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  • Tripulação 100% feminina completa volta ao mundo em 57 dias e encerra hiato de 27 anos

    Histórico Preenchido: A Jornada Triunfal da Tripulação Feminina

    Uma cicatriz que persistia há quase três décadas na história da vela foi finalmente fechada. Em um feito notável, a tripulação 100% feminina, liderada por Alexia Barrier a bordo do veleiro IDEC Sport, completou uma volta ao mundo sem escalas em um multicasco. A aventura, que durou 57 dias, 21 horas e 20 minutos, não apenas estabeleceu um novo tempo a ser batido, mas também representou uma reparação histórica para o esporte feminino.

    Um Sonho Reinventado Após 27 Anos de Espera

    Em 1999, o sonho de Tracy Edwards e sua equipe de dez mulheres de completar uma volta ao mundo sem escalas foi tragicamente interrompido quando o mastro de seu veleiro cedeu. Por 27 anos, o vácuo de uma tentativa bem-sucedida permaneceu, até que Alexia Barrier e sua equipe de oito velejadoras de sete nacionalidades distintas reascenderam a chama. A conquista do IDEC Sport, embora não tenha batido o recorde do troféu Júlio Verne — atualmente detido pelo Sodebo Ultim 3 com 40 dias —, solidificou seu lugar na história como a primeira tripulação inteiramente feminina a alcançar tal feito em um multicasco.

    Desafios Superados: Da Maré de Azar à Resiliência Inabalável

    A jornada não foi isenta de percalços. Logo no início, no Atlântico, um defeito no “gancho” que fixa a vela mestra ao mastro forçou a tripulação a realizar ajustes manuais de centenas de quilos de velas a cada mudança de vento, uma tarefa árdua e de alto risco. A situação se agravou no Oceano Pacífico, quando uma rede de pesca gigante se enroscou na quilha, reduzindo drasticamente a velocidade da embarcação e forçando uma perigosa manobra de ré para remoção. Para piorar, a quilha ficou presa, obrigando a equipe a continuar a viagem sem esse componente vital.

    Cabo Horn e a Reta Final: A Prova de Fogo da Tripulação

    A passagem pelo Cabo Horn apresentou ondas de 8 metros e ventos de 50 nós, testando a coragem e a habilidade da tripulação, que já navegava com a vela mestra danificada. A superação deste marco, antes mesmo de completar a volta ao mundo, já era inédita para uma tripulação feminina em multicasco sem escalas. Na reta final, no Atlântico Norte, a vela mestra rasgou-se completamente, exigindo improviso com costuras para continuar a navegação sob ventos fortes. A perda da quilha tornou o piloto automático instável, forçando revezamentos manuais no leme até a linha de chegada. Mesmo a chegada da Tempestade Ingrid foi enfrentada com configurações mínimas de velas e turnos exaustivos. Nada disso, contudo, impediu que essas oito mulheres reescrevessem a história da vela.

  • Família Schurmann: A bordo do veleiro Kat em Fernando de Noronha, conheça o lar sustentável que completou a 4ª volta ao mundo

    O Reencontro em Fernando de Noronha

    Fernando de Noronha se tornou palco de um momento especial: a Família Schurmann, recém-chegada da sua quarta volta ao mundo, recebeu a equipe do Bombarco a bordo do seu lar e instrumento de expedições, o veleiro Kat. A visita, realizada em meio à beleza estonteante do arquipélago, marcou o reencontro da família com a ilha, um local com forte conexão histórica para eles desde a década de 1980. A parada em Noronha foi estratégica, servindo como um merecido descanso após quatro anos contínuos de navegação oceânica.

    Conheça o Veleiro Kat: Um Lar Flutuante e Laboratório Sustentável

    Construído ao longo de dois anos e meio, o Kat não é apenas um veleiro, mas sim uma residência projetada para a vida em alto mar e para a realização de expedições científicas. A bordo, Wilhelm Schurmann, filho do casal Vilfredo e Heloísa, detalhou a impressionante estrutura técnica da embarcação. Heloísa Schurmann, por sua vez, destacou o Kat como um lar e um exemplo vivo de práticas sustentáveis. O veleiro conta com sistemas avançados de filtragem de água e tratamento integral de esgoto, garantindo que todo efluente seja devolvido ao oceano sem poluição. Cada cabine, batizada com o nome de um animal marinho, reforça a identidade do projeto Voz dos Oceanos.

