Author: gabriel

  • Ostras e Vieiras: Aliadas Inesperadas na Luta Contra o Aquecimento Global, Revelam Pesquisas

    Sumidouros Naturais de Carbono

    Em meio à crescente preocupação com as mudanças climáticas e a acidificação dos oceanos, pesquisas recentes têm apontado ostras e vieiras como potenciais soluções naturais e eficazes para mitigar o aquecimento global. Esses moluscos bivalves possuem uma notável capacidade de remover dióxido de carbono (CO₂) da água, atuando como verdadeiros sumidouros de carbono e contribuindo para a estabilização das temperaturas do planeta.

    Ostreicultura como Estratégia Inteligente

    Um estudo publicado no Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos EUA, em setembro de 2025, destaca a ostreicultura como uma abordagem inteligente para reduzir o CO₂ atmosférico. A pesquisa observou que fazendas de ostras-do-pacífico (Crassostrea gigas) aceleram a “bomba biológica marinha”, um processo que sequestra o carbono da atmosfera para o oceano. Isso ocorre através do aumento da produção de matéria orgânica, que é posteriormente depositada nos sedimentos marinhos.

    Em termos práticos, ostras e vieiras funcionam como filtros naturais. Elas transformam o excesso de carbono, um dos grandes vilões do aquecimento global e da acidificação marinha, em matéria sólida – seus corpos e conchas – e em sedimentos que se acumulam no fundo do oceano. O estudo revelou que o carbono líquido sequestrado pelas ostras é 2,39 vezes maior do que o carbono armazenado em suas conchas, evidenciando sua alta eficiência.

    Crescimento da Produção e Impacto Global

    Uma análise global divulgada na revista científica iScience, em fevereiro de 2026, corrobora esses achados, apontando um crescimento expressivo na produção de moluscos bivalves cultivados. Entre 2010 e 2022, a produção mundial aumentou 53%, resultando em um salto de 42% na remoção líquida de carbono dos oceanos, alcançando impressionantes 1,29 milhão de toneladas anuais. Vieiras e ostras lideram esse potencial de sequestro, superando outros bivalves como o mexilhão-canivete.

    Eficiência Comparável ao Reflorestamento

    A eficiência dessa “tecnologia natural” é notável. Segundo a análise, a capacidade de sequestro de carbono de ostras e vieiras é comparável à de 0,28 a 0,32 milhão de hectares de reflorestamento anualmente. O valor estimado desse serviço ambiental é de aproximadamente US$ 493 milhões por ano, considerando os mercados de créditos de carbono.

    Gestão Sustentável das Conchas e Futuro da Ostreicultura

    Apesar dos benefícios evidentes, os pesquisadores alertam para a importância da gestão adequada das conchas. A incineração libera grandes quantidades de carbono na atmosfera, sendo desaconselhada. A reutilização das conchas em áreas como agricultura, construção civil ou tratamento de água surge como a solução ideal para maximizar os benefícios ambientais sem gerar emissões negativas de gases de efeito estufa.

    Adicionalmente, estudos futuros podem explorar o melhoramento genético de ostras e vieiras para otimizar ainda mais a liberação de CO₂ durante sua vida útil, sem comprometer sua eficiência alimentar. Assim, a criação desses bivalves se consolida como uma estratégia promissora para a preservação de recursos naturais, produção de alimentos e mitigação dos impactos do aquecimento global.

  • Conheça o WaterCar EV: o veículo anfíbio que navega e dirige legalmente em vias públicas

    A utopia de um veículo que une asfalto e mar agora é realidade com o WaterCar EV, apresentado pela empresa norte-americana WaterCar. Considerado pela fabricante como o “primeiro veículo anfíbio do mundo legalizado para circular em vias públicas”, o modelo promete uma transição fluida entre um barco esportivo e um carro elétrico com o simples toque de um botão.

    Construído artesanalmente na Califórnia, o WaterCar EV é uma lancha de 19 pés que se transforma em um veículo elétrico de baixa velocidade. A proposta é oferecer uma solução de mobilidade versátil, capaz de navegar em águas e rodar em estradas.

