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  • Fernando de Noronha: Mergulho nas Profundezas e Segredos da Logística que Sustenta o Paraíso

    Fernando de Noronha: Mergulho nas Profundezas e Segredos da Logística que Sustenta o Paraíso

    Fernando de Noronha, um icônico destino no Atlântico Sul, atrai mergulhadores e navegadores com suas águas cristalinas, visibilidade excepcional e rica biodiversidade. Além das experiências subaquáticas, o arquipélago enfrenta o desafio logístico de operar turismo, abastecimento e infraestrutura em uma ilha remota.

    Aventura Subaquática: Do Batismo ao Explorador Certificado

    O arquipélago oferece dois formatos principais de mergulho, atendendo desde iniciantes até os mais experientes. O mergulho de batismo, ideal para quem nunca esteve debaixo d’água, proporciona um contato seguro e contemplativo com a vida marinha, com foco na experiência sensorial e na segurança sob a orientação de escolas especializadas como a Sea Paradise.

    Mergulho Autônomo Embarcado: Explorando Paredões e Biodiversidade

    Para mergulhadores certificados, o mergulho autônomo embarcado oferece uma imersão mais profunda. A experiência leva a pontos afastados da costa, revelando paredões oceânicos e formações rochosas que servem como corredores de biodiversidade. A navegação em mar aberto e a aproximação de áreas com correntes e profundidades específicas preparam os aventureiros para encontrar grandes espécies marinhas, tornando esses locais estratégicos para observação e fotografia.

    Os Bastidores da Ilha: Logística e Abastecimento

    Manter a ilha funcionando vai além do turismo. A logística de abastecimento é um dos pilares que sustentam Noronha. Em média, cinco embarcações por mês transportam alimentos, água, materiais de construção e outros suprimentos essenciais. Essa operação complexa depende de planejamento detalhado e janelas climáticas favoráveis, devido à distância do continente.

    Energia em Noronha: Transição para Fontes Sustentáveis

    Historicamente dependente de diesel para seus geradores, Fernando de Noronha está em processo de transição energética. A implantação de usinas solares em larga escala, com milhares de placas fotovoltaicas, visa reduzir custos logísticos, emissões de poluentes e a dependência de combustíveis transportados por navios, alinhando a infraestrutura com a preservação ambiental.

    Turismo e Operação: Uma Engrenagem Integrada

    A experiência em Noronha é resultado da integração entre o turismo de lazer e uma complexa operação logística. Empresas náuticas como a Albatroz Noronha e operadoras de mergulho como a Sea Paradise atuam em harmonia com a infraestrutura de abastecimento e energia, garantindo vivências seguras e memoráveis, sempre respeitando os limites ambientais do arquipélago. Empreendedores locais, como Zé Maria da Pousada Zé Maria, desempenham um papel crucial na compreensão e gestão dessa dinâmica insular.

  • Vapor Catalão: Navio Naufragado Há Mais de 115 Anos Repousa em Praia de Santa Catarina

    O Segredo Escondido na Praia da Cigana

    Na pitoresca praia do Farol de Santa Marta, em Laguna, sul de Santa Catarina, jazem os restos de uma embarcação que se perdeu no tempo: o Vapor Catalão. Afundado há mais de 115 anos, em março de 1911, os destroços do navio ainda podem ser avistados por visitantes atentos, guardando consigo histórias de um passado distante.

    A Tragédia do Vapor Catalão

    A madrugada de 13 de março de 1911 foi marcada por um naufrágio que surpreendeu os moradores de Laguna. O Vapor Catalão, um paquete de 4 mil toneladas e 100 metros de comprimento, construído em 1889 na Inglaterra, encalhou ao sul do Farol de Santa Marta. A embarcação, que pertencia à Companhia Transatlântica Argentina e realizava sua primeira viagem sob bandeira brasileira, partiu de Buenos Aires com destino aos estados do Rio de Janeiro, Bahia e Pará.