    Inovações em Sustentabilidade e Autonomia

    O Kat impressiona pelas suas soluções inovadoras voltadas para a sustentabilidade e autonomia. Um centro de reciclagem a bordo, equipado com compactadora de resíduos e uma máquina que transforma vidro em areia, minimiza o impacto ambiental durante as longas travessias. A autonomia hídrica é garantida por um dessalinizador capaz de produzir até 200 litros de água por hora, permitindo longos períodos longe da terra firme. A engenharia do barco também se destaca pela quilha retrátil, que permite ajustar o calado de cinco para dois metros, viabilizando o acesso a áreas costeiras rasas que seriam inacessíveis para embarcações de seu porte. Em caso de navegação oceânica, a quilha totalmente baixada, com cerca de 27 toneladas, confere estabilidade excepcional.

    Tecnologia e Projeto de Ponta

    A casa de máquinas do Kat abriga dois motores potentes, sistemas hidráulicos redundantes e circuitos elétricos robustos. A proa é equipada com três âncoras, um guincho hidráulico e um plano vélico de alta performance, com mastro principal de 30 metros e velas de grande área projetadas para otimizar a navegação mesmo em ventos fracos. O projeto estrutural do veleiro leva a assinatura de Horácio Carabelli, com diversas soluções aprimoradas na prática durante as expedições, incluindo navegações desafiadoras até a Antártica.

    O Projeto Voz dos Oceanos: Um Legado de Conscientização

    Em paralelo à apresentação do veleiro, a conversa com Vilfredo e Heloísa Schurmann aprofundou o projeto Voz dos Oceanos. Nascido após a impactante expedição Oriente, quando a família se deparou com uma praia coberta de plástico em uma ilha desabitada nas Filipinas, a iniciativa evoluiu para mapear a poluição plástica, as mudanças climáticas e, principalmente, disseminar soluções locais encontradas ao redor do globo. Durante a quarta volta ao mundo, o Kat registrou os efeitos do aumento do nível do mar e a presença de microplásticos em regiões remotas. Ao encerrar o ciclo de expedições, a Família Schurmann reafirma que o projeto Voz dos Oceanos continua ativo, servindo como uma plataforma essencial para mobilização, educação e articulação de soluções para a saúde dos nossos oceanos.

  • Casal de Velejadores Compartilha Tesouro Brasileiro: Mapa Colaborativo de Pontos de Ancoragem Seguros

    Uma Jornada de Marés e Informação

    Com mais de 45 anos de experiência em vela e uma jornalista que acumula milhas náuticas, Hans e Karina, casados há 32 anos, encontraram no mar um propósito maior. O que começou como uma busca por informações sobre ancoradouros seguros na costa nordeste, em 2009, evoluiu para um legado valioso: uma base de dados colaborativa e gratuita sobre pontos de ancoragem em todo o Brasil.

    Do Sonho à Realidade: Um Projeto Nascido da Necessidade

    A ideia de criar um guia surgiu quando o casal planejava a travessia de São Luís (MA) a Recife (PE) com seu primeiro catamarã. A carência de dados confiáveis fora do circuito náutico tradicional os impulsionou a explorar a costa antes mesmo do barco ficar pronto. Percorrendo praias e vilarejos de carro 4×4 e contando com a ajuda de pescadores locais, Hans e Karina coletaram informações essenciais sobre ancoradouros, canais de acesso e a receptividade das comunidades.

    Um Legado que Ultrapassa Fronteiras

    As anotações e waypoints foram cuidadosamente organizados em arquivos digitais. A convicção de que o Brasil possui vastos e acessíveis tesouros por via marítima ganhou força internacional em 2022, quando o catamarã da família serviu de “embaixada flutuante” na Cidade do Cabo, África do Sul. Durante a Cape2Rio, muitos navegadores estrangeiros buscaram informações sobre o país, destacando a importância do material produzido pelo casal, mesmo que inicialmente em português.

