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  • Guarujá se prepara para inaugurar o 1º Museu Subaquático da América Latina com esculturas de Adelio Sarro

    Guarujá se destaca com projeto inovador para o turismo subaquático

    O litoral de São Paulo, mais especificamente a praia do Gauiúba, no Guarujá, será palco da inauguração do primeiro centro de visitação subaquático da América Latina. O projeto, que promete revolucionar o turismo náutico na região, já deu seus primeiros passos com o afundamento de 15 esculturas do renomado artista plástico Adelio Sarro. Essas obras de arte submersas têm um propósito duplo: formar um atrativo cultural e, ao mesmo tempo, atuar como recifes artificiais, contribuindo para a conservação da vida marinha local.

    Um mergulho na arte e na natureza

    As esculturas foram estrategicamente posicionadas próximo à Ilha do Mato, a aproximadamente 500 metros da costa da praia do Gauiúba. O acesso ao local é facilitado por barco, caiaque ou para os mais aventureiros, a nado. Considerado um paraíso por muitos, o destino agora oferece uma experiência única que combina a apreciação da natureza com a imersão cultural. O acervo artístico presta homenagem a figuras importantes da história e da cultura regional, incluindo representações de Santos Dumont, estivadores e elementos do folclore, como sereias, enriquecendo a experiência dos visitantes e consolidando a Baixada Santista como um polo de turismo náutico nacional.

    Recifes artificiais: uma estratégia para a vida marinha

    A criação de recifes artificiais através do afundamento de estruturas não é uma novidade no Brasil, mas a concepção de um museu subaquático com este fim é inédita na América Latina. Exemplos anteriores incluem o afundamento do ferry-boat Juracy Magalhães em Salvador, em 2025, que após décadas de serviço, ganhou uma nova missão de vida no fundo do mar para estimular o turismo subaquático e auxiliar na restauração de recifes marinhos. A Secretaria de Turismo de Salvador destacou na ocasião que o navio se tornaria um novo habitat marinho, colaborando para o aumento da biodiversidade. Esses recifes artificiais oferecem abrigo para a vida marinha, proteção contra predadores e superfícies para a fixação de algas e corais, impulsionando a recuperação de ecossistemas marinhos.

    Tendência global de arte subaquática com propósito ambiental

    A iniciativa brasileira segue uma tendência mundial de projetos que unem arte, turismo e conservação ambiental. No Japão, por exemplo, a obra “Ocean Gaia”, do escultor Jason deCaires, foi submersa em outubro de 2025 na Ilha de Tokunoshima. Com 5,5 metros de largura e 45 toneladas, a escultura representa uma gestante em repouso e é feita com materiais de baixo carbono e pH neutro, projetada para ser colonizada pela vida marinha e se transformar em um recife artificial. O artista Jason deCaires é conhecido por dezenas de outras esculturas submersas com o mesmo propósito, frequentemente compartilhando o impacto positivo de suas obras na vida marinha ao longo do tempo.

    O centro de visitação subaquático do Guarujá ainda aguarda as etapas finais para sua abertura oficial ao público, que deve ocorrer em breve, prometendo ser um marco para o turismo e a conservação no Brasil.

  • Veleiro Lelei: A Incrível Jornada do Andarilho que Construiu sua Casa Flutuante aos 50 Anos

    Um Sonho de Infância Ganha Vento Novo

    Inspirado por séries de TV e com um desejo inato de ser um andarilho, o gaúcho Vanderlei Becker, aos quase 50 anos, decidiu transformar um sonho de infância em realidade. Após uma vida dedicada ao trabalho como mecânico e eletricista, um grave acidente de trabalho serviu como catalisador para que ele resgatasse a antiga aspiração de viver sem destino certo, mas a bordo de sua própria casa flutuante.

    A Busca pela Liberdade e a Descoberta do Mar

    Vanderlei, que saiu de casa aos 13 anos com o desejo de ser nômade, passou por diversas experiências antes de se estabelecer. Contudo, o chamado da vida livre nunca o abandonou. Após o acidente, que o fez repensar sua existência e a exaustiva rotina de trabalho, ele decidiu que dedicaria o restante de sua vitalidade a projetos que lhe dessem prazer. A ideia de viajar era forte, mas os custos de carros e motos o assustavam. Foi a sugestão de um cliente que o apresentou a um novo horizonte: um veleiro.