    Causas e Sobreviventes

    Segundo o documento oficial redigido pelo comandante Lúcio Duarte Valente, as condições climáticas adversas, com forte correnteza oceânica e cerração intensa, foram os principais fatores que levaram ao naufrágio. Apesar da potência do navio a vapor, a tripulação de 50 pessoas se perdeu em meio ao temporal. Felizmente, todos os tripulantes foram resgatados com vida e levados ao centro de Laguna, permanecendo na cidade por 17 dias antes de seguir para o Rio de Janeiro.

    Carga Inusitada e Histórias Tristes

    Além dos tripulantes, o Vapor Catalão transportava uma carga peculiar: 800 carneiros e 190 bois, incluindo animais de raça pura. A maioria dos animais foi salva e desembarcou em Laguna, enquanto outros não tiveram a mesma sorte. O navio também levava a bordo um corpo embalsamado da filha de um coronel, que estava sendo transportada para ser sepultada em sua terra natal. Relatos da época indicam que o caixão chegou à praia no local do sinistro, mas não há confirmação se seguiu viagem com o restante da tripulação. Três marinheiros foram deixados em Laguna sem receber seus salários e seguiram para o Rio de Janeiro em outra embarcação.

    Um Legado para a Segurança Marítima

    O naufrágio do Vapor Catalão serviu como um alerta para as autoridades da época. Em resposta ao isolamento do Farol de Santa Marta e à dificuldade de comunicação em casos de acidentes, solicitou-se ao Governo Federal a instalação de uma linha telefônica ligando o farol à estação telegráfica da cidade. A medida, implementada no mesmo ano, visava aprimorar a segurança marítima em uma região historicamente propensa a naufrágios.

    Hoje, os destroços do Vapor Catalão permanecem como um testemunho silencioso de um evento que marcou a história de Laguna, um convite para mergulhar nas profundezas do tempo e nas histórias que o mar insiste em guardar.

  • GP de Miami de F1 terá ‘superiate’ luxuoso como arquibancada com ingressos de até R$ 500 mil

    Experiência inédita no circuito de Miami

    O Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1, que acontece em 3 de maio nos Estados Unidos, promete elevar o conceito de luxo e exclusividade. Este ano, a organização inova ao apresentar um “superiate” realista, com impressionantes 80,4 metros de comprimento, como uma nova opção de arquibancada. A embarcação, elaborada pela MSC, uma das patrocinadoras da corrida, será posicionada entre as curvas 5 e 9, trechos de alta emoção e disputas acirradas.

    Detalhes do luxuoso ‘superiate’

    Com 2.972 m² distribuídos em cinco níveis, o iate oferecerá diferentes atrações e experiências aos espectadores. O destaque fica por conta das “cabanas privativas”, descritas como o espaço mais premium. Nessas cabanas, os convidados poderão desfrutar de um jantar com culinária francesa e uma vista panorâmica de 360º da pista, tudo isso no ponto mais alto da estrutura. Cada uma dessas cabanas acomoda até 20 pessoas e os ingressos custam aproximadamente R$ 25 mil por pessoa, totalizando cerca de R$ 499,1 mil por cabana.

    Opções de ingressos e acesso

    Para as demais áreas do “superiate”, os ingressos são vendidos individualmente, com valores que variam entre R$ 20,4 mil e R$ 24,6 mil. Para aqueles que desejam vivenciar a atmosfera da marina sem necessariamente estar dentro da embarcação, haverá uma área elevada na parte interna da curva 7, acessível a todos os portadores de ingresso.

    Contexto do GP de Miami

    Desde sua estreia em 2022, o GP de Miami tem se destacado não apenas pelas competições na pista, mas também pela sua “marina falsa”, que em edições anteriores utilizava iates reais sobre uma estrutura artificial. Este ano, a organização decidiu ir além, transformando essa área em um ponto de atração luxuosa. O GP de Miami é a sexta corrida da temporada de 2026 da Fórmula 1 e, em suas quatro edições anteriores, o piloto Max Verstappen é o maior vencedor, com dois triunfos.

