de Marcos Soares foram marcadas por imprevistos. Em 2019, a bordo do Viva, as velas rasgaram devido a ventos fortes, forçando um pouso em Rio Grande (RS). Já em 2023, com o Aries III, a quebra de um fuzil interrompeu a participação da equipe antes mesmo de chegar ao destino final, novamente levando-os a Rio Grande (RS).

    O Aries III competirá na classe ORC. Originalmente batizado como Recruta 2 na Argentina, o barco, apesar de modificações, mantém suas linhas clássicas e um design que atrai olhares. “É como estar em um Cadillac. Tem que passar marcha, não é automático. Mas dá um prazer muito grande”, compara o capitão. Com 12 toneladas, o barco é mais pesado que embarcações modernas de mesmo porte, mas carrega a “alma” e a história de seus antigos comandantes. Há relatos de que sua construção foi finalizada dentro de um navio a caminho de uma prestigiada regata internacional.

    Tripulação Eclética e a Meta de Concluir a Prova

    A tripulação do Aries III é composta por cinco homens, um número considerado abaixo do padrão, mas que, segundo Marcos Soares – que acumula as funções de capitão e cozinheiro –, otimiza o conforto a bordo. Ao seu lado estão o português Miguel Pimentel dos Anjos, seu “parceiro sexagenário” vindo da Austrália; Vinícius Melo, um navegador iniciante vindo de esportes radicais; José Guilherme, de 30 anos, experiente e proprietário de outro barco clássico; e Breno Osthoff, o mais jovem da equipe, apelidado de Pavarotti, que atuará como proeiro.

    A expectativa da equipe é conservadora: concluir a regata entre 10 e 12 dias de navegação. “Esperamos correr bem a regata. Na realidade, a intenção é completar mais do que qualquer outra coisa, sem ninguém machucado, sem barco quebrado”, ressaltou o comandante. A meta é chegar bem ao Rio de Janeiro, “fazendo o melhor que pudermos, sempre colocando o barco para andar na sua melhor condição”.

  • Carnaval Náutico no Brasil: Descubra Destinos Paradisíacos para Fugir da Folia Terrestre

    Angra dos Reis (RJ): Charme e Movimento nas Águas Cariocas

    Para quem sonha com águas cristalinas e paisagens de tirar o fôlego, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, é um convite irrecusável. A Ilha Botinas se destaca como um refúgio de tranquilidade, ideal para pernoitar a bordo e desfrutar da natureza intocada. A poucos quilômetros, a badalada Praia do Dentista pulsa com a energia do Carnaval náutico, reunindo centenas de embarcações em um cenário vibrante. Navegar entre esses dois paraísos é uma experiência única, com trajetos que variam de 15 minutos a duas horas, dependendo da embarcação.

    Santa Catarina: Mergulho e Serenidade em Ilhas Exuberantes

    No litoral catarinense, a Ilha do Arvoredo encanta mergulhadores com sua reserva biológica e águas de visibilidade impressionante, permitindo a observação de rica vida marinha. O lado sul da ilha oferece pontos seguros para fundeio, respeitando as normas ambientais. Outro tesouro catarinense é a Caixa d’Aço, uma enseada naturalmente protegida que garante águas calmas e um ambiente perfeito para confraternizar a bordo, cercado por outras embarcações.

    Bahia: A Baía de Todos-os-Santos e a Tranquilidade em Meio à Festa

    Mesmo em Salvador, o epicentro da folia baiana, é possível encontrar refúgios náuticos. A Ilha dos Frades, no coração da Baía de Todos-os-Santos, oferece pontos de ancoragem mais sossegados e paisagens deslumbrantes. A Praia da Viração, com suas águas verde-esmeralda, atrai menos embarcações, proporcionando um ambiente mais íntimo. A própria Baía de Todos-os-Santos é um convite à contemplação, especialmente à noite, quando as águas calmas refletem o céu estrelado, criando um espetáculo único.

    Represa de Jurumirim (SP) e Capitólio (MG): Lazer a Bordo Longe do Mar

    Para quem prefere águas doces, a Represa de Jurumirim, em São Paulo, oferece um cenário idílico para o Carnaval. Com paisagens que mesclam fazendas e áreas rurais, o local é perfeito para relaxar a bordo e apreciar o pôr do sol. Já Capitólio, em Minas Gerais, conhecido como o “Mar de Minas”, convida a explorar o Lago de Furnas de lancha, visitar cachoeiras acessíveis apenas por barco e desfrutar de paisagens grandiosas. É recomendável garantir reservas com antecedência devido à alta temporada.

    Destinos Fluviais e Insulares: Explorando o Rio Paraná e a Coroa do Avião

    A lista de opções náuticas para o Carnaval se estende a destinos fluviais, como o Rio Paraná, em Porto Rico (PR), que oferece atividades como mergulho, pesca e áreas de praia fluvial. No Nordeste, a Coroa do Avião, em Pernambuco, é uma ilhota encantadora que se tornou cartão-postal, ideal para quem busca cenários paradisíacos a bordo. Outras joias como a Praia d’As Ilhas (SP) completam o leque de opções para um Carnaval inesquecível sobre as águas.

