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  • SailGP Rio de Janeiro: Ingressos para a Fórmula 1 dos Mares já estão à venda para abril

    A espera acabou para os fãs de vela no Brasil. A organização do SailGP, a renomada competição mundial de barcos de alta velocidade, anunciou a abertura da venda de ingressos para a etapa Enel Rio Sail Grand Prix, que acontecerá nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que a liga, conhecida como a “Fórmula 1 dos mares”, desembarca em solo brasileiro, prometendo um espetáculo emocionante com o icônico Pão de Açúcar como pano de fundo.

    Experiências para todos os gostos e bolsos

    Os ingressos já estão disponíveis no site oficial do evento e oferecem duas modalidades distintas para os espectadores. A opção mais acessível é a Waterfront Grandstands, que disponibiliza arquibancadas com telões e narração ao vivo da competição, além de praça de alimentação. O valor por pessoa para um dia é de R$ 305, e para o fim de semana completo, R$ 485. Para os assinantes SailGP+, descontos especiais estão disponíveis.

    Para quem busca uma experiência ainda mais exclusiva, a VELA Beach Club oferece um ambiente premium com lounges, áreas próximas à água e serviços de comida e bebida inclusos. Os preços para esta modalidade são R$ 1.085 por dia e R$ 1.735 para o fim de semana. Clientes SailGP+ também podem usufruir de benefícios nesta categoria.

    Um sonho que se concretiza após adiamento

    A etapa carioca do SailGP era aguardada desde 2025, quando uma falha nas “wingsails” dos catamarãs F50, após acidentes na etapa de San Francisco, levou ao cancelamento da disputa pouco antes de acontecer. Apesar da frustração do adiamento, a promessa para 2026 é de uma prova memorável.

    A temporada atual do SailGP conta com 13 seleções competindo em catamarãs F50, capazes de atingir velocidades superiores a 93 km/h. A equipe brasileira, que estreou na temporada 2025 e terminou na 11ª colocação geral, contará com o apoio da torcida em casa para buscar melhores resultados em 2026. A organização já anunciou mudanças na equipe para a nova temporada.

    Rio de Janeiro é um dos quatro novos destinos em 2026

    A inclusão do Rio de Janeiro no calendário de 2026 é parte de uma expansão global do SailGP, que também apresentará novas etapas em Halifax (Canadá), Perth (Austrália) e Bermuda. A temporada iniciará na Oceania e terá seu encerramento nos Emirados Árabes Unidos. As regatas, conhecidas por sua curta duração e proximidade com a costa, visam maximizar a emoção e a interação do público com a competição.

    Sobre o SailGP

    Criado em 2018, o SailGP é uma liga de vela de alta performance que utiliza catamarãs F50 idênticos. A competição acumula pontos ao longo do ano, culminando em uma grande final que coroa o campeão da temporada. O formato dinâmico e as altas velocidades garantem um espetáculo eletrizante para espectadores em todo o mundo.

  • Angelique: O Maior Iate Já Lançado na Turquia Deslumbra com Luxo e Design Inovador

    Angelique: O Maior Iate Já Lançado na Turquia Deslumbra com Luxo e Design Inovador

    Angelique: O Maior Iate Já Lançado na Turquia Deslumbra com Luxo e Design Inovador

    Construído pela Turquoise Yachts, o iate de 87,7 metros redefine o padrão de mega iates com inspirações Art Déco e comodidades de ponta.

    Um Novo Marco na Construção Naval Turca

    A Turquia consolida sua posição como potência na construção de super iates com o lançamento do Angelique, anteriormente conhecido como Projeto Vento. Com impressionantes 87,7 metros de comprimento, este mega iate assume o título de maior embarcação já construída no país. A Turquoise Yachts, estaleiro responsável pela obra, demonstra mais uma vez a excelência e a crescente capacidade da indústria naval turca, que figura entre as líderes globais em produção e em número de embarcações de grande porte em construção.

    Design Sofisticado e Colaboração de Sucesso

    O design exterior e interior do Angelique é fruto de uma parceria de 17 anos entre a Turquoise Yachts e o renomado estúdio britânico H2 Yacht Design. O resultado é um perfil elegante e tradicional, com linhas esguias que harmonizam com o vasto volume da embarcação. O casco em azul profundo, inspirado nas cores de corrida do Tour de France, contrasta com uma superestrutura esportiva, adornada com detalhes angulares e aletas. A colaboração resultou em cinco decks repletos de luxo e funcionalidade.

    Comodidades Exclusivas e Espaços Versáteis

    O Angelique impressiona com suas instalações de lazer e bem-estar. Destaques incluem um inovador dock para botes com sistema de entrada e saída fechado, que dá acesso a um beach club com terraços retráteis. Uma piscina com fundo de vidro, com 6,5 metros de comprimento, permite a entrada de luz natural no espaço. O deck do proprietário oferece uma área de convivência versátil, com bar e sala de jantar que podem ser isolados por portas de vidro. O foredeck abriga um heliponto que se transforma em quadra de basquete, evidenciando a abordagem multifuncional do iate.

    Interiores Inspirados na Era Dourada e Conforto Supremo

    O conceito interior do Angelique foi desenvolvido a partir do iate ‘Go’, também uma colaboração entre H2 e Turquoise, admirado pelo proprietário. A inspiração evoluiu para um esquema mais rico e detalhado, com fortes influências Art Déco, marcadas por toques de azul, ornamentos decorativos e elementos que remetem à era do Grande Gatsby. A acomodação para convidados, distribuída no deck principal, inclui duas cabines VIP e quatro cabines de hóspedes, cada uma com sua identidade visual. A suíte master, localizada na proa do deck do proprietário, dispõe de lounge privativo, vestiários, escritório e um agradável espaço para café da manhã.

    Um Ícone de Luxo e Inovação Turca

    O Angelique representa não apenas um marco para a Turquoise Yachts, mas também para toda a indústria naval turca. A embarcação é um testemunho da dedicação, expertise e paixão em projetar e construir iates de classe mundial. Com sua combinação de design deslumbrante, tecnologia de ponta e atenção meticulosa aos detalhes, o Angelique se estabelece como um novo ícone no mercado global de super iates.

  • Theodora