  • Mario Kart na vida real? Resort em Marrocos oferece ‘kart aquático’ para adrenalina em Marrakech

    Aventura aquática em Marrakech

    Para os fãs de videogames que sempre sonharam em vivenciar a emoção de uma corrida de Mario Kart na vida real, Marrocos apresenta uma opção inovadora. O N.A.R. Complexe Sportif, um resort localizado em Marrakech, oferece o “waterkarting”, uma experiência que simula a condução de karts na água.

    Como funciona o ‘kart aquático’

    Os veículos são projetados para se assemelhar a carros de corrida, com uma estrutura flutuante equipada com motor de jet e um volante similar aos de Fórmula 1. Fabricados pela marca Waterkart, esses ‘karts aquáticos’ garantem estabilidade e velocidade durante a navegação. A pilotagem é descrita como simples, com uma pista que inclui curvas acessíveis, tornando a atividade mais voltada para o lazer do que para a competição acirrada.

    Segurança e capacidade

    O N.A.R. Complexe Sportif prioriza a segurança dos seus visitantes, disponibilizando coletes salva-vidas e capacetes. Cada ‘waterkart’ pode acomodar até dois passageiros: um piloto e um passageiro com idade mínima de 5 anos. Diferente do universo de Mario Kart, não há riscos de itens como cascas de banana interferirem na corrida.

    Mais atrações no resort

    Além do ‘waterkarting’, o resort N.A.R. oferece outras atividades de aventura, incluindo paintball, corridas de kart tradicionais (fora d’água) e passeios de quadriciclo. O complexo funciona diariamente, das 9h às 22h, na zona da Palmeraie/Route de Casablanca, em Marrakech, sem a necessidade de reserva prévia. Os preços podem variar dependendo do pacote adquirido com agências de turismo, mas o acesso isolado por ‘kart’ possui valores específicos informados pelo site oficial (considerando a conversão de fevereiro de 2026).

  • Iceboat: O que é o veleiro que desliza no gelo e encanta a internet?

    Barcos deslizando sobre a água são uma imagem familiar, mas já imaginou um veleiro deslizando sobre o gelo? Recentemente, um vídeo de um típico “iceboat” em ação chamou a atenção nas redes sociais. As imagens, gravadas por Michael Busch em uma lagoa congelada entre Long Island e Fire Island, em Nova York, mostram a embarcação, chamada Miss Clella, navegando com impressionante velocidade sobre a superfície congelada.

    Um Clássico de Madeira em Movimento

    O Miss Clella é um veleiro de madeira construído em 1969 e, apesar de sua idade, exibe uma elegância notável enquanto desliza na baía de Great South. Assim como outros iceboats, ele utiliza o vento para se impulsionar sobre “patins” de aço, que reduzem o atrito e permitem atingir velocidades surpreendentes, que podem variar de 100 a 140 km/h.

    Origem e Evolução dos Iceboats

    Embora pouco comuns no Brasil devido às condições climáticas, os iceboats têm uma longa história que remonta ao século XVII, com origem provável nos Países Baixos. Inicialmente utilizados para fins comerciais em canais congelados, evoluíram rapidamente para embarcações de recreio e esporte. Com o tempo, a modalidade se espalhou pela Escandinávia, Alemanha, Rússia e, posteriormente, chegou à América do Norte, com forte presença nos Estados Unidos e Canadá.

    Diversidade de Classes de Iceboats

    Existem diversas classes de iceboats, cada uma com regras específicas de design e construção. Entre as mais conhecidas estão:

    • Ice Optimist: Uma classe juvenil inspirada no Optimist tradicional, ideal para a formação de jovens velejadores.
    • DN Internacional: Considerada a classe mais popular do mundo, presente em vários continentes, é um monoposto com cerca de 3,6 metros de comprimento.
    • Monotipo XV: Uma classe europeia tradicional, com um projeto de 1932, que mantém regras de construção rígidas e pode acomodar um ou dois tripulantes.
    • Nite: Um monotipo com casco de fibra de vidro, dois assentos e vela de 67 pés², conhecido pela uniformidade que valoriza a habilidade do piloto.
    • Renegade: Criada nos EUA em 1947, foca em praticidade e transporte, com o projeto original podendo ser levado sobre o teto de um carro.
    • Skeeter: Uma classe de alto desempenho, dividida em subclasses (A, B e C), com área vélica limitada a 75 pés².

