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  • Antonie Albeau: Conheça o Campeão de Windsurf que Quase Alcançou 100 km/h e Quebra Recordes Mundiais

    Dominando os Ventos e a Velocidade

    No mundo dos esportes de velocidade à vela, o vento é um fator crucial, mas a habilidade e o conhecimento técnico do atleta são indispensáveis para alcançar o máximo desempenho. O francês Antonie Albeau é a prova viva disso, acumulando recordes mundiais e demonstrando um domínio impressionante sobre o windsurf, esporte que combina uma prancha de surf com uma vela.

    Recorde de Velocidade Impressionante

    O atual recorde de velocidade em windsurf pertence a Albeau desde 1º de dezembro de 2024. Durante o campeonato Lüderitz Speed Challenge, realizado na Namíbia, ele atingiu a marca de 53,49 nós, o que equivale a impressionantes 99,06 km/h. Essa façanha o coloca na vanguarda do esporte, beirando a barreira dos 100 km/h.

    Inovação e Busca por Novos Recordes

    Paralelamente à sua carreira de atleta, Albeau está envolvido no Zephir Project, uma iniciativa que ele cofundou com o objetivo de otimizar a performance no windsurf e quebrar novos recordes. O projeto une tecnologia de ponta com processos e materiais ecológicos, onde Albeau atua como o principal testador das inovações desenvolvidas por Marc Amerigo, outro cofundador.

    Trajetória de Conquistas e Recordes Mundiais

    A trajetória de Antonie Albeau no Guinness World Records começou em 2008, quando registrou 49,09 nós (90,91 km/h). Desde então, ele superou seus próprios recordes em três ocasiões: em 2012, atingiu 52,05 nós (96,39 km/h); em 2015, alcançou 53,27 nós (98,65 km/h). Em 2024, consolidou o recorde de velocidade mais rápida em windsurf em 10 m² (categoria masculina), mas seu olhar já se volta para ultrapassar os 100 km/h. Além disso, Albeau detém o recorde de maior velocidade registrada por um homem em windsurf em uma milha náutica (1.852 metros), com 44,12 nós (81,71 km/h), estabelecido na França em 2023 e verificado pelo Conselho Mundial de Recordes de Velocidade em Vela (WSSRC).

  • St. Barts: O Refúgio de Bilionários no Caribe Onde Megaiates Dominam a Paisagem e o Luxo é Lei

    Um Paraíso Náutico e de Ultraluxo

    St. Barthélemy, conhecida carinhosamente como St. Barts, transcende a definição de paraíso caribenho. A ilha, que ostenta o metro quadrado mais caro da região, é a personificação da união perfeita entre a grandiosidade náutica e o ultraluxo, servindo como um refúgio cobiçado por bilionários e seus suntuosos iates.

    A celebração do Ano Novo de 2025-2026 evidenciou o status da ilha, reunindo impressionantes 226 iates, um aumento de 33% em relação ao ano anterior. Este crescimento não se limita apenas ao número de embarcações, mas também às suas dimensões, com o comprimento médio saltando de 54,86 metros em 2024 para 56,82 metros em 2025. St. Barts funciona, de fato, como uma vitrine para os maiores iates do planeta.

    Além do espetáculo náutico, a ilha atrai visitantes endinheirados pela promessa de privacidade. Celebridades como Jeff Bezos, Bill Gates e Michael Jordan, assim como estrelas de Hollywood como Madonna, Beyoncé e Leonardo DiCaprio, escolhem St. Barts para suas comemorações de Réveillon, desfrutando de um ambiente onde a riqueza pode ser exibida sem o assédio de fãs ou a necessidade constante de seguranças.

    De Descoberta de Colombo a “Clube dos Bilionários”

    A história de St. Barts remonta a 1493, quando Cristóvão Colombo a batizou em homenagem ao seu irmão. No entanto, o glamour que hoje a define é um fenômeno mais recente. A ilha, que só recebeu energia elétrica em 1961, experimentou seu primeiro grande impulso na década de 1980 com a visita de David Rockefeller. O herdeiro da fortuna dos Rockefeller adquiriu uma vasta área e a transformou em seu “oásis particular”, atraindo outros magnatas e moldando a ilha em um exclusivo “clube dos bilionários” em busca de tranquilidade.