    Colaboração e Gratuidade: O Coração do Projeto

    Motivados pela demanda e pela paixão em compartilhar o que o Brasil tem a oferecer, Hans e Karina decidiram transformar seus anos de pesquisa em um site. Sem experiência prévia em desenvolvimento, eles tocaram o projeto sozinhos, utilizando plataformas de inteligência artificial. Hoje, o site cataloga características de barras e ancoradouros em todo o país, com informações que vão além do levantamento inicial do casal, contando com a colaboração de outros navegadores. O acesso é e sempre será totalmente gratuito, com o casal pedindo em troca apenas a colaboração com novas informações e a divulgação da plataforma.

    Um Guia em Constante Construção

    O projeto já recebeu contribuições de diversas cidades brasileiras e todo o conteúdo passa por um rigoroso processo de conferência antes de ser publicado. Além da geolocalização, nome e contato dos responsáveis pelos atracadouros, o casal planeja expandir o acervo com mapas antigos, mais fotos e uma lista de referências, como guias, livros e vídeos. É um trabalho contínuo para que mais entusiastas do universo náutico possam explorar o Brasil com segurança e conhecimento.

  • Glitter do Carnaval Persiste na Areia do Rio de Janeiro: Estudo Revela Microplásticos 8 Meses Após a Folia

    Contaminação Duradoura na Praia do Flamengo

    Oito meses após a celebração do Carnaval, resquícios de microplásticos provenientes do glitter ainda podem ser encontrados na areia da Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Um estudo recente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), publicado em dezembro de 2025, revelou uma quantidade significativa desses microplásticos, evidenciando os danos ambientais de longo prazo causados pela folia.

    A escolha da Praia do Flamengo para a análise não foi aleatória. Sendo um importante cartão-postal da Baía de Guanabara e palco de grandes blocos de Carnaval, a praia é um ponto estratégico para entender o impacto da festa no ecossistema local. A pesquisa demonstrou que a grandiosidade do evento carnavalesco intensifica a produção de lixo e a contaminação por microplásticos, um problema que se estende para antes, durante e depois da celebração.

    Análise Detalhada do Lixo Microscópico

    As amostras coletadas na areia da Praia do Flamengo revelaram a composição do lixo microscópico: 66,3% eram fragmentos plásticos, categoria que inclui o glitter; 26,2% eram fibras, consideradas as mais perigosas para a saúde dos seres vivos; e 7,5% eram grânulos, microplásticos primários usados como matéria-prima.

    O estudo dividiu a análise em quatro fases de coleta, antes, durante e após o Carnaval. Embora a maior concentração de microplásticos tenha sido registrada logo após a festa, o dado mais alarmante é que, oito meses depois, a quantidade de microplásticos na areia era superior ao período pré-Carnaval. As praias arenosas, nesse contexto, funcionam como “sumidouros naturais” de lixo marinho, agravando o problema da contaminação.

    Microplásticos: Uma Ameaça Global e à Cadeia Alimentar

    A poluição por microplásticos não se restringe à Praia do Flamengo ou ao Rio de Janeiro, representando uma ameaça global. Essas partículas, compostas por plásticos misturados a aditivos químicos, persistem no ambiente e têm a capacidade de absorver outros poluentes, como metais pesados. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) já havia alertado sobre a presença dessas partículas em todas as profundezas do oceano.

    Evidências biológicas indicam que os microplásticos são ingeridos por organismos em diversos níveis da cadeia alimentar, desde o plâncton até os peixes. Isso pode causar problemas digestivos, redução de crescimento, estresse e inflamação. Além disso, ao interferir no fitoplâncton e no zooplâncton, organismos essenciais para a absorção de CO₂, os microplásticos impactam o sequestro de carbono, contribuindo para o aquecimento global.