    Do mar para a estrada: tecnologia e desempenho

    No modo barco, o WaterCar EV é impulsionado por um motor de popa Mercury Pro XS de 115 hp, atingindo até 56 km/h, o que o qualifica como um modelo esportivo. O casco, feito de alumínio de grau marítimo e aeroespacial, é construído em peça única com tecnologia de soldagem avançada, garantindo durabilidade e resistência à água. Diferente de embarcações tradicionais em fibra de vidro, a estrutura do WaterCar EV não flexiona, racha ou absorve água.

    Para a condução em terra, o veículo conta com um sistema de propulsão elétrica selado e à prova d’água, alimentado por uma bateria de 48 volts. Ele atinge até 40 km/h, com uma autonomia de 32 km. A recarga é simples, podendo ser feita em tomadas domésticas de 110V, com tempo estimado de 6 a 8 horas para carga completa.

    Dirigibilidade e praticidade

    A experiência de dirigir o WaterCar EV no asfalto é projetada para ser similar à de um carro comum, com suspensão independente e direção elétrica assistida. Mesmo com a capacidade de rodar em vias públicas, a fabricante desenvolveu um sistema inovador de “reboque sem reboque”. Com 6 metros de comprimento, o veículo pode ser conectado a um carro de reboque, e com o acionamento de um botão, as rodas dianteiras se levantam, permitindo que ele deslize sobre as rodas traseiras. A estrutura foi projetada para suportar milhares de quilômetros de reboque de forma compacta e prática.

    Personalização e investimento

    O WaterCar EV oferece opções de personalização para atender às preferências do cliente. O processo inclui a escolha da configuração (com ou sem motor de popa) e do layout. Há duas opções de design: a série Signature Design, com cores exclusivas, ou um design personalizado onde o cliente escolhe cores externas e estofamento. Para garantir um lugar na fila de produção, é necessário um depósito reembolsável de US$ 5 mil (aproximadamente R$ 25,6 mil na cotação de fevereiro de 2026). Os preços dos modelos começam em US$ 140 mil (cerca de R$ 717 mil).

    Experiência e regulamentação no Brasil

    A WaterCar acumula vasta experiência no desenvolvimento de veículos híbridos terra-água desde sua fundação em 1999, com mais de 27 patentes tecnológicas e reconhecimentos em recordes mundiais. No Brasil, para que um veículo anfíbio possa circular legalmente, ele precisa ser homologado para uso rodoviário, com registro, licenciamento e placa. Além disso, para navegação, deve atender às exigências da Marinha do Brasil, incluindo registro da embarcação e habilitação náutica adequada.

  • Casas Flutuantes: Engenharia Inovadora da Triton Impulsiona Buscas por Lanchas com Foco em Convivência Ampliada

    Reposicionamento no Mercado Náutico

    O mercado de lanchas de médio porte no Brasil passa por uma transformação significativa. Embarcações entre 30 e 45 pés agora priorizam a convivência e a área externa ampliada, em detrimento da pura velocidade. Esse novo foco na habitabilidade real para um uso prolongado, conhecido como o conceito de “casas flutuantes”, impulsionou o interesse pela linha Flyer da Triton Yachts, especialmente durante o verão de 2026.

    Engenharia que Amplia o Espaço Social

    Um dos grandes diferenciais da linha Flyer (modelos 32, 38 e 44 pés) são as plataformas laterais retráteis, que se abrem a 90 graus, integrando-se ao cockpit e ampliando significativamente a largura da embarcação. Essa inovação transforma a popa em uma ampla área social, alterando a dinâmica tradicional e posicionando o espaço de lazer como o eixo central do projeto. Nos modelos maiores, a plataforma de popa submersível facilita o embarque e o banho de mar, atendendo à crescente demanda por permanência prolongada na água.