    Desde que passou a pertencer à França em 1877, St. Barts tornou-se cada vez mais exclusiva. A alta demanda impulsionou os valores imobiliários a patamares inatingíveis para muitos moradores locais, levando a uma sutil, mas perceptível, migração de gerações mais novas. Apesar disso, mercados e comércios tradicionais ainda resistem, convivendo lado a lado com boutiques de luxo, permitindo que visitantes com orçamentos menos robustos também desfrutem da ilha.

    A Logística do Luxo: Céu e Mar

    A infraestrutura que suporta o intenso turismo náutico de St. Barts não reside na própria ilha, mas na vizinha St. Martin. O aeroporto de St. Martin, famoso por sua pista de pouso curta e desafiadora, serve como porta de entrada para grandes aeronaves. De lá, os visitantes se deslocam para St. Barts por meio de voos curtos em pequenas aeronaves ou embarcações.

    A chegada de avião a St. Martin é uma experiência à parte, com a pista exigindo precisão dos pilotos para desviar de uma colina e pousar antes de chegar ao mar. No entanto, a experiência náutica é a forma mais emblemática de chegar a St. Barts. Lanchas rápidas e veleiros oferecem trajetos cênicos a partir de St. Martin, culminando na chegada à baía adornada por megaiates.

    A Perspectiva de um Brasileiro no Paraíso

    Guilherme Guimarães, um brasileiro que vive há 22 anos no Caribe, compartilha sua visão de St. Barts durante o Réveillon. Para ele, a virada do ano em meio a superiates como o Koru (de Jeff Bezos) e o Christina O (da família Onassis) é uma tradição familiar e uma experiência única a cada ano.

    “A pessoa que quer glamour tem que ir no Natal e no Ano Novo. Ela vai ver o auge do top”, afirma Guimarães. Ele descreve os desfiles de barcos, as festas a bordo e a possibilidade de cruzar com celebridades pelas ruas da ilha. No entanto, ele ressalta que o verdadeiro encanto de St. Barts, para quem aprecia a cultura náutica de forma mais autêntica, reside fora da alta temporada. “A gente curte quando é baixa estação”, confessa, referindo-se ao verão caribenho, quando a ilha se esvazia e a tranquilidade retorna.

    Investimento no Luxo: Valores e Experiências

    Visitar St. Barts durante a alta temporada exige um investimento considerável. O aluguel de um iate de 100 pés pode ultrapassar os US$ 100 mil por semana, sem contar custos adicionais. Para passeios mais curtos, uma lancha de 50 pés custa entre US$ 5 mil e US$ 6 mil por dia.

    A experiência gastronômica também reflete o luxo da ilha. Uma refeição no renomado Nikki Beach pode custar até 20 mil euros apenas pelo direito de sentar à mesa. A hospedagem acompanha essa tendência, com quartos de hotel a partir de 600 euros por dia e vilas de luxo alcançando valores entre 3 mil e 5 mil euros a noite.

    St. Barts se consolida, portanto, como um destino para aqueles que desejam viver a experiência de um bilionário, ou para aqueles que já fazem parte desse seleto grupo, desfrutando de restaurantes requintados, vida noturna vibrante e paisagens deslumbrantes, tudo isso sob o domínio imponente dos megaiates.

  • Aleixo Belov, o Navegador de 83 Anos, Retorna a Salvador Neste Sábado (28) Após Sexta Volta ao Mundo Histórica Pela Passagem Nordeste

    Aleixo Belov, o Navegador de 83 Anos, Retorna a Salvador Neste Sábado (28) Após Sexta Volta ao Mundo Histórica Pela Passagem Nordeste

    Comandante ucraniano-brasileiro consolida feitos inéditos em expedição desafiadora a bordo do veleiro-escola Fraternidade, culminando em recepção aberta ao público.

    Salvador se prepara para testemunhar um momento histórico neste sábado, 28 de outubro. O renomado navegador Aleixo Belov, ucraniano naturalizado brasileiro e figura icônica das navegações de longa distância, retorna à capital baiana para celebrar a conclusão de sua sexta volta ao mundo. A expedição, que partiu de Salvador em 12 de abril de 2025, é marcada por um feito extraordinário: a conquista da temida Passagem Nordeste, uma das rotas marítimas mais complexas do planeta, realizada aos 83 anos.