    O Nascimento do Veleiro Lelei: Uma Obra de Dedicação e Paixão

    A paixão pela navegação surgiu em um curso de vela, e Vanderlei soube que havia encontrado seu caminho. A ideia de comprar um barco deu lugar à vontade de construir o seu próprio, o que o levou a adquirir o projeto do Kiribati 36. Durante cinco anos, em um estaleiro improvisado em seu sítio, ele dedicou milhares de horas para dar vida ao “Lelei”, nome que deu à embarcação em sua homenagem. A construção envolveu desde o corte e soldagem do alumínio até os detalhados acabamentos internos em marcenaria, exigindo imensa dedicação e sacrifício pessoal.

    Um Legado que Navega Pelas Águas

    O veleiro Lelei, concluído em 2022, é mais do que uma embarcação; é a materialização de um sonho e a prova da resiliência de Vanderlei. Apesar dos desafios técnicos, físicos e do alto investimento financeiro, o resultado é uma casa flutuante robusta e totalmente adaptada às suas necessidades. O barco, que pesa 10 toneladas, foi lançado ao Rio Jacuí e, desde então, tem sido o lar de Vanderlei. Ele afirma que a satisfação de navegar em algo que construiu com as próprias mãos é indescritível, e que a vida em terra já não lhe serve mais. O Lelei é, sem dúvida, a obra da sua vida e um símbolo de que nunca é tarde para perseguir e realizar os próprios sonhos.

  • Descubra os Paraísos Aquáticos de São Paulo: Parques Estaduais com Atrações Náuticas Imperdíveis

    Com seus quase 250 mil km², o estado de São Paulo oferece uma vasta gama de opções turísticas. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo destacou recentemente alguns de seus principais parques estaduais e naturais. A Revista Náutica selecionou aqueles que se sobressaem por suas atrações ligadas à água, ideais para os amantes do universo náutico.

    ### Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR): Natureza e Águas Contemplativas

    Um dos parques mais renomados de São Paulo, o PETAR, criado em 1958, é famoso por suas cavernas e trilhas na Mata Atlântica. Localizado ao sul do estado e com mais de 35 mil hectares, o acesso principal se dá por Iporanga. Embora a navegação não seja permitida em suas águas, o parque ostenta cachoeiras como Maximiliano, Sete Reis e do Couto, além de rios e lagos que compõem sua paisagem. A visitação custa R$ 19 por pessoa.

    ### Parque Estadual Ilha do Cardoso: Aventuras Náuticas e Vida Marinha

    Completamente cercado por água, o Parque Estadual Ilha do Cardoso oferece paisagens deslumbrantes, praias e cachoeiras. A visitação é gratuita, mas agendamento prévio é recomendado para grupos. A partir de Cananéia, o parque é um convite a roteiros náuticos para observação de cetáceos (baleias e golfinhos), passeios de caiaque e stand up paddle. A trilha da Cachoeira Grande revela um impressionante aquário natural.

    ### Parque Estadual Caverna do Diabo: Rios e Mergulhos em Meio a Formações Rochosas

    Este parque é conhecido por sua imponente caverna e também por rios e quedas d’água propícias à contemplação. Localizado em Eldorado, o acesso é pela Estrada da Caverna (SP-165). Com entrada a R$ 19, o parque permite nadar, observar a fauna e flora, e explorar grutas e cachoeiras. O passeio guiado pela Caverna do Diabo é uma experiência segura e indicada para toda a família.

    ### Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Santa Virgínia): Nascentes e Turismo Náutico

    O Núcleo Santa Virgínia, parte do Parque Estadual da Serra do Mar, protege nascentes importantes do Rio Paraíba do Sul, como o Rio Paraibuna. O local é rico em cachoeiras, corredeiras, rios e lagos, com grande potencial para o turismo náutico. A visitação custa R$ 19 e o acesso é por São Luís do Paraitinga. Trilhas levam a poços, rios e mirantes, proporcionando contato com árvores centenárias e a vida selvagem.

    ### Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal): Oásis Urbano com Lago para Contemplação

    O Horto Florestal se destaca por ser o parque mais próximo do ambiente urbano, localizado na capital paulista. A visitação é gratuita. Seu principal atrativo náutico é o lago para contemplação, em uma área que remonta ao antigo Engenho Pedra Branca. O parque abriga uma rica biodiversidade, sendo um local para avistamento de aves e outros animais.

    ### Parque Estadual Itinguçu: Diversidade de Atividades Aquáticas na Baixada Santista

    Formado pelos núcleos Itinguçu e Arpoador, este parque está situado na bacia hidrográfica da Baixada Santista, reunindo praias, trilhas, cachoeiras, rios e aquários naturais. O Itinguçu é um convite à prática de montanhismo, canoagem, surf e natação, oferecendo um leque de opções para os entusiastas do universo náutico. O ingresso custa R$ 19.

  • Projeto Praia Para Todos Transforma o Lazer Inclusivo no Rio de Janeiro, Levando Diversão e Acessibilidade a Pessoas com Deficiência nas Águas Cariocas

    Acessibilidade nas Praias Cariocas: Uma Realidade Transformada

    Embora as praias sejam espaços públicos, o acesso universal nem sempre é uma realidade. Pessoas com deficiência, em particular, frequentemente enfrentam barreiras de locomoção que limitam seu direito ao lazer à beira-mar. Para reverter esse cenário, o projeto Praia Para Todos atua desde 2008, promovendo atividades inclusivas que garantem a todos a oportunidade de desfrutar do ambiente praiano com igualdade e, acima de tudo, muita alegria.

    Infraestrutura e Atividades Inovadoras para Todos

    A iniciativa, que opera gratuitamente no Rio de Janeiro, estende seus serviços em praias icônicas como Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema, Recreio dos Bandeirantes e Flamengo. O Praia Para Todos oferece uma infraestrutura cuidadosamente planejada, incluindo vagas reservadas, rampas de acesso, esteiras na areia para cadeiras de rodas, piso tátil e sinalização sonora para deficientes visuais e auditivos. Sanitários acessíveis e equipamentos adaptados, como cadeiras e tendas, complementam a estrutura, assegurando conforto e segurança.

    Histórias de Superação e Alegria Inspiram

    Avistar uma tenda amarela em uma dessas praias é o sinal de que o Praia Para Todos está presente. Além da oportunidade de aproveitar o sol e o mar com o suporte de instrutores dedicados, o projeto incentiva a prática de atividades físicas e esportivas. Histórias como a de Alice Olívia, que após um acidente teve sua mobilidade reduzida e ficou um ano sem ir à praia, demonstram o impacto transformador da iniciativa. “Primeira vez que eu vim, eu chorei. É muito bom, muito bom mesmo”, compartilhou Alice, emocionada com a possibilidade de retornar ao seu lugar favorito.

    Celebridades e Comunidade Unidos pela Inclusão

    O projeto também acolheu personalidades como o dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus. Recuperando-se de uma doença crônica e utilizando cadeira de rodas, ele pôde sentir a água do mar novamente com o auxílio dos instrutores e boias. “Liberdade, possibilidade, acessibilidade, empatia, carinho e essa água maravilhosa. Muito bom”, resumiu Carlinhos, evidenciando a importância do projeto para o bem-estar e a reintegração social.

    Instituto Novo Ser: A Força por Trás da Inclusão

    O Praia Para Todos é uma realização do Instituto Novo Ser, uma organização sem fins lucrativos. O projeto atende, em média, 50 pessoas por dia em cada ponto de atuação, totalizando mais de 3.500 atendimentos diretos desde sua fundação. O instituto reforça a crença de que pessoas com deficiência possuem talentos e personalidades únicas que devem ser valorizados. O site oficial do programa convida à participação como voluntário, em diversas frentes de atuação, e também aceita doações, reconhecendo o apoio com brindes especiais.