    Conforto e Funcionalidade Inspirados em Residências

    A Triton Yachts adapta soluções de embarcações maiores para a faixa de 30 a 45 pés, focando em ventilação natural, iluminação estratégica e distribuição funcional dos ambientes. O resultado é um conceito de habitabilidade que aproxima a lancha de um padrão residencial. O pé-direito elevado, banheiros com box separado e cabines volumosas contribuem para uma experiência de conforto e permanência prolongada a bordo, sem comprometer o desempenho e a navegabilidade.

    Expansão Internacional e Competitividade Brasileira

    O modelo Flyer 38 HT já integra a estratégia de exportação da Triton Yachts, sendo comercializado nos Estados Unidos sob a marca Hanover. Essa expansão demonstra a competitividade da engenharia naval brasileira no segmento de uso social intensivo. A demanda internacional é impulsionada pelo aproveitamento de espaço e pela entrega de metragem útil superior à média da categoria, reforçando a tendência de priorizar a experiência a bordo em detrimento da velocidade máxima.

    Triton Yachts: Tradição e Inovação

    Com quatro décadas de atuação, a Triton Yachts, linha do estaleiro paranaense Way Brasil, consolida seu portfólio que abrange lanchas de 23 a 52 pés. A marca se destaca na construção seriada de médio porte, e a linha Flyer reforça a aposta em mais espaço útil, integração total de ambientes e foco no uso social intensivo, consolidando a engenharia brasileira no mercado náutico global.

  • Barcos Inafundáveis do Canadá: Conheça a Tecnologia de Auto-Endireitamento da Guarda Costeira

    Tecnologia Inovadora para Busca e Salvamento

    A Guarda Costeira Canadense (CCG) opera uma frota de embarcações únicas que desafiam a gravidade e as leis da física, ao menos na aparência. Trata-se de barcos de resgate com capacidade de auto-endireitamento, projetados para manter a missão de salvamento mesmo em situações de perigo extremo. Esses impressionantes veículos marítimos, fabricados em parceria com a Hike Metal Custom Boats Manufactures, são capazes de retornar à posição vertical mesmo após capotarem.

    Desempenho Extremo em Condições Hostis

    Os barcos da Classe Bay medem 19 metros de comprimento e pesam 75 toneladas, com autonomia para operar a até 222 km da costa. Sua engenharia robusta permite suportar ondas de até 12 metros e ventos de força de furacão (escala Beaufort 12). Essa capacidade os torna ideais para missões de busca e salvamento em águas turbulentas e com visibilidade zero. As embarcações podem atingir velocidades de até 46 km/h e acomodar uma tripulação de quatro pessoas, estando prontas para ação em até 30 minutos após um alerta.

    Ampla Gama de Operações e Impacto no “Projeto SAR”

    Além de operações de salvamento imediato, esses barcos versáteis são empregados em buscas aquáticas, resposta a incidentes ambientais e assistência a embarcações com problemas técnicos. Toda a frota de dez unidades faz parte do “Projeto SAR” (Search and Rescue), um programa de renovação da frota de busca e salvamento da CCG. Este projeto é fundamental para atender às mais de 6 mil chamadas de assistência marítima anualmente, com uma média de 19 ocorrências de busca e salvamento e 13 pessoas resgatadas diariamente.

    Fortalecendo a Indústria Marítima Canadense

    A iniciativa do governo canadense não visa apenas aprimorar a segurança marítima, mas também impulsionar a indústria naval do país, gerar empregos e fortalecer a soberania nacional. Embora outros países como Reino Unido, França e Estados Unidos também possuam barcos auto-endireitáveis, a frota canadense se destaca pela sua modernidade e pela abrangência do programa de renovação.

  • Sessa Marine Destaca Lanchas de 40 Pés no Rio Boat Show 2026: Conheça os Modelos que Vão Conquistar o Público Carioca

    Três joias náuticas da Sessa Marine estarão atracadas na Marina da Glória para o Rio Boat Show 2026, prometendo atrair a atenção de entusiastas e compradores. Todos os modelos selecionados pela marca para o evento pertencem à cobiçada faixa dos 40 pés, um segmento que tem ganhado cada vez mais adeptos no mercado náutico brasileiro. O salão, que ocorre de 11 a 19 de abril, será o palco perfeito para conhecer de perto essas embarcações que combinam design italiano, tecnologia de ponta e adaptações ao gosto nacional.