  • SailGP 2026: Time Brasileiro Disputa Segunda Etapa na Nova Zelândia com Nova Integrante e Foco em Melhoria de Performance

    Preparativos para Auckland

    A temporada 2026 do SailGP está em pleno andamento e o Mubadala Brazil SailGP Team se prepara para sua segunda etapa. Nos dias 13 e 14 de fevereiro, a equipe brasileira competirá no ITM New Zealand Sail Grand Prix, em Auckland, na Nova Zelândia. Atualmente na 10ª posição no ranking geral com um ponto conquistado na etapa de estreia em Perth, Austrália, o time tem como objetivo em águas neozelandesas ganhar consistência e converter o aprendizado inicial em melhores resultados.

    Novidade no Elenco e Foco na Performance

    Para esta etapa, o time contará com a adição da brasileira Marina Arndt como atleta reserva. Arndt, com uma sólida carreira na vela, incluindo participação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, traz experiência e reforça o compromisso da equipe com a presença feminina de alto nível. Ela já teve contato com o SailGP em 2025 através do projeto Breaking Boundaries. A capitã do time, Martine Grael, destacou a importância de colocar em prática o que foi evoluído a partir de estudos e análises entre as etapas. Novos nomes como Rasmus Køstner (Flight Controller), Pietro Sibello (Wing Trimmer) e o coach Paul Brotherton também estrearam oficialmente na temporada.

    Calendário e Expectativas para o Brasil

    A etapa na Nova Zelândia faz parte de um início de temporada intenso na Oceania, que ainda inclui Sydney, na Austrália. A expectativa é alta para a passagem pelo Rio de Janeiro, nos dias 11 e 12 de abril, que marcará a primeira etapa do SailGP na América do Sul. “Estamos contando os dias para velejar no Rio. É algo que esperamos há muito tempo”, comentou Grael, ressaltando o significado de competir em casa com o apoio da torcida.

    Onde Assistir

    As regatas do ITM New Zealand Sail Grand Prix | Auckland terão transmissão para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports. No SporTV3, o dia 1 será exibido em formato de VT na segunda-feira, 16 de fevereiro, às 13h, e o dia 2 será transmitido ao vivo no domingo, 15 de fevereiro, à 00h. A BandSports exibirá as regatas ao vivo nos dois dias, com transmissões a partir das 23h55 de sexta-feira, 13, e sábado, 14.

  • Velejadores da Mini Globe Race Chegam a Recife Após Volta ao Mundo em Barcos Artesanais de 5,80m

    Parada Estratégica no Carnaval Pernambucano

    Onze veleiros da Classe 5,80 da Mini Globe Race atracaram na Recife Marina, em Pernambuco, para uma merecida pausa de sete dias. A parada coincide com o Carnaval pernambucano, oferecendo um respiro aos navegantes após mais de 300 dias em alto mar, percorrendo mais de 24 mil milhas náuticas em uma regata de volta ao mundo solitária.

    Jornada de Construção e Superação

    O que torna esta regata ainda mais impressionante é que todos os 11 comandantes construíram seus próprios barcos. Partindo de Antígua e Barbuda em fevereiro de 2025, cada um a bordo de um veleiro artesanal de apenas 5,80 metros de comprimento, eles enfrentam um percurso total de mais de 28 mil milhas náuticas ao longo de 400 dias. O itinerário desafiador inclui passagens pelo Canal do Panamá, Oceano Pacífico e Ártico, testando a habilidade de nove homens e duas mulheres.

    Desafios na Reta Final

    A jornada, embora épica, não foi isenta de dificuldades. Antes de chegar a Recife, os velejadores pararam na Ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. O trecho de saída da Cidade do Cabo, na África do Sul, foi marcado por calmaria, que deixou o britânico Keri Harri preso por dois dias. Algas gigantes se prenderam nas quilhas dos barcos de Jasmine Harrison e Christian Sauer, exigindo mergulhos arriscados em alto mar. Jasmine Harrison também enfrentou a quebra do piloto automático, forçando-a a horas exaustivas no leme manual. A própria ancoragem em Santa Helena apresentou problemas, com pelo menos dois barcos arrastando suas âncoras por quase um quilômetro devido ao fundo marinho complicado.

    Rumo à Linha de Chegada

    Recife marca a última parada antes do sprint final de 4.000 milhas náuticas até a linha de chegada, de volta à Academia Nacional de Vela em Antígua e Barbuda. Os 11 comandantes se juntam à lista de circunavegadores históricos que completaram a volta ao mundo. Para alguns, a competição pelo primeiro lugar ainda é prioridade, enquanto outros, como Dan Turner, adotam uma postura mais filosófica, focando em aproveitar a experiência e planejar a escrita de um livro sobre a jornada. A maratona está perto do fim, com o destino final sendo o mesmo ponto de partida.