  • Hall da Fama Flutuante: Rio de Janeiro recebe 27 medalhistas olímpicos na inédita etapa do SailGP

    Estreia Sul-Americana com Brilho Olímpico

    A Baía de Guanabara será palco de um evento histórico para a vela mundial. O Rio de Janeiro sediará, nos dias 11 e 12 de abril, a inédita etapa sul-americana do SailGP, a prestigiada competição internacional de vela de alta performance. A cidade maravilhosa se transformará em um verdadeiro “Hall da Fama flutuante”, reunindo 27 atletas com histórico olímpico, que somam impressionantes 40 medalhas nos Jogos.

    Velocidade e Talento na Guanabara

    Os fãs da “Fórmula 1 da vela” terão a oportunidade de testemunhar de perto a potência dos catamarãs F50, capazes de atingir velocidades superiores a 100 km/h. A competição, que chega ao Brasil após ter sido adiada em 2025, promete agitar as águas cariocas com a presença de um contingente de velejadores de elite. Entre os 27 medalhistas olímpicos confirmados, um grupo especial de 14 atletas terá a emoção adicional de competir no mesmo cenário onde conquistaram suas medalhas nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

    Ícones Brasileiros em Destaque

    O orgulho nacional estará em evidência com a participação das bicampeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze. As velejadoras, que subiram ao pódio mais alto tanto no Rio de Janeiro em 2016 quanto em Tóquio 2020, lideram a delegação brasileira e prometem dar um show em casa. A presença delas, juntamente com outros medalhistas, eleva o nível técnico e o apelo do evento, consolidando o Rio de Janeiro como um importante polo para o esporte náutico.

    Enel Rio Sail Grand Prix: Ingressos à Venda

    A etapa carioca, oficialmente batizada de Enel Rio Sail Grand Prix, já abriu a venda de ingressos, oferecendo aos entusiastas a chance de vivenciar de perto toda a adrenalina e o glamour desta competição de classe mundial. A expectativa é de um fim de semana repleto de emoções, consolidando a força do Brasil no cenário da vela internacional.

  • Copépodes: Pequenos Crustáceos Viram Vilões e Levam Microplásticos para o Fundo do Oceano, Ameaçando a Vida Marinha e o Clima

    A base da cadeia alimentar se torna um vetor de poluição

    Uma nova pesquisa publicada no Journal of Hazardous Materials lança luz sobre um cenário preocupante: os copépodes, minúsculos crustáceos abundantes nos oceanos e que formam a base da cadeia alimentar marinha, podem estar desempenhando um papel crucial na distribuição de microplásticos pelas profundezas. O estudo acompanhou em tempo real a ingestão e a excreção desses poluentes pelos copépodes, revelando que as partículas permanecem em seus sistemas digestivos por cerca de 40 minutos antes de serem eliminadas em fezes densas.

    Poluição em cascata: do fundo do mar à cadeia alimentar

    O principal problema reside na forma como os microplásticos são expelidos. Ao serem liberadas em pelotas fecais pesadas, essas partículas são levadas para o fundo do oceano, onde a luz solar não alcança e a remoção se torna praticamente impossível. Essa deposição contamina os sedimentos marinhos. Além disso, as fezes dos copépodes são uma fonte de alimento vital para diversos organismos, incluindo larvas de peixes e animais bentônicos. Com a contaminação por microplásticos, essas fezes deixam de ser nutritivas e se tornam um vetor de poluição, introduzindo o plástico na cadeia alimentar de forma ainda mais ampla.

    Impacto na bomba biológica de carbono e no clima global

    A pesquisa vai além da poluição física, apontando que os microplásticos interferem em um processo fundamental para a regulação do clima: a “bomba biológica de carbono”. Este mecanismo natural é responsável por retirar o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e armazená-lo nas profundezas do oceano. Os microplásticos prejudicam a produtividade do fitoplâncton e o metabolismo do zooplâncton, enfraquecendo a eficiência desse sistema. Dr. Ihsanullah Obaidullah, professor da Universidade de Sharjah, adverte que essa disrupção pode levar ao aquecimento dos oceanos, acidificação e perda de biodiversidade, com sérias consequências para a segurança alimentar e comunidades costeiras.