    Sessa F48: Estreia com Interior Repaginado e Espaço Ampliado

    Um dos grandes destaques da Sessa Marine será a F48, um modelo que recentemente passou por um completo redesenho de seu interior, apresentado pela primeira vez no São Paulo Boat Show 2025. Inspirada na F47 italiana e concebida pelo mesmo estúdio responsável pelo design da nova F60, a F48 produzida em Santa Catarina recebeu importantes adaptações para o mercado brasileiro. Entre elas, destacam-se a plataforma de popa ampliada, um móvel gourmet completo e um cockpit mais espaçoso, ideais para o lazer e a convivência. Com quase 49 pés (14,90 metros), a embarcação acomoda até 16 pessoas durante o dia e seis para pernoite, distribuídas em três camarotes e dois banheiros. O flybridge de 20 m², com teto rígido e opção de toldo elétrico, complementa o luxo e o conforto. A propulsão é garantida por dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 hp.

    Sessa F42 e Sessa C44: Versatilidade e Conforto para Todos os Gostos

    Na linha fly, a Sessa F42 promete ser outro ponto de atração. Com 13,20 metros de comprimento e 4 metros de largura, o modelo integra de forma fluida o cockpit, o salão e a popa, criando um ambiente acolhedor. A embarcação oferece comodidades como cozinha completa e uma sala de estar aconchegante, comportando até 14 pessoas durante o dia e quatro para pernoite, em duas cabines. As opções de motorização incluem dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta. Para quem prefere o estilo hardtop, a Sessa C44 surge como uma excelente alternativa. Com 13,85 metros de comprimento e 4 metros de largura, ela acomoda até 14 passageiros, sendo quatro para pernoite em dois camarotes. O proprietário pode optar por duas configurações de cockpit: uma com solário e garagem para bote, ou outra com duplo cockpit e duas mesas que acomodam até 12 pessoas. A navegação fica por conta de dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.

    Sessa KL40: A Proposta Inovadora da Center Console

    Embora ainda não totalmente confirmada, a Sessa KL40 também pode marcar presença no evento. Com uma proposta distinta das demais, esta center console foca no lazer ao ar livre sem abrir mão do conforto interno. Seu cockpit modular oferece grande versatilidade, com sofás cujos encostos podem ter a posição alterada. Internamente, a embarcação conta com dois camarotes e um pé-direito de 1,98 metro, um diferencial notável. A motorização é um dos pontos fortes, com uma trinca de Mercury 400 hp Verado V10 prometendo alto desempenho.

    Rio Boat Show 2026: O Maior Salão Náutico da América Latina

    O Rio Boat Show 2026, que chega à sua 27ª edição, é o evento que abre o calendário náutico do Brasil e acontece de 11 a 19 de abril na icônica Marina da Glória. Durante nove dias, os visitantes terão a oportunidade de ver embarcações de diversos portes e estilos lado a lado, além de conhecer equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do setor. O salão também oferece experiências únicas como test-drives, o batismo de mergulho, o Desfile de Barcos noturno e o ciclo de palestras NÁUTICA Talks, consolidando-se como um importante ponto de encontro para o universo náutico.

  • Oportunidade na ONU: Bolsas para Oceano e Direito do Mar com Treinamento em Nova York; Inscrições até 22 de Março

    ONU abre inscrições para bolsa de estudos focada em Oceano e Direito do Mar

    A Organização das Nações Unidas (ONU), com o apoio da Fundação Nippon do Japão, lançou a convocatória para a edição de 2026 do Programa de Bolsas de Estudos sobre Oceano e Direito do Mar. A iniciativa oferece a oportunidade de quatro meses de treinamento presencial na sede da ONU em Nova York, Estados Unidos. O período de inscrições está aberto e se encerra no dia 22 de março.