    Busca por Soluções e Mudanças Necessárias

    Em busca de soluções, alguns países já implementam medidas restritivas. Na União Europeia, há um acordo para proibir a venda de glitter plástico solto e produtos que o contenham intencionalmente. Na Califórnia (EUA), discute-se a proibição de microesferas em produtos de higiene pessoal.

    No Brasil, o Projeto de Lei (PL) nº 347 de 2020 propõe a proibição da fabricação e venda de glitter a partir de microplástico, mas o texto segue sem movimentação relevante na Câmara dos Deputados. Tatiana Medeiros Barbosa Cabrini, coautora do estudo da UNIRIO, destaca a necessidade de “maturidade do debate entre gestores e população, pressão social e institucional” e o desenvolvimento de alternativas biodegradáveis acessíveis. A mudança de hábito dos cidadãos e a melhoria na gestão de resíduos são passos fundamentais para mitigar esse problema ambiental persistente.

  • Projeto “Velejando para o Futuro” Expande de Niterói para Brasília em Fevereiro, Oferecendo Vela e Transformação Social Gratuita

    Expansão para a Capital Federal

    O projeto social “Velejando para o Futuro”, que já se consolidou como um agente de transformação na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, inicia 2026 com planos ambiciosos de expansão. Em fevereiro, o programa desembarca em Brasília, levando sua metodologia inovadora para o Lago Paranoá. O objetivo é replicar o sucesso obtido no Rio, utilizando a vela como ferramenta para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

    O Que é o “Velejando para o Futuro”?

    Idealizado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), o “Velejando para o Futuro” oferece a jovens de 6 a 18 anos uma imersão gratuita na prática da vela. Mais do que apenas ensinar a velejar, o projeto foca em ações multidisciplinares que promovem a saúde física, mental e emocional, além de atividades educativas, pedagógicas e socioambientais. A iniciativa busca proporcionar um ambiente seguro e estimulante, onde os participantes possam desenvolver novas habilidades e perspectivas de vida.

    Inclusão e Acessibilidade no Lago Paranoá

    A chegada do projeto a Brasília é vista como um marco importante, especialmente pela coordenadora pedagógica, Adryana Freire. “Estar em Brasília é muito significativo, emblemático. Existem muitas crianças em situação de vulnerabilidade nas cidades-satélites”, destacou Freire. O projeto se destaca por sua abordagem inclusiva, atendendo também crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Através de práticas esportivas adaptadas e acompanhamento profissional contínuo, o “Velejando para o Futuro” respeita as singularidades de cada participante, promovendo seu desenvolvimento integral.

    Impacto e Expectativas para Brasília

    Os jovens que participam do “Velejando para o Futuro” têm acesso a uma estrutura completa, que inclui acompanhamento pedagógico especializado, orientação técnica esportiva e apoio psicológico. A intenção é fortalecer vínculos, estimular a autonomia, a autoestima e incutir valores como cooperação, responsabilidade e disciplina. “Queremos proporcionar para as crianças esse contato com o esporte, com a natureza, e principalmente promover os valores da vela”, ressaltou Freire. A edição em Brasília será sediada inicialmente no Clube Cota Mil e, posteriormente, no Iate Clube de Brasília. A expectativa é beneficiar mais de 150 crianças e jovens da capital federal já no primeiro semestre de 2026. Os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível online.

  • Ciclista Britânico Paul Spencer Prepara Volta ao Mundo Pedalando em Terra e Água para Quebrar Recorde Mundial

    Um Sonho de Circunavegação

    Paul Spencer, um ciclista britânico, está nos preparativos finais para uma façanha extraordinária: dar a volta ao mundo pedalando, tanto em terra quanto sobre a água. O projeto audacioso visa não apenas completar a jornada, mas também quebrar o recorde mundial de circunavegação mais rápida do globo por força humana individual, estabelecido em 2012 por Erden Eruç.