    Recepção Emocionante no 2º Distrito Naval

    A chegada de Belov e sua tripulação está programada para as 9h no 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil. O evento, aberto ao público mediante retirada de ingressos gratuitos e limitados via Sympla, promete uma manhã repleta de emoção, música e relatos inspiradores da expedição. Serão exibidas também produções cinematográficas capturadas durante a travessia, que o próprio comandante sugere ser sua última circum-navegação.

    Uma Carreira de Seis Voltas ao Mundo e Superação

    A trajetória de Aleixo Belov no universo náutico é vasta, com suas seis voltas ao mundo sendo apenas um resumo de suas inúmeras vivências. Sua jornada de circum-navegação teve início na década de 1980, em solitário, a bordo do veleiro Três Marias. As primeiras três voltas ocorreram entre 1980-1981, 1986-1987 e 2000-2001. A partir da quarta circum-navegação (2010-2011), Belov passou a utilizar o veleiro-escola Fraternidade, embarcação construída por ele mesmo. A quinta jornada foi completada em 2016.

    A Passagem Nordeste: O Desafio Supremo aos 83 Anos

    A mais recente, e possivelmente última, volta ao mundo de Belov, a bordo do Fraternidade, representou o maior desafio de sua carreira. A conquista da Passagem Nordeste, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico através do Ártico, é uma rota usualmente percorrida por grandes navios comerciais e quebra-gelos. Belov, no entanto, demonstrou que a experiência e a preparação da tripulação podem superar as adversidades do gelo, das intempéries e da burocracia local. “Esse foi o maior desafio da minha vida. Tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos”, declarou Belov após a proeza.

    Um Legado para a Navegação Brasileira

    Com o retorno a Salvador, cidade onde construiu sua vida e história, Aleixo Belov encerra mais um capítulo marcante na navegação brasileira. Aos 83 anos, ele volta ao ponto de partida após cruzar uma das rotas mais temidas do planeta, reafirmando seu nome entre os maiores navegadores da história. Se esta for, de fato, sua última volta ao mundo, Belov escolheu um final à altura de sua impressionante carreira.

  • Brasil Rumo ao Milhão: País se Aproxima de 1 Milhão de Embarcações Registradas, Lazer Lidera Frota

    Brasil em Rota de Colisão com um Milhão de Barcos

    O cenário náutico brasileiro está prestes a atingir um marco histórico. Dados recentes da Marinha do Brasil indicam que o país caminha para registrar seu milionésimo barco oficial. No final de janeiro, o levantamento apontava para mais de 990 mil embarcações inscritas, uma marca que deve ser superada ainda este ano. O número consolidado abrange 68 categorias distintas, distribuídas pelos oito distritos navais do país.

    São Paulo Lidera com Vantagem e o Lazer no Comando

    Com aproximadamente 990,9 mil barcos registrados até o momento, São Paulo se destaca como o estado com a maior frota, somando mais de 240 mil embarcações, o que representa 24% do total nacional. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com cerca de 110 mil unidades, e Paraná, com 95 mil. A preferência nacional recai sobre as embarcações de esporte e recreio, que totalizam mais de 661 mil modelos. São Paulo também lidera nesse segmento, com 197 mil unidades, seguido por Paraná (78 mil) e Rio de Janeiro (69,4 mil).

    O Que Define uma Embarcação Segundo a Marinha?

    A Marinha do Brasil, sob a Normam 212, define embarcação como “qualquer construção, inclusive as plataformas flutuantes e as fixas quando rebocadas, sujeita a inscrição na Autoridade Marítima e suscetível de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando pessoas ou cargas”. Essa definição ampla inclui desde caiaques e canoas até rebocadores, desde que possuam cadastro e título de inscrição expedidos pela autoridade marítima.

    Iates e Veleiros: Um Olhar Sobre Categorias Específicas

    No segmento de iates, o Brasil conta com 679 unidades registradas, sendo 213 delas concentradas no Rio de Janeiro, estado que também detém a maior frota de veleiros do país, com 6,6 mil unidades. O relatório, organizado por órgão responsável, tipo de embarcação, unidade federativa e fabricante, oferece um panorama detalhado do crescente interesse dos brasileiros pelo mar e pelas atividades náuticas.