    Objetivos e Público-Alvo da Bolsa

    O programa visa capacitar funcionários governamentais de países em desenvolvimento, como o Brasil, que atuam diretamente com questões de direito do mar. O foco principal é a implementação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) de 1982, incluindo o novo Tratado do Alto Mar, e o avanço das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (Vida na Água). O programa busca apoiar países menos avançados, pequenos Estados insulares em desenvolvimento e países sem litoral, promovendo o desenvolvimento de lideranças com conhecimento aprofundado em assuntos oceânicos.

    Detalhes do Programa e Benefícios

    Serão selecionados onze bolsistas para o programa, que ocorrerá de setembro a meados de dezembro de 2026. Os participantes receberão um subsídio mensal, seguro médico e passagens aéreas de ida e volta em classe econômica. Além do treinamento presencial, o programa incluirá discussões em grupo, cursos e seminários online. A ONU busca um equilíbrio de gênero (50/50) e diversidade geográfica, incentivando fortemente as candidaturas de mulheres. Pessoas com deficiência podem solicitar acomodações adequadas.

    Requisitos para Candidatura

    Para se candidatar, os interessados devem ter entre 25 e 45 anos, possuir ensino superior completo e ser funcionário(a) público(a) de um país em desenvolvimento. É essencial que o trabalho do candidato esteja diretamente ligado à formulação e/ou implementação de políticas e programas sobre assuntos oceânicos e direito do mar. É necessário ter domínio oral e escrito do inglês, pois as aulas serão ministradas neste idioma. Os candidatos também devem estar livres de outras obrigações durante todo o período do treinamento.

    Como se Inscrever

    Os interessados devem preencher três formulários específicos, disponíveis na seção “APPLY NOW” da página oficial do programa. Após o preenchimento, os formulários, juntamente com uma cópia da página de identificação do passaporte, devem ser enviados para o e-mail [email protected] com o assunto “2026 UNNF Small Island Developing States (SIDS) and Strategic Needs Fellowships.” Os resultados serão comunicados individualmente aos candidatos selecionados até o final de maio de 2026.

  • Maya Bay: A Praia Que Leonardo DiCaprio Tornou Famosa Agora Enfrenta Fechamentos Constantes; Entenda o Motivo

    O Fenômeno “A Praia” e o Início do Turismo em Massa

    Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, na Tailândia, se tornou um ícone global após servir de locação para o filme “A Praia” (2000), estrelado por Leonardo DiCaprio. A história, que retratava a busca por um paraíso intocado, espelhou-se na beleza natural da baía, com suas águas cristalinas, falésias imponentes e areias brancas. O sucesso do filme impulsionou o turismo de forma exponencial, transformando o destino remoto em um ponto turístico extremamente popular.

    Impacto Devastador e a Necessidade de Fechamento

    A popularidade repentina trouxe consigo um fluxo avassalador de visitantes. Se em 2008 a praia recebia cerca de 171 turistas por dia, em 2017 esse número disparou para mais de 3.500 pessoas em uma faixa de areia de apenas 300 metros. A superlotação, especialmente nos barcos que ancoravam em um mar já saturado, causou danos ambientais significativos. Os recifes de coral, ecossistemas vitais, foram os mais afetados, com estimativas apontando que as âncoras de embarcações destruíram cerca de 50% deles até 2018.

    A Recuperação da Natureza e os Fechamentos Temporários

    Diante da degradação ambiental, as autoridades tailandesas agiram. Em 2018, Maya Bay foi fechada para o turismo com o objetivo de permitir a recuperação ecológica. Inicialmente previsto para quatro meses, o período de fechamento se estendeu até 2022, com restrições rigorosas para embarcações e visitantes. A reabertura trouxe sinais promissores de recuperação: a vida marinha retornou, com registros de uma população crescente de tubarões-de-ponta-preta, que saltou de seis para cerca de cem indivíduos. Desde então, a praia adota um modelo de gestão com fechamentos temporários, geralmente em agosto e setembro, para garantir a sustentabilidade do ecossistema.