    Navegando no Gelo com Segurança

    Pilotar um iceboat exige atenção redobrada. O velejador geralmente se posiciona muito próximo ao gelo, sentado ou semi-deitado, para minimizar a resistência do vento. O controle é feito por um leme traseiro e ajustes finos na vela. A leitura constante do gelo é crucial para evitar rachaduras ou áreas finas. Para a prática segura, é necessária uma espessura de gelo de pelo menos 12 a 15 cm, além do uso de equipamentos de proteção como capacete, óculos, roupas térmicas e equipamentos de flutuação.

  • Novas Normas Náuticas: Seguro DPEM Volta a Ser Obrigatório, Documentos Digitais Aceitos e Mais Mudanças

    Novas Normas Náuticas: Seguro DPEM Volta a Ser Obrigatório, Documentos Digitais Aceitos e Mais Mudanças

    A Diretoria de Portos e Costas da Marinha atualizou as normas 211 e 212, trazendo novidades importantes para proprietários de embarcações de esporte e recreio e motos aquáticas. Confira os principais pontos.

    A Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil (MB) divulgou no final de janeiro atualizações nas Normas de Autoridade Marítimas (Normam) 211 e 212. As mudanças visam modernizar e facilitar processos para a comunidade náutica, abordando desde a obrigatoriedade de seguros até a aceitação de documentos digitalizados.

    DPEM: Seguro Obrigatório Retorna para Embarcações de Esporte e Recreio e Motos Aquáticas

    Uma das novidades mais significativas é a retomada da obrigatoriedade do Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM). Suspenso desde 2016, o seguro, agora operado pela seguradora Akad, funcionará de maneira similar ao DPVAT terrestre, indenizando vítimas de acidentes náuticos. Proprietários de embarcações de esporte e recreio e de motos aquáticas deverão portar o documento, preferencialmente impresso. O custo anual é de R$ 22,22, e a multa por não apresentá-lo em uma abordagem pode variar de R$ 40 a R$ 800.

    Digitalização de Documentos e Flexibilização de Atendimento

    Em atendimento a uma antiga demanda dos usuários, a Marinha passa a aceitar documentações de forma digitalizada. No entanto, é crucial que o usuário verifique as exigências específicas de cada Organização Militar (OM), pois pode haver variações no aceite. Documentos assinados digitalmente pelo Gov.br, por exemplo, podem, em alguns casos, requerer verificação adicional ou materialização em cartório para garantir a autenticidade. Outra flexibilização importante é a possibilidade de realizar serviços como inscrição, renovação ou transferência de embarcações em qualquer capitania, delegacia ou agência, independentemente do domicílio do proprietário.

    EPIRB e Atestados de Treinamento: Novas Exigências e Reconhecimento de Firma

    Para navegação oceânica, o equipamento EPIRB (Emergency Position-Indicating Radio Beacon) torna-se obrigatório e deve ser cadastrado no sistema INFOSAR. Além disso, os atestados de treinamento náutico, tanto para Arrais-Amador quanto para Motonauta, agora exigem o reconhecimento de firma, seja em cartório ou digitalmente via Gov.br, tanto do proprietário da escola e dos instrutores quanto do aluno.

    Acessibilidade e Opções para EAMAs

    As escolas náuticas também terão novas obrigações em relação à acessibilidade, devendo disponibilizar um intérprete de Libras para alunos com deficiência auditiva que solicitem o serviço. Para os Estabelecimentos de Aluguel de Moto Aquática (EAMAs), o cadastramento agora permite a opção de oferecer passeios guiados em rotas autorizadas, navegação em área restrita ou ambas as modalidades.

    Os detalhes completos das atualizações podem ser consultados nos documentos oficiais disponíveis no site da Diretoria de Portos e Costas.