    Veículos para a Aventura

    Para realizar seu sonho, Spencer contará com dois veículos especialmente adaptados. Um deles é um barco movido a pedal, projetado para as travessias aquáticas, e o outro é uma bicicleta convencional para os trechos em terra firme. A embarcação, originalmente desenvolvida para cruzar o Mar da Tasmânia, foi comprada por Spencer em 2019 e passou por extensas modificações para se tornar um barco propulsado por pedaladas. Batizado de “A Transformed Ocean Pioneer”, o barco possui 11,5 metros de comprimento, pedais em fibra de carbono e seis placas solares para alimentar seus sistemas.

    O Desafio do Mar da Tasmânia e o Recorde Mundial

    A primeira etapa do desafio de Spencer será a travessia do Mar da Tasmânia, entre a Nova Zelândia e a Austrália. Este trecho é conhecido por suas condições marítimas imprevisíveis e desafiadoras, servindo como um rigoroso teste para a embarcação e para o próprio atleta. Caso bem-sucedido, Spencer pretende completar a volta ao mundo em aproximadamente três anos, superando o recorde anterior de Erden Eruç, que durou 5 anos, 11 dias, 12 horas e 22 minutos.

    Compartilhando a Jornada

    Paul Spencer tem documentado e compartilhado cada etapa de seus preparativos em suas redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e YouTube. Por meio de vlogs e atualizações regulares, ele mostra a evolução do barco, os testes realizados e os desafios enfrentados. Recentemente, Spencer relatou um teste de quase quatro horas com a embarcação, que se comportou sem problemas significativos, aumentando o otimismo para o início da jornada, previsto para fevereiro de 2026.

  • Os 10 Iates Mais Caros do Mundo em 2026: Conheça os Magníficos Palácios Flutuantes

    O Pináculo do Luxo Marítimo Revelado

    O mundo da opulência sobre as águas acaba de ter seu ranking atualizado, apresentando os super iates mais caros do planeta. A lista, que considera valores convertidos em janeiro de 2026, começa com embarcações avaliadas em centenas de milhões de euros, destacando o auge da engenharia naval e do design de luxo.

    Do Top 6 ao Top 4: Inovação e Design em Destaque

    Na sexta posição, o Energy, da holandesa Amels, construído em 2022, ostenta um valor de 185 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,1 bilhão). Atualmente em manutenção de inverno na França, o iate tem previsão de conclusão para o final de abril.

    Abrindo o top 5, o italiano Mar, da Benetti (2020), representa o ápice do luxo marítimo com seu design sofisticado e tecnologia de ponta, avaliado em 195 milhões de euros (cerca de R$ 1,2 bilhão).

    Em quarto lugar, o Luna, da Oceanco (2018), impressiona com seu design exterior de Luiz de Basto e interiores assinados por Nuvolari & Lenard/Valentina Zannier Interiors. Anteriormente disponível apenas para aluguel, esta joia de 218 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) agora está à venda.

    O Top 3: Iates que Definem o Conceito de ‘Uau’

    O iate I Dynasty, da alemã Kusch Yachts (2015), conquista o terceiro lugar com um valor de 240 milhões de euros (cerca de R$ 1,4 bilhão). Projetado para ser um ‘iate familiar, aconchegante e com um fator ‘uau’ extra’, ele cumpre sua promessa de impressionar.

    O segundo lugar é ocupado pelo também alemão Luna, da Lloyd Werft (2010). Apesar de ter passado por reformas em 2016 e 2021, esta embarcação mantém seu status de luxo, valendo 270 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,6 bilhão), demonstrando que a tradição e a qualidade perduram.

    O Rei dos Mares: Moonrise da Feadship Lidera a Lista

    No topo do pódio, o Moonrise, da renomada Feadship (2020), é coroado o iate mais caro do mundo, com um valor estratosférico de 325 milhões de euros (equivalente a R$ 2 bilhões). Considerada uma ‘obra-prima de design e engenharia’, esta embarcação consolida a Feadship como a única marca com dois nomes nesta lista exclusiva, reafirmando sua liderança no mercado de super iates.