  • Schaefer Yachts Revela Duas Lanchas Inéditas e Oito Modelos de Destaque no Rio Boat Show 2026

    Novidades e Clássicos em Destaque

    O Rio Boat Show 2026, que ocorrerá de 11 a 19 de abril na icônica Marina da Glória, no Rio de Janeiro, promete ser palco de grandes lançamentos no mercado náutico. Entre os expositores confirmados está a Schaefer Yachts, um dos estaleiros de maior prestígio no Brasil e com reconhecimento internacional. A marca catarinense levará oito de seus modelos para a Baía de Guanabara, com embarcações que variam de 34 a 77 pés. Destaque especial para as estreias absolutas no evento carioca: a Schaefer V34 e a Schaefer 380.

    Conheça as Estreantes

    A Schaefer V34, inspirada no sucesso da V33, chega com inovações no hard-top, layout, bancos de pilotagem e um moderno sistema de cozinha com balcão gourmet, churrasqueira elétrica, pia e geleira. No convés inferior, mantém a estrutura de cabine da V33, com cama, banheiro completo e armários. Na proa, um solário convida ao relaxamento, e o posto de comando conta com dois bancos individuais.

    Já a Schaefer 380, com 11,80 metros de comprimento, se destaca por suas duas varandas retráteis, praça de popa totalmente integrada ao cockpit e um interior aconchegante com pé direito de 1,90 metro. A embarcação oferece passagem interna com acesso à proa e tem capacidade para acomodar até 14 pessoas durante o dia e quatro para pernoite.

    Portfólio Completo no Salão

    Além das novidades, a Schaefer Yachts apresentará ao público carioca outros modelos que já conquistaram o mercado. Entre eles estão a imponente Schaefer 770 (23,53 metros), descrita como uma casa flutuante com quatro suítes e ofurô no flybridge; a Schaefer 660 (20,08 metros), com diferenciais como móvel gourmet embutido e plataformas laterais dobráveis; e a recém-lançada Schaefer 600, com plataforma de popa submersível e amplo flybridge.

    Completam a lista a sofisticada Schaefer 510 GT, conhecida por oferecer três suítes em sua categoria; a Schaefer 450, que impressiona pela sensação de amplitude e soluções de engenharia de modelos maiores; e a aclamada Schaefer V44, projetada para o mercado americano e conhecida por ter sido escolhida pela modelo Gisele Bündchen.

    Rio Boat Show: O Maior Evento Náutico da América Latina

    O Rio Boat Show 2026 chega à sua 27ª edição consolidado como o principal evento náutico da América Latina. Realizado na Marina da Glória, o salão náutico reúne, de 11 a 19 de abril, as mais importantes marcas do setor, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer embarcações de diversos portes, equipamentos, acessórios e serviços. Além da exposição, o evento proporciona experiências imersivas no universo náutico, como test-drives, batismos de mergulho, o tradicional Desfile de Barcos noturno e palestras no NÁUTICA Talks.

  • Mubadala Brazil SailGP Team busca resultados na Austrália antes da inédita etapa no Rio de Janeiro

    Nova Formação para Desafio em Sydney

    O Mubadala Brazil SailGP Team se prepara para a terceira etapa da temporada 2024/2025 do SailGP, que acontece em Sydney, na Austrália, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março. A equipe brasileira, atualmente na 12ª colocação, enfrentará condições desafiadoras com a previsão de ventos leste, conforme alertou a capitã Martine Grael. Para esta etapa, a equipe contará com uma nova formação: Richard Mason assume como estrategista, substituindo Paul Goodison. Jeremy Wilmot, multicampeão australiano, ocupará a posição de Pietro Sibello, que retorna à Itália por motivos pessoais. A tripulação brasileira conta ainda com Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como grinders.

    Evolução e Expectativas para a Etapa Australiana

    A última etapa em Auckland, também na Austrália, foi marcada por ventos extremos e um grave acidente. Apesar disso, o time brasileiro demonstrou evolução, conquistando dois 5º lugares no segundo dia de regatas. A disputa em Sydney é vista como uma oportunidade crucial para a equipe buscar consistência, ganhar confiança e embalo para a tão esperada corrida em casa.