    A “plastisfera” e o agravamento das mudanças climáticas

    Outro fator de preocupação é a formação da “plastisfera”, comunidades microbianas que se desenvolvem sobre as partículas plásticas. À medida que os plásticos se degradam, podem liberar gases de efeito estufa, adicionando mais uma via pela qual os microplásticos contribuem para as mudanças climáticas. Os cientistas enfatizam que, embora a pesquisa aponte para um problema complexo, ela também oferece ferramentas para prever a distribuição dos microplásticos e entender suas interações com outros estressores ambientais, destacando como ações individuais de organismos podem gerar impactos ecossistêmicos em larga escala.

  • Navio Oceanográfico Histórico Professor Wladimir Besnard Afunda em Santos: Fim de Uma Era ou Novo Começo para Museu?

    Navio Oceanográfico Histórico Professor Wladimir Besnard Afunda em Santos: Fim de Uma Era ou Novo Começo para Museu?

    A icônica embarcação, pioneira em expedições antárticas brasileiras e com mais de 40 anos de serviço científico, aderna no Porto de Santos, reacendendo debates sobre seu abandono e a esperança de preservação.

    O navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard, um marco na história da pesquisa marinha brasileira e a primeira embarcação do país a navegar até a Antártica, começou a afundar no último dia 13 de março no Porto de Santos, litoral de São Paulo. O incidente, que viu a embarcação adernar e ficar inclinada no cais, lançou luz sobre denúncias de abandono por parte das autoridades e, paradoxalmente, reacendeu a esperança de sua recuperação.

    Uma Trajetória de Mais de Quatro Décadas em Nome da Ciência

    Construído na Noruega para atuar como um laboratório flutuante do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), o Professor Wladimir Besnard chegou ao Brasil em 1967. Por mais de 40 anos, a embarcação foi fundamental para expedições científicas, realizando mais de 260 cruzeiros oceanográficos entre 1967 e 2008. Essas missões permitiram a coleta de vastos bancos de dados para as ciências do mar no Brasil e exploraram diversas regiões do Oceano Atlântico, além de múltiplos pontos do litoral brasileiro e a Antártica.

    No Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), o Besnard participou de seis expedições. Sua atuação no continente gelado, contudo, foi interrompida em 1988 devido à quebra do eixo do hélice na temida Passagem de Drake, evidenciando que a embarcação não era um navio quebra-gelo. Apesar disso, o navio continuou suas atividades científicas em outras áreas até 2008, quando um incêndio danificou a popa e o sistema de leme.

    Do Abandono à Atenção Turística: Um Legado em Risco

    Após o incêndio de 2008, o IO-USP alegou falta de verba para os reparos e modernização necessários. O navio foi então transferido para o Porto de Santos, sob a gestão do Instituto do Mar, uma organização sem fins lucrativos. Desde então, denúncias de abandono ganharam força, com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) e jornalistas especializados apontando que a embarcação deveria ter sido transformada em um Museu Oceanográfico flutuante. A visão de muitos é que a deterioração e o subsequente afundamento parcial são o resultado de anos de omissão e promessas não cumpridas.

    Apesar do estado de deterioração, o Professor Wladimir Besnard chegou a se tornar uma atração turística no Parque Valongo, em Santos. A estrutura externa foi revitalizada por voluntários do Instituto do Mar, mantendo sua aparência original. O navio, embora não permitisse mais embarque, era um ponto de interesse para visitantes, incluindo estudantes, que podiam aprender sobre sua história com ex-profissionais.

    Esperança de Recuperação e o Futuro do Ícone Marítimo

    Diante do afundamento, a Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que moverá ações para a recuperação da embarcação. O presidente da APS, Anderson Pomini, declarou que, independentemente da propriedade, é preciso agir. O plano é retirar o navio do canal de navegação e levá-lo a um estaleiro para avaliação.