  • Veleiro brasileiro Esperança conquista 3º lugar na Cape to Rio após superar dois ciclones e tormenta

    Foco na Superação e Conquista

    A tradicional regata Cape to Rio, que conecta a Cidade do Cabo, na África do Sul, ao Rio de Janeiro, no Brasil, teve um desfecho memorável para a vela brasileira em sua 18ª edição. O veleiro gaúcho Esperança, capitaneado por Márcio Lima, cravou o terceiro lugar na competição, um feito notável que exigiu garra e resiliência diante de desafios extremos. A equipe enfrentou uma tormenta e a passagem de dois ciclones durante a jornada, adicionando um tempero especial à conquista do pódio.

    Trajetória de Dificuldades e Triunfo

    A jornada até a Cidade do Cabo já se mostrou árdua para o Esperança. “Pegamos um mau tempo dois dias depois de sair de Rio Grande. Tivemos alguns problemas no barco, tivemos que voltar, isso nos atrasou em cinco dias. A viagem para levar o barco até Cidade do Cabo foi dura e deu um gostinho a mais na nossa conquista do pódio”, relatou Márcio Lima. Apesar dos percalços, o veleiro cruzou a linha de chegada em 15 de janeiro, garantindo uma posição de destaque em uma regata que teve o AlexForbes Angel Wings, da África do Sul, como campeão e o alemão Vineta em segundo.

    Histórico Brasileiro na Cape to Rio

    Esta edição marcou uma participação expressiva do Brasil, com três embarcações na raia. Além do Esperança, o Audaz 2, comandado por Gustavo Lis, finalizou em sexto lugar geral. O Suidoos II, de Theodora Prado, alcançou a décima posição, mas sua participação transcendeu o resultado esportivo. Prado se tornou a primeira mulher a completar a desafiadora regata de 3.500 milhas náuticas sozinha, um marco celebrado com uma homenagem especial durante a premiação no Iate Clube do Rio de Janeiro.

    Um Sonho Realizado e o Futuro da Regata

    Theodora Prado, que deixou o mercado financeiro para viver da vela, descreveu a conquista como uma “realização indescritível” e um “verdadeiro sonho”. Ela ressaltou a importância da regata como uma “verdadeira celebração do Hemisfério Sul, num esporte tão dominado por Europa e Estados Unidos”. As expectativas para a próxima edição, prevista para o final de 2028 ou início de 2029, já são altas, com cerca de dez barcos brasileiros demonstrando interesse em participar, sinalizando um futuro promissor para a vela nacional na Cape to Rio.

  • Barco Brasil Conquista Vitória na 4ª Etapa da Globe 40 e Consolida Liderança na Categoria Sharp

    Vitória Estratégica no Pacífico

    O Barco Brasil, único representante brasileiro na desafiadora regata de volta ao mundo Globe 40 2025/2026, celebrou uma importante conquista ao vencer a 4ª etapa da competição na categoria Sharp, que abrange barcos de ponta fina. A tripulação brasileira, composta por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, cruzou a linha de chegada em Valparaíso, Chile, após uma travessia de 27 dias, 8 horas e 2 minutos, partindo de Sydney, Austrália, no dia 1º de janeiro de 2026. Na classificação geral, a dupla brasileira chegou em terceiro lugar.

    Superando Adversidades em Alto Mar

    A jornada pelo Oceano Pacífico, que incluiu a passagem pelo Ponto Nemo, o local mais isolado dos oceanos, apresentou uma série de desafios. Apesar de enfrentar rasgo em uma vela, corrosão em cabos e pane no radar, a equipe brasileira manteve a calma e adotou uma estratégia de navegação mais conservadora. Essa abordagem permitiu que o Barco Brasil mantivesse sua posição sem quedas significativas, demonstrando resiliência e habilidade náutica.

    Próxima Parada: Recife

    Com a 4ª etapa concluída com sucesso, o Barco Brasil não só se consolidou na primeira posição entre os barcos da categoria Sharp, mas também assegurou o terceiro lugar na classificação geral. A regata agora se prepara para a 5ª pernada, que terá como ponto de partida Valparaíso, no Chile, com destino a Recife, no Brasil, a partir de 18 de fevereiro. A equipe brasileira aproveitará o período em terra para realizar os reparos necessários no veleiro.