  • Donzela-real: Peixe Agressivo do Indo-Pacífico Invade Litoral Paulista e Alerta Cientistas sobre Ameaça a Espécies Nativas

    Alerta no Ecossistema Marinho

    Uma espécie de peixe nativa do Indo-Pacífico, a milhares de quilômetros de distância, já está estabelecida e se reproduzindo no litoral paulista. A donzela-real (Neopomacentrus cyanomos), conhecida por sua agressividade territorial e por formar grandes cardumes, representa um novo desafio para o ecossistema marinho brasileiro. Embora descrita pela ciência desde 1865, sua presença em águas brasileiras só foi confirmada em 2023, um registro considerado recente pelos pesquisadores.

    Presença Confirmada e Preocupações Iniciais

    Cientistas já confirmaram a presença da donzela-real em importantes ilhas costeiras de São Paulo, como a Ilha da Queimada Grande, o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e a Estação Ecológica Tupinambás, no Arquipélago de Alcatrazes. O biólogo e mergulhador Eric Cormin explica que o comportamento territorial e agressivo do peixe o leva a defender ferozmente seu local de desova contra outras espécies. Essa disputa por território e recursos é a principal preocupação dos especialistas, que observam a formação de pequenos cardumes e avaliam os impactos iniciais no ecossistema.

    Lições do Golfo do México e Potencial de Impacto

    No Golfo do México, a donzela-real está presente desde 2013, formando cardumes de alta densidade. Estudos na região indicam que, embora tenha havido uma queda no número de espécies nativas, a causa mais provável é a degradação do habitat dos recifes, e não diretamente a invasão da donzela-real. Essa espécie, por ser resistente, consegue prosperar em ambientes degradados e em estruturas artificiais, enquanto peixes nativos sofrem. No entanto, o potencial de rápida colonização de novas áreas pela donzela-real serve como um alerta contínuo para os recifes brasileiros.

    Origem da Invasão e Características da Espécie

    A hipótese mais provável para a chegada da donzela-real ao Brasil é a água de lastro de navios, que transportam organismos de uma região para outra durante a navegação. A espécie, que mede cerca de 10 centímetros, possui coloração azul-escura a preta com uma mancha branca próxima à barbatana dorsal, e se alimenta de zooplâncton. Encontrada geralmente entre 5 e 30 metros de profundidade, sua capacidade de adaptação e reprodução em novas águas exige monitoramento constante para mitigar possíveis danos à biodiversidade marinha local.

  • Ross Mariner Anuncia Nova Lancha SLR340 Legend: Sofisticação e Esportividade Chegam ao Rio Boat Show 2026

    Apostas em Novo Segmento

    O estaleiro Ross Mariner, com apenas três anos de mercado, prepara-se para lançar a SLR340 Legend, uma lancha de 34 pés que marca a entrada da marca em um segmento de embarcações maiores. O anúncio foi feito com exclusividade à revista NÁUTICA, revelando um projeto que busca consolidar a presença da Ross Mariner em barcos acima de 30 pés. O lançamento oficial está previsto para abril de 2026, durante o prestigiado Rio Boat Show, que acontecerá na Marina da Glória.

    Design e Inovações da SLR340 Legend

    As primeiras imagens do projeto, divulgadas pelo designer Marcos Zenas, mostram uma lancha com T-top, um generoso solário na proa e sofás em L com detalhes em vermelho, uma assinatura visual da marca. A embarcação foi projetada para acomodar até três pessoas na cabine, além de contar com um banheiro e motorização de popa. A Ross Mariner destaca que a SLR340 Legend oferecerá uma “proposta de tamanho inigualável”, combinando estética marcante, bom aproveitamento de espaços e um toque esportivo, características que já definem o portfólio do estaleiro.