    Caso a recuperação seja possível, a APS, em conjunto com outras empresas, apoiará o processo. Se a restauração completa não for viável, partes da embarcação serão preservadas no Parque Valongo. Engenheiros e voluntários envolvidos no projeto de restauração expressam a esperança de que o incidente possa, paradoxalmente, acelerar as negociações e a burocracia para a restauração definitiva, dada a urgência da situação. A união de esforços de diversas empresas é vista como crucial para arcar com os altos custos da reforma, que superam a capacidade de uma única entidade, especialmente uma sem fins lucrativos.

    O futuro do Professor Wladimir Besnard ainda é incerto, mas o incidente serve como um chamado para a ação. A torcida é para que as autoridades e o setor privado se unam a tempo de salvar este símbolo da pesquisa oceanográfica brasileira, garantindo que sua história e legado não se percam nas águas de Santos.

  • Lancha Elétrica com Hidrofólio Promete Revolucionar Navegação: Conheça o ENVGO NV1 que Voa sobre as Águas a 80 km/h

    ENVGO NV1: O Futuro da Navegação Elétrica

    A fabricante canadense ENVGO, fundada em 2021 por especialistas em robótica e engenharia aeroespacial, apresenta o ENVGO NV1, um marco na tecnologia náutica. Apresentado como o primeiro barco de hidrofólio elétrico de alto desempenho do mundo, o NV1 promete transformar a experiência de navegar, oferecendo velocidade, eficiência e conforto.

    Tecnologia de Hidrofólio para Desempenho Superior

    O segredo por trás do desempenho impressionante do NV1 reside em seu sistema de hidrofólio. Essas “asas” submersas elevam o casco da lancha para fora da água, reduzindo drasticamente o arrasto e permitindo que a embarcação atinja velocidades de até 80 km/h. Com uma autonomia de 100 km com uma única carga, o NV1 se destaca não apenas pela velocidade, mas também pela sua operação completamente elétrica, eliminando o ruído e a poluição dos motores a combustão e proporcionando uma navegação excepcionalmente suave e silenciosa.

    Sistema de Controle de Voo Patenteado para Navegação Intuitiva

    Um dos grandes diferenciais do ENVGO NV1 é seu avançado sistema de controle de voo patenteado. Desenvolvido com base em anos de experiência em tecnologias aeroespaciais e de drones governamentais, o “sistema de aviônica autoestabilizador” automatiza os ajustes dos hidrofólios, realizando até 250 correções por segundo. Essa tecnologia garante que a lancha se mantenha estável e controlável, mesmo em “voos” sobre a água, tornando a pilotagem acessível a todos, sem a necessidade de licenças específicas.

    Versatilidade e Conectividade

    A ENVGO garante que, mesmo em baixas velocidades ou em condições marítimas adversas, o NV1 se comporta como uma embarcação convencional. Suas quilhas retráteis facilitam o reboque e protegem os equipamentos quando não estão em uso. A lancha, que acomoda até seis pessoas, utiliza o padrão de carregamento norte-americano (NACS), mas é compatível com adaptadores CCS e J1772. O carregamento pode ser feito em tomadas padrão (Nível 1), carregadores domésticos para veículos elétricos (Nível 2) ou carregadores rápidos de corrente contínua (CC), oferecendo flexibilidade e conveniência aos proprietários.

  • Focker 355 GTS Explorer: Conheça a Lancha de 35 Pés que Une Tecnologia, Conforto e Autonomia para o Lazer e Trabalho

    Um Novo Conceito em Lanchas de Médio Porte

    A Fibrafort apresenta a Focker 355 GTS Explorer, uma lancha de 35 pés que marca o lançamento da linha Explorer e se alinha à crescente demanda por embarcações versáteis no mercado náutico brasileiro. Com 10,52 metros de comprimento e 3,21 metros de boca, o modelo oferece amplas proporções que garantem estabilidade, excelente circulação interna e um aproveitamento otimizado dos espaços, especialmente no cockpit.