    Contexto da Globe 40 e Reconhecimento Brasileiro

    A Globe 40 é uma regata de longa distância disputada em barcos Class40, divididos nas categorias Scow (proa larga) e Sharp (ponta fina). Atualmente, dois barcos da categoria Scow lideram a classificação geral com 4,5 pontos, enquanto o Barco Brasil ocupa a terceira posição geral e a primeira entre os de ponta fina. A competição, que exige que as tripulações estejam sempre em duplas, com possibilidade de troca de um tripulante antes de cada etapa, tem um total de seis pernas ao redor do globo. Em paralelo, a navegação brasileira em alto mar também foi marcada pela conquista de Theodora Prado, que realizou a regata Cape2Rio em solitário, um feito inédito, sendo publicamente parabenizada pela dupla do Barco Brasil.

  • Arpões Pré-Históricos de Caça de Baleias Descobertos no Brasil Revelam Práticas Milenares

    Evidência Inédita de Caça Pré-Histórica

    Um estudo recente publicado na revista científica Nature Communications revelou a descoberta de alguns dos arpões para caça de baleias mais antigos já encontrados no mundo. As ferramentas foram desenterradas em sambaquis, depósitos de conchas e outros resíduos deixados por populações costeiras antigas, localizados na Baía de Babitonga, no litoral norte de Santa Catarina. A datação aponta para o uso dessas armas por volta de 2.900 a.C., o que representa uma forte evidência de que a caça pré-histórica de baleias já ocorria no litoral brasileiro há quase cinco milênios.

    Sambaquis Guardavam Segredos Milenares

    Os sambaquis, montes pré-históricos formados entre 8.000 a.C. e 1.000 d.C. por povos que viviam da pesca, serviam como moradias, cemitérios e locais de rituais. Até então, a comunidade científica acreditava que os ossos de baleia encontrados nesses sítios arqueológicos proviam de animais encalhados ou carcaças trazidas pela maré. No entanto, a descoberta dos arpões de grande porte desafia essa concepção. “Na Baía de Babitonga, onde os arpões foram encontrados, os sambaquis já foram parte importante da paisagem. Por ali, essas estruturas acabaram se tornando uma ‘mina de ouro’ durante a expansão da malha rodoviária brasileira nas décadas de 1940 e 1950, uma vez que se caracterizavam como uma fácil fonte de cal para o concreto. Com isso, vários deles foram desmantelados, revelando, assim, um pedaço da história — inclusive os arpões”, explicou André Carlo Colonese, coautor do estudo.

    Arpões Feitos com Ossos de Baleia-Franca-Austral

    A análise das proteínas extraídas dos fragmentos dos arpões permitiu aos pesquisadores identificar a espécie de osso utilizada em sua confecção. A maioria das ferramentas provém de baleias-francas-austrais (Eubalaena australis), uma espécie que busca as águas brasileiras, especialmente em Santa Catarina, para se reproduzir. Essa constatação reforça a ideia de que os antigos habitantes da região possuíam um conhecimento profundo do ecossistema marinho e das rotas migratórias dos cetáceos.

    A Caça de Baleias no Brasil: Do Passado ao Turismo

    A caça de baleias no Brasil teve seu auge a partir do século XVII, impulsionada pela alta demanda pelo óleo de baleia, utilizado em iluminação, fabricação de sabão e lubrificação. A prática se concentrava no litoral Sudeste e Sul, com a instalação de “armações baleeiras” onde os animais eram processados. Homens em pontos de observação alertavam as equipes em pequenos botes, que caçavam as baleias com arpões de mão. A atividade entrou em declínio no final do século XIX devido à diminuição das populações de baleias e ao surgimento de fontes de energia alternativas como o querosene e a eletricidade. Oficialmente proibida em 1987, a caça deu lugar ao turismo de observação, que hoje impulsiona a economia local e contribui para a conservação. Estudos recentes indicam uma recuperação significativa das populações de baleias jubarte no litoral brasileiro, com estimativas em torno de 25 mil animais em 2022.