    SailGP Chega Pela Primeira Vez à América do Sul no Rio de Janeiro

    Após a parada em Sydney, o foco se volta para um marco histórico: a estreia do SailGP na América do Sul com o Enel Rio Sail Grand Prix, nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara. A competição, que havia sido cancelada em 2025, representa um momento especial para a equipe e para a modalidade no Brasil. “Competir em casa será um momento muito especial para nós”, destacou Martine Grael, ressaltando a expectativa de velejar diante de amigos, família e da torcida brasileira.

    Transmissão e Ingressos para o Rio Sail Grand Prix

    As regatas do KPMG Sydney Sail Grand Prix serão transmitidas ao vivo para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports, com início nas madrugadas de 27 e 28 de fevereiro, às 3h30 (horário de Brasília). Os ingressos para o Enel Rio Sail Grand Prix, que promete ser um evento memorável, já estão à venda, convidando o público a vivenciar a emoção da vela de alta performance em solo brasileiro.

  • Competição Global de Barcos Ecológicos em Mônaco Testa Tecnologia de Ponta para o Futuro da Navegação

    Competição Global de Barcos Ecológicos em Mônaco Testa Tecnologia de Ponta para o Futuro da Navegação

    43 Equipes Universitárias de 21 Nações se Reúnem no Principado para Acelerar a Transição Energética no Setor Náutico

    Um Laboratório Vivo para a Inovação Sustentável

    O prestigiado Principado de Mônaco se transformou em um epicentro de inovação náutica com a realização da 13ª edição do Monaco Energy Boat Challenge. O evento, que ocorrerá de 8 a 11 de julho de 2026, reunirá 43 equipes de estudantes de 21 países em um ambiente controlado para testar e desenvolver tecnologias de propulsão de zero emissões e navegação autônoma. Organizado pelo Yacht Club de Mônaco, com o apoio da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco e parceiros industriais como UBS, BMW e SBM Offshore, o desafio é descrito como um “laboratório” para “acelerar a transição energética” no setor marítimo.

    Protótipos Inovadores e Competição Amigável

    A competição é focada em equipes universitárias que dedicam anos ao desenvolvimento de protótipos de barcos movidos por fontes de energia alternativas. As regatas, realizadas na costa da Riviera Francesa, frequentemente apresentam desafios técnicos, mas a camaradagem entre as equipes é notável, com competidores prestando auxílio uns aos outros. O objetivo comum é impulsionar a descarbonização prática no universo náutico, superando a rivalidade esportiva. Construtores e designers de iates, muitos com sede em Mônaco, marcam presença para oferecer suporte, orientação e patrocínio, além de observar as inovações que podem moldar o futuro da indústria.

    Plataforma de Conhecimento e Colaboração Aberta

    Bernard d’Alessandri, Secretário-Geral e Diretor do Yacht Club de Mônaco, destaca a “diversidade de perfis e culturas” e o formato “open-source” como pilares do sucesso do evento. Essa abordagem garante que todas as soluções propostas sejam acessíveis a todos, promovendo a troca de conhecimento e a colaboração. Mais de mil estudantes e jovens engenheiros participam ativamente na concepção e refinamento dos protótipos, avançando de provas de conceito para sistemas mais maduros e próximos da aplicação comercial. A frota de 2026 reflete o estado atual da propulsão alternativa: 33 embarcações utilizam sistemas elétricos a bateria, nove incorporam tecnologias de hidrogênio e uma opera com metanol, oferecendo uma comparação direta de diferentes estratégias energéticas.

    Diversidade de Categorias e o Futuro da Navegação Autônoma

    As equipes competem em quatro categorias distintas, cada uma focada em um aspecto da navegação sustentável. A Classe AI, introduzida em 2025, é o segmento de crescimento mais rápido, com 11 equipes focadas em autonomia e inteligência a bordo. Essas embarcações devem operar com altos níveis de autogestão, combinando sensores, sistemas de controle e algoritmos avançados. A Classe Energy continua sendo a espinha dorsal do evento, atraindo 26 equipes. A Classe SeaLab, com seis inscritos, abre espaço para abordagens menos convencionais, como o protótipo movido a metanol. Além dos protótipos estudantis, a Classe Open Sea permite que fabricantes apresentem soluções de zero emissões já certificadas e prontas para o mercado. O evento também inclui apresentações técnicas, compartilhamento de dados open-source e um fórum de empregos, conectando talentos com empresas do setor marítimo, consolidando Mônaco como um centro vital para o desenvolvimento de embarcações sustentáveis.