    Diferenciais Exclusivos para o Mercado

    A Ross Mariner revelou à NÁUTICA detalhes exclusivos sobre os diferenciais da SLR340 Legend. Embora a matéria original não especifique todos os detalhes mencionados, é enfatizado que o design da cabine é um dos pontos fortes, visando a diferenciação no mercado náutico. A nova lancha representa um passo importante para o CEO do estaleiro, Márcio Ishikawa, que busca expandir o alcance da marca e atrair um público que deseja embarcações maiores sem abrir mão da identidade, conforto e personalidade que a Ross Mariner já oferece.

    Um Novo Capítulo para a Ross Mariner

    Com a introdução da SLR340 Legend, a Ross Mariner não apenas amplia sua linha de produtos, mas também inaugura uma nova fase em sua estratégia de crescimento. O estaleiro, conhecido por sua capacidade de inovar mesmo sendo relativamente jovem, aposta em um projeto mais robusto para atingir novos públicos e reforçar sua posição em um mercado competitivo. A expectativa é que a lancha se torne um destaque no Rio Boat Show 2026, atraindo olhares e demonstrando o potencial do estaleiro em criar embarcações que unem performance e sofisticação.

  • Regata Buenos Aires-Rio: Clássico Argentino Aries III Representa o Brasil em Desafio de 1.200 Milhas Náuticas

    Regata Buenos Aires-Rio: Clássico Argentino Aries III Representa o Brasil em Desafio de 1.200 Milhas Náuticas

    Comandado por Marcos Soares, o Aries III, um barco de 1970, enfrenta a desafiadora travessia rumo ao Rio de Janeiro com uma tripulação eclética e o sonho de completar a prova.

    A tradicional e emblemática regata Buenos Aires-Rio, uma das mais importantes da América Latina, teve seu início neste sábado (14). Este ano, as cores brasileiras serão defendidas por uma única embarcação, que, curiosamente, tem origem argentina: o Aries III. Construído em 1970, o veleiro clássico de German Frers, sob o comando de Marcos Soares Pereira, terá a missão de completar o desafiador percurso de 1.200 milhas náuticas (aproximadamente 2 mil km).

    Um Sonho de Infância e a Persistência do Comandante

    A regata, que conecta o Yacht Club Argentino ao Iate Clube do Rio de Janeiro, acontece a cada três anos desde 1947, chegando em 2026 à sua 28ª edição. Para o capitão Marcos Soares, esta não é uma estreia. Ele já participou da Buenos Aires-Rio em duas ocasiões anteriores, enfrentando as adversidades que tornam a prova tão respeitada.

    “Muitas pessoas me perguntam por que correr uma Buenos Aires-Rio. É uma regata muito dura, normalmente com ventos contras, correntes contras, mar contra […] mas é a realização de um sonho de criança”, declarou Soares à NÁUTICA. Esse sonho, que nasceu na infância enquanto ele admirava barcos de regata internacionais, é o que agora impulsiona o Aries III em sua segunda tentativa de cruzar a linha de chegada no Rio de Janeiro.

    Desafios Superados e a Alma de um Barco Clássico

    As tentativas anteriores de Marcos Soares foram marcadas por imprevistos. Em 2019, a bordo do Viva, as velas rasgaram devido a ventos fortes, forçando um pouso em Rio Grande (RS). Já em 2023, com o Aries III, a quebra de um fuzil interrompeu a participação da equipe antes mesmo de chegar ao destino final, novamente levando-os a Rio Grande (RS).

    O Aries III competirá na classe ORC. Originalmente batizado como Recruta 2 na Argentina, o barco, apesar de modificações, mantém suas linhas clássicas e um design que atrai olhares. “É como estar em um Cadillac. Tem que passar marcha, não é automático. Mas dá um prazer muito grande”, compara o capitão. Com 12 toneladas, o barco é mais pesado que embarcações modernas de mesmo porte, mas carrega a “alma” e a história de seus antigos comandantes. Há relatos de que sua construção foi finalizada dentro de um navio a caminho de uma prestigiada regata internacional.