    Dicas para o Visitante Consciente

    Atualmente, Maya Bay opera com regras mais rígidas, como limitações para ancoragem de barcos e restrições na entrada na água. Turistas que planejam visitar este paraíso devem, portanto, verificar com antecedência a disponibilidade e as condições de acesso. A experiência em Maya Bay agora exige um planejamento cuidadoso, priorizando a preservação do local que, graças à conscientização, busca reencontrar o equilíbrio entre sua beleza estonteante e a proteção de sua rica vida marinha.

  • Azimut Grande 25 Metri: O Luxo Italiano Debuta nas Águas Cariocas no Rio Boat Show 2026

    Estreia em Grande Estilo na Baía de Guanabara

    O Rio Boat Show 2026, que acontece de 11 a 19 de abril na Marina da Glória, será palco da aguardada estreia da Azimut Grande 25 Metri em águas cariocas. Após sua apresentação em Itajaí em julho de 2025, o imponente iate de 25 metros (84 pés) promete encantar o público com seu requinte e inovação, tendo o icônico Pão de Açúcar e o Cristo Redentor como cenário.

    Luxo e Sofisticação em Cada Detalhe

    A Azimut Grande 25 Metri se destaca pelo seu terraço suspenso retrátil no convés principal, descrito pela fabricante como uma “janela para o infinito”, ideal para contemplar a paisagem. O iate acomoda confortavelmente oito hóspedes em quatro cabines, além de três tripulantes em cabines separadas. Construído com fibra de carbono e fibra de vidro, o modelo é impulsionado por dois motores MAN CR V12 de 1800 hp cada, atingindo uma velocidade de cruzeiro de 27 nós e máxima de 29 nós.

    Design Interior e Exterior Inovadores

    Os layouts internos da Grande 25 Metri foram projetados para oferecer um ambiente contemporâneo e aconchegante. A Azimut ressalta a disposição dos móveis, que proporciona experiências diferenciadas, como na praça de popa. O iate possui três pavimentos: o inferior abriga as cabines de proprietário, hóspedes e tripulação, com a suíte master ocupando toda a largura da embarcação (6 metros). O convés principal conta com cozinha, praças de proa e popa, e uma área comum configurável como lounge ou sala de jantar, com acesso ao terraço retrátil. O flybridge, último piso, oferece um posto de comando e opções de personalização em lounge ou com piscina circular.

    Azimut 58 Fly Complementa a Exposição

    Ao lado da Grande 25 Metri, a Azimut Yachts apresentará a Azimut 58 Fly. Com 17,75 metros (58 pés), esta lancha impressiona pelos interiores amplos e design elegante. O flybridge se destaca por uma faixa de vidro que confere a sensação de “decolagem”, e os estofados ao redor do posto de comando são adaptáveis, permitindo maior interação sem comprometer a visibilidade do piloto. A Azimut 58 Fly acomoda 14 pessoas durante o dia e 12 para pernoite, com três cabines para hóspedes e uma para marinheiro. A embarcação é equipada com dois motores Volvo D11 IPA 950 de 725 hp cada, alcançando 26 nós de cruzeiro e 31 nós de velocidade máxima.

    Rio Boat Show 2026: O Maior Salão Náutico da América Latina

    O Rio Boat Show 2026 chega à sua 27ª edição, consolidando-se como o salão náutico que abre o calendário brasileiro. De 11 a 19 de abril, a Marina da Glória reunirá os principais players do mercado náutico, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer embarcações de ponta, equipamentos, acessórios e serviços. O evento também proporciona experiências imersivas no lifestyle náutico, com test-drives, “Minha Primeira Velejada”, batismos de mergulho, desfile de barcos noturno e palestras.

  • Mubadala Brazil SailGP alcança melhor resultado da temporada em Sydney e mira pódio no Rio de Janeiro

    Desempenho Sólido em Condições Desafiadoras

    O Mubadala Brazil, time brasileiro no SailGP, demonstrou grande evolução ao conquistar o melhor resultado da temporada 2026 na etapa de Sydney, encerrada neste domingo (1º). A equipe terminou o KPMG Sydney Sail Grand Prix na 7ª colocação geral, subindo para a 11ª posição na classificação do campeonato. A competição na Austrália foi marcada por ventos leves e instáveis, exigindo alta técnica e estratégia dos velejadores.