  • Joia Náutica da Renault de 1961 Surpreende em Leilão, Arrecadando Triplo do Valor Estimado

    Um Legado Inesperado nas Águas

    A fabricante de automóveis francesa Renault, conhecida por seus veículos terrestres, demonstrou em 1961 que sua engenhosidade também podia navegar. Lançado naquele ano, o Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II” é uma embarcação que, décadas depois, ressurgiu para provar seu valor. A relíquia náutica foi recentemente leiloada em Paris pela casa Artcurial, superando todas as expectativas e alcançando um valor de arremate de 6.020 euros, aproximadamente R$ 36,7 mil na cotação de fevereiro de 2026. Este valor representa o triplo do estimado pela casa de leilões, que variava entre mil e 2 mil euros.

    Conheça o “Barracuda II”: Um Runabout Clássico

    O “Barracuda II” se enquadra na categoria de runabout, um tipo de barco aberto, rápido e ágil, ideal para passeios e esportes aquáticos, geralmente com tamanho entre 16 e 30 pés. O projeto da Renault foi uma colaboração com os renomados Chantiers Navals de l’Atlantique, um estaleiro francês com expertise em construções complexas e offshore. A embarcação se destaca por seu casco laminado de poliéster, composto por duas seções moldadas e montadas sobre uma estrutura de espuma plástica, garantindo rigidez e flutuabilidade. O design do casco foi pensado para oferecer excelente proteção na proa, alta velocidade e notável estabilidade em curvas, segundo a análise da Artcurial.

    Detalhes que Encantam e a História Por Trás

    Em excelente estado de conservação original, o “Barracuda II” exibe um para-brisa panorâmico, um visual esportivo acentuado pelas cores vermelho e branco, e um motor de popa Dauphine Gordini de 40 cv, capaz de atingir cerca de 50 km/h. Embora o motor necessite de manutenção, o toque vintage se estende ao painel de instrumentos com tecnologia OS Marine, completo com conta-giros e indicadores de temperatura e combustível, além de um clássico volante Ondine. Com menos de 400 kg e capacidade para até cinco passageiros, a embarcação é um ícone de sua época. A história do barco inclui passagens pelas mãos de Jacques Pottier em 1966 e seu filho, que a vendeu para uma coleção em 1997, já com restaurações e revisões mecânicas parciais.

    Um Sucesso Tardio, um Legado Duradouro

    Apesar de seu sucesso no leilão atual, o Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II” não obteve o mesmo êxito comercial na década de 1960, levando a Renault a encerrar sua produção em 1963. Contudo, a história desta rara embarcação continua a ser escrita, e com a devida inspeção de casco e revisão do motor, o “Barracuda II” promete voltar a navegar, encantando novos proprietários e entusiastas da história náutica e automotiva.

  • Velejador Francês Desafia o Planeta: Guirec Soudée Busca Volta ao Mundo “Ao Contrário” em Busca de Recorde Histórico

    Um Desafio Inédito na Vela

    O mundo da vela se volta para uma façanha extraordinária: o velejador francês Guirec Soudée embarcou em uma aventura para dar a volta ao mundo em solitário, mas com um diferencial que torna a missão ainda mais árdua – ele está navegando “ao contrário”. A proposta é seguir o caminho inverso da renomada Vendée Globe, uma das mais desafiadoras regatas de volta ao mundo em solitário e sem escalas. Na prática, isso significa enfrentar ventos e correntes contrárias, uma jornada que testa os limites da resistência e da perícia náutica.

    Soudée iniciou esta jornada épica em 23 de dezembro de 2025, a bordo do potente trimarã Ultim MACSF. Navegando contra a maré, no sentido oeste-leste, ele se encontra em uma constante batalha contra os elementos. A rota planejada exige a navegação de impressionantes 40 mil milhas náuticas, um percurso significativamente mais longo que as tradicionais 25 mil milhas da Vendée Globe.

    A Lógica da Rota Invertida

    A aparente contradição de uma rota mais longa ao fazer o caminho inverso se explica pela dinâmica da navegação a vela. Impossibilitado de seguir em linha reta devido à direção do vento, Guirec Soudée precisa realizar manobras estratégicas. Para contornar cabos e atravessar oceanos, o velejador precisará manter um ângulo de 45° em relação ao vento, aumentando consideravelmente a distância percorrida.