    Tripulação Eclética e a Meta de Concluir a Prova

    A tripulação do Aries III é composta por cinco homens, um número considerado abaixo do padrão, mas que, segundo Marcos Soares – que acumula as funções de capitão e cozinheiro –, otimiza o conforto a bordo. Ao seu lado estão o português Miguel Pimentel dos Anjos, seu “parceiro sexagenário” vindo da Austrália; Vinícius Melo, um navegador iniciante vindo de esportes radicais; José Guilherme, de 30 anos, experiente e proprietário de outro barco clássico; e Breno Osthoff, o mais jovem da equipe, apelidado de Pavarotti, que atuará como proeiro.

    A expectativa da equipe é conservadora: concluir a regata entre 10 e 12 dias de navegação. “Esperamos correr bem a regata. Na realidade, a intenção é completar mais do que qualquer outra coisa, sem ninguém machucado, sem barco quebrado”, ressaltou o comandante. A meta é chegar bem ao Rio de Janeiro, “fazendo o melhor que pudermos, sempre colocando o barco para andar na sua melhor condição”.

  • Carnaval Náutico no Brasil: Descubra Destinos Paradisíacos para Fugir da Folia Terrestre

    Angra dos Reis (RJ): Charme e Movimento nas Águas Cariocas

    Para quem sonha com águas cristalinas e paisagens de tirar o fôlego, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, é um convite irrecusável. A Ilha Botinas se destaca como um refúgio de tranquilidade, ideal para pernoitar a bordo e desfrutar da natureza intocada. A poucos quilômetros, a badalada Praia do Dentista pulsa com a energia do Carnaval náutico, reunindo centenas de embarcações em um cenário vibrante. Navegar entre esses dois paraísos é uma experiência única, com trajetos que variam de 15 minutos a duas horas, dependendo da embarcação.

    Santa Catarina: Mergulho e Serenidade em Ilhas Exuberantes

    No litoral catarinense, a Ilha do Arvoredo encanta mergulhadores com sua reserva biológica e águas de visibilidade impressionante, permitindo a observação de rica vida marinha. O lado sul da ilha oferece pontos seguros para fundeio, respeitando as normas ambientais. Outro tesouro catarinense é a Caixa d’Aço, uma enseada naturalmente protegida que garante águas calmas e um ambiente perfeito para confraternizar a bordo, cercado por outras embarcações.

    Bahia: A Baía de Todos-os-Santos e a Tranquilidade em Meio à Festa

    Mesmo em Salvador, o epicentro da folia baiana, é possível encontrar refúgios náuticos. A Ilha dos Frades, no coração da Baía de Todos-os-Santos, oferece pontos de ancoragem mais sossegados e paisagens deslumbrantes. A Praia da Viração, com suas águas verde-esmeralda, atrai menos embarcações, proporcionando um ambiente mais íntimo. A própria Baía de Todos-os-Santos é um convite à contemplação, especialmente à noite, quando as águas calmas refletem o céu estrelado, criando um espetáculo único.

    Represa de Jurumirim (SP) e Capitólio (MG): Lazer a Bordo Longe do Mar

    Para quem prefere águas doces, a Represa de Jurumirim, em São Paulo, oferece um cenário idílico para o Carnaval. Com paisagens que mesclam fazendas e áreas rurais, o local é perfeito para relaxar a bordo e apreciar o pôr do sol. Já Capitólio, em Minas Gerais, conhecido como o “Mar de Minas”, convida a explorar o Lago de Furnas de lancha, visitar cachoeiras acessíveis apenas por barco e desfrutar de paisagens grandiosas. É recomendável garantir reservas com antecedência devido à alta temporada.

    Destinos Fluviais e Insulares: Explorando o Rio Paraná e a Coroa do Avião

    A lista de opções náuticas para o Carnaval se estende a destinos fluviais, como o Rio Paraná, em Porto Rico (PR), que oferece atividades como mergulho, pesca e áreas de praia fluvial. No Nordeste, a Coroa do Avião, em Pernambuco, é uma ilhota encantadora que se tornou cartão-postal, ideal para quem busca cenários paradisíacos a bordo. Outras joias como a Praia d’As Ilhas (SP) completam o leque de opções para um Carnaval inesquecível sobre as águas.