  • Florianópolis acelera obras do Parque Urbano e Marina Beira-Mar com assinatura de alvará e licença ambiental

    Avanço significativo para complexo de lazer e náutica na Beira-Mar

    Florianópolis deu um passo decisivo para a concretização do aguardado Parque Urbano e Marina Beira-Mar. Nesta segunda-feira (9), foram assinados o alvará de construção e a licença ambiental do empreendimento, marcando uma nova fase após a autorização para o início das obras pelo órgão ambiental de Santa Catarina. A cerimônia, realizada no Trapiche da Beira-Mar, reuniu autoridades como o prefeito Topázio Neto, o governador Jorginho Mello e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, além de representantes da JL Construtora.

    Investimento privado e expectativas de conclusão em quatro anos

    Com um investimento aproximado de R$ 350 milhões, o projeto será integralmente financiado pela iniciativa privada, através de uma concessão que permitirá à empresa responsável a exploração da área em troca da construção e manutenção de toda a estrutura. A licença ambiental, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), representa a segunda das três etapas do licenciamento. O prefeito Topázio Neto expressou otimismo quanto ao cronograma, prevendo a conclusão de todo o complexo – que inclui parque urbano, marinas pública e privada, e shopping – em até quatro anos, com a possibilidade de parte do parque ser utilizada já no Réveillon de 2027.

    Um novo polo de lazer, turismo e economia para Florianópolis

    O Parque Urbano e Marina Beira-Mar ocupará uma área de aproximadamente 140 mil m², concebida para uso público e gratuito. O empreendimento visa não apenas revitalizar a orla, mas também recolocar Florianópolis no mapa do mercado náutico, com potencial para gerar empregos e impulsionar a economia ligada ao mar. A expectativa é de que 2 mil pessoas sejam contratadas durante a fase de obras. A construção iniciará pelo parque público, seguido pelo shopping gastronômico e, por último, a marina, com início da contratação de mão de obra especializada logo após o Carnaval.

    Estrutura completa para lazer, esporte e náutica

    O complexo multiuso oferecerá uma ampla gama de atrações gratuitas, como quadras esportivas, skate park, academia ao ar livre, pet place e playgrounds. A infraestrutura náutica contará com duas marinas: uma pública com capacidade para 30 barcos e uma privada para até 470 embarcações. O projeto inclui ainda píer público, posto de abastecimento e preparação para futuro transporte marítimo de passageiros. Setores voltados à gastronomia, comércio e serviços, além de estacionamento e apoio náutico, complementarão o espaço.

    Licença ambiental garante responsabilidade e segurança

    A obtenção da licença ambiental confirma a análise e aprovação de todos os estudos de impacto ambiental, abordando áreas como a construção das marinas, o destino de resíduos e a origem de novos materiais orgânicos para o parque. O biólogo Emerilson Emerin ressaltou a importância do isolamento da área de obras para garantir a segurança durante as etapas de execução, especialmente em uma região de intenso fluxo urbano.

  • NX Boats Brilha nos EUA: Oito Lanchas Brasileiras Conquistam o Miami Boat Show

    Expansão Global em Destaque

    A NX Boats, estaleiro brasileiro com sede em Pernambuco, marca forte presença no prestigiado Miami International Boat Show, nos Estados Unidos, apresentando um impressionante portfólio de oito lanchas. O evento, que ocorre de 11 a 15 de fevereiro, é uma vitrine estratégica para a marca consolidar sua expansão no mercado náutico global, exibindo modelos que representam a vanguarda do design e da sofisticação brasileira.

    Um Portfólio de Excelência

    A participação no Miami Boat Show, considerado um dos eventos mais importantes do setor no mundo, reforça o compromisso da NX Boats em apresentar suas inovações a um público internacional. Jonas Moura, CEO do estaleiro, destaca a importância da feira para fortalecer a atuação da marca no exterior e oferecer experiências exclusivas a clientes de todo o mundo. A seleção de embarcações abrange desde a compacta NX290 Exclusive Edition até a imponente NX50 Invictus, incluindo modelos consagrados como a NX44 Design by Pininfarina.

    Modelos que Encantam

    Entre os destaques expostos estão a NX290 Exclusive Edition, que prova que tamanho não limita proposta com seus 29 pés, combinando potência e elegância. A NX340 Sport Coupé seduz pelo design marcante e acabamento refinado, aliando esportividade e conforto. Já a NX350 Máximus é ideal para quem busca entretenimento a bordo, com performance e equipamentos que elevam a experiência náutica. A NX360 Sport Coupé impressiona com seu solário king-size, teto rígido e ampla área gourmet, mesclando luxo e esportividade em 36 pés.

    Tecnologia e Sofisticação em Cada Detalhe

    A linha de embarcações continua com a NX370 HT, descrita como elegante e esportiva, reunindo tecnologia e qualidade em seus 30 pés. A NX41 Horizon cativa com seu visual impactante e linhas aerodinâmicas focadas em navegabilidade e eficiência. A renomada NX44 Design by Pininfarina demonstra a união do design italiano com o DNA da NX Boats, priorizando a integração de ambientes. Fechando o portfólio, a NX50 Invictus representa o ápice do luxo e desempenho, com um design futurista e acabamentos de altíssimo padrão, como couro natural, teca e mármores italianos.