    Apesar dos desafios inerentes, o desempenho de Soudée tem sido notável. Após 63 dias de navegação, ele já ultrapassou o Cabo Leeuwin, na Austrália, e segue em direção ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. O progresso do velejador pode ser acompanhado em tempo real através do site oficial da expedição.

    Em Busca de um Novo Recorde

    O recorde atual de volta ao mundo à vela no sentido contrário pertence ao francês Jean Luc Van Den Heede, que completou a façanha em um monocasco em 122 dias e 14 horas, em 2004. Desde então, a marca permanece inalterada. Tentativas anteriores em multicascos, como as de Yves Le Blevevem (2017) e Romain Pilliard e Alex Pella (2021), não obtiveram sucesso.

    Guirec Soudée demonstra confiança em superar este desafio: “Sinto-me pronto para quebrar este recorde”, afirma o velejador. Sua determinação é reforçada pela escolha do equipamento ideal.

    O Barco: Uma Máquina de Recordes

    O trimarã Ultim MACSF, anteriormente conhecido como Sodebo Ultim, tem um histórico impressionante. Sob o comando de Thomas Coville, ele estabeleceu o recorde de volta ao mundo mais rápida em um veleiro em 2016, completando a circunavegação em solitário em apenas 49 dias, 3 horas e 7 minutos. A combinação da experiência de Soudée com a performance comprovada do barco sugere que este pode ser o prenúncio de um novo capítulo na história da vela.

    A jornada de Soudée não é isenta de perigos. Em seu diário de bordo, ele relata momentos de alta tensão, como a navegação em águas australianas divididas com plataformas de petróleo e navios de carga, exigindo vigilância constante. A comunicação com outras embarcações também se mostra um desafio, pois muitos capitães não estão acostumados a encontrar trimarãs em alta velocidade em certas rotas.

    Apesar dos obstáculos, Guirec Soudée está no caminho certo para reescrever os livros de recordes da vela, provando que, mesmo navegando na contramão do mundo, é possível traçar um destino de glória.

  • Circuito de Regatas Marina Itajaí 2026: Mais de 500 velejadores esperados em 7 etapas no litoral catarinense

    Iniciação e Competição: Vela para Todos os Níveis

    A 4ª edição do Circuito de Regatas Marina Itajaí está pronta para agitar as águas do Sul do Brasil. Com um cronograma ambicioso de sete etapas, o evento tem como meta reunir mais de 500 velejadores, abrangendo diversas classes e níveis de experiência. A competição se estenderá por quatro importantes cidades do litoral catarinense: Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Florianópolis. A largada oficial da primeira etapa está marcada para este sábado, dia 28.

    Um Estímulo à Náutica e ao Turismo Local

    Mais do que uma simples competição, o circuito foi idealizado com o propósito de fomentar a prática dos esportes náuticos e contribuir ativamente para o desenvolvimento da modalidade de vela no estado de Santa Catarina e em todo o país. A iniciativa busca não apenas aprimorar o cenário esportivo, mas também impulsionar o turismo nas regiões por onde passa, além de oferecer experiências memoráveis que vão além do aspecto competitivo.

    Diversidade de Embarcações e Participantes

    O evento se destaca por sua proposta inclusiva, acolhendo um amplo espectro de velejadores e embarcações. “O circuito não é apenas para grandes veleiros ou atletas de alta performance. Ele foi pensado para diferentes classes e perfis, incentivando tanto quem já navega quanto quem deseja competir pela primeira vez”, afirma Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, a entidade organizadora do circuito. As regatas serão abertas para as classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e BICO DE PROA (A e B).

    Inscrições e Informações Adicionais

    Para participar do Circuito de Regatas Marina Itajaí 2026, os interessados devem preencher o formulário oficial de inscrição e realizar a doação de uma cesta básica na Marina Itajaí. Há uma taxa de inscrição de R$150 por tripulante para todo o circuito, com a possibilidade de adicionar mais tripulantes nas etapas subsequentes. O aviso de regatas completo está disponível para consulta, oferecendo todos os detalhes necessários para a participação.