    Design Inteligente Focado na Convivência e Funcionalidade

    O projeto da Focker 355 GTS Explorer prioriza a interação e o convívio a bordo. O cockpit se destaca como o principal centro de atividades sociais, integrando uma área gourmet completa, assentos confortáveis e uma circulação fluida sem desníveis. Essa ausência de degraus facilita o deslocamento e otimiza o uso do espaço, refletindo uma engenharia estrutural que equilibra design e funcionalidade. A área gourmet é equipada com pia, bancada, cooktop e churrasqueira, transformando a popa em um ambiente social multifuncional.

    Tecnologia Embarcada para Ampliar Possibilidades

    A proposta Explorer é reforçada pela integração de tecnologia a bordo. A Focker 355 GTS Explorer pode ser equipada com sistemas avançados que aumentam a autonomia e a segurança, como piloto automático, GPS com cartas náuticas, radar, rádio VHF com DSC e sistema de som com conectividade via Bluetooth. Essa tecnologia embarcada permite que a embarcação seja utilizada não apenas para o lazer, mas também como um espaço funcional para trabalho remoto, ampliando suas possibilidades de uso.

    Desempenho, Segurança e Conforto para Todos os Momentos

    Com capacidade para receber motorização de até 2 x 350 HP, a Focker 355 GTS Explorer oferece um desempenho equilibrado e seguro. A estabilidade em curvas, a distribuição de peso e a resposta em navegação são otimizadas pelo design do casco e as proporções da embarcação, garantindo um comportamento previsível e controle adequado em manobras. O posto de comando intuitivo, com joystick para manobras de baixa velocidade e instrumentos digitais, juntamente com assentos ergonômicos, assegura conforto mesmo em longos deslocamentos. A cabine a meia-nau, projetada para pernoites, conta com cama de casal, armários e lavatório, complementando a proposta de uso prolongado e roteiros mais longos.

  • Barco Brasil Lidera Categoria Sharp na Regata Volta ao Mundo Após Chegar em Recife

    Chegada Triunfal em Pernambuco

    O único representante brasileiro na desafiadora regata de volta ao mundo Globe 40, o Barco Brasil, finalmente aportou em terras nativas. A embarcação atracou em Recife, Pernambuco, nesta quinta-feira (19), encerrando a 5ª etapa da competição, que teve início em Valparaíso, no Chile. A travessia, que durou 28 dias, 16 horas e 56 minutos, foi marcada por intensos desafios em alto-mar.

    Liderança Preservada na Categoria Sharp

    Apesar de ter sido o último veleiro dos sete participantes a cruzar a linha de chegada da 5ª etapa, o Barco Brasil mantém a liderança na categoria Sharp, que engloba barcos de ponta fina. Este resultado expressivo é fruto do desempenho consistente e das vitórias conquistadas nas etapas anteriores da regata. A dupla José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, únicos tripulantes do barco em todas as pernas da competição, demonstrou resiliência e habilidade para gerenciar os imprevistos.

    Desafios Superados em Alto-Mar

    A etapa entre Valparaíso e Recife foi particularmente árdua para a tripulação. A navegação inicial até o Cabo Horn transcorreu bem, mas a segunda parte da perna apresentou condições climáticas adversas, incluindo ondas elevadas e ventos de até 40 nós (74 km/h). Esses fatores causaram uma série de problemas técnicos na embarcação, como falhas no cabo bobstay, na Genoa 1, vazamentos em tanques de lastro, panes no piloto automático e no sistema de carregamento de baterias, além de danos na vela J2 e no sistema do leme. A quilha também sofreu um impacto considerável. Mesmo diante de tantos contratempos, a dupla conseguiu realizar reparos improvisados e recuperar o tempo perdido, chegando apenas 5 horas após o penúltimo colocado.

    Próxima Etapa e Perspectivas para a Vitória Geral

    Com o Barco Brasil agora em solo brasileiro para os devidos reparos e preparação, a expectativa se volta para a 6ª e última etapa da Globe 40. A próxima perna da regata partirá de Recife com destino a Lorient, na França. A largada está prevista para 29 de março, com chegada estimada para 17 de abril. Atualmente, o Barco Brasil lidera a categoria Sharp com 22 pontos, enquanto na classificação geral ocupa a 3ª posição com 47,5 pontos. Uma boa performance na etapa final pode selar a vitória geral da categoria para a dupla brasileira.