    Estratégia e Ultrapassagens Decisivas

    No sábado (28), com ventos de cerca de 15 km/h, o destaque foi a terceira regata, onde o Mubadala Brazil realizou uma ultrapassagem espetacular sobre o time britânico nos momentos finais, garantindo um 4º lugar. As outras regatas do dia renderam ao time as posições de 9º, 6º e 9º. Já no domingo (1º), com ventos ainda mais fracos (aproximadamente 8 km/h), a equipe brasileira mostrou sua consistência com dois 5º lugares e mais um 4º lugar na regata final, incluindo uma ultrapassagem sobre o time australiano nos segundos derradeiros.

    Confiança para a Etapa Carioca

    Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil SailGP e pioneira como líder feminina na liga, ressaltou a dificuldade técnica da etapa de Sydney. “Conseguimos fazer boas largadas, evoluir ao longo das regatas e disputar posições importantes até o final. Essa foi nossa etapa mais consistente da temporada até aqui, e isso nos dá confiança para o que vem pela frente”, afirmou Grael. A equipe, que conta com nomes como Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp, além de tripulantes estrangeiros experientes, chega embalada para a próxima etapa.

    Estreia Histórica no Rio de Janeiro

    O próximo compromisso do Mubadala Brazil será o Enel Rio Sail Grand Prix, nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara. A etapa carioca promete ser histórica, marcando a estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que a equipe brasileira competirá em casa. Após o bom desempenho em Sydney, o time busca consolidar sua ascensão diante da torcida e sob o cenário icônico do Cristo Redentor.

  • Zonda 42: Conheça a Lancha de 42 Pés que Une Design Automotivo Italiano e Conceito Mediterrâneo para Navegação de Lazer

    Inspiração Automotiva e Naval Europeia

    A Zonda 42 surge como um reflexo da paixão de seu criador, Eduardo Souza Ramos, pela indústria automotiva e pelo design naval europeu. Fundada com a premissa de aplicar processos e referências do setor automotivo na construção de embarcações, a Zonda Boats buscou inspiração em estaleiros italianos de perfil esportivo. Para dar vida ao projeto, o renomado designer naval Javier Soto Acebal foi convidado, trazendo sua expertise internacional para o desenvolvimento do modelo.

    Conceito Mediterrâneo e Uso Diurno

    Alinhada à tendência europeia de ‘day boats’, a Zonda 42 foi concebida para o uso diurno, priorizando a navegação costeira e a convivência a bordo em enseadas. O conceito mediterrâneo orienta o design, que valoriza as áreas externas e a circulação fluida, características marcantes do estilo de vida em destinos com forte cultura de lazer náutico. A proposta é maximizar o aproveitamento do espaço ao ar livre, aproximando a experiência a bordo de embarcações de maior porte.

    Design Inovador e Desempenho Superior

    Um dos grandes diferenciais da Zonda 42 é o seu layout com um console central de amplas dimensões, que substitui a cabine tradicional. Essa configuração proporciona visão panorâmica para todos os ocupantes, promovendo maior integração durante a navegação. A proa vertical não só reforça a identidade visual moderna, mas também otimiza a eficiência hidrodinâmica, aumentando o comprimento da linha d’água e impactando positivamente a estabilidade e o desempenho em velocidade. A linguagem de design ‘clean concept’, com superfícies contínuas e integração entre casco e convés, confere um visual contemporâneo e elegante.

    Motorização e Performance

    Equipada com um sistema de propulsão bimotor diesel Yanmar–Toyota, cada propulsor entrega 315 hp, operando com transmissão Mercruiser sterndrive Bravo I. Essa configuração garante um desempenho esportivo notável, com aceleração de 0 a 20 nós em menos de 9 segundos e velocidade máxima superior a 50 milhas por hora. Uma unidade disponível no mercado, com três anos de uso, passou por atualizações recentes em equipamentos e sistemas, incluindo novos sistemas de ar condicionado, baterias, toldos retráteis e sistema de som premium, posicionando-a como uma opção de compra com estrutura já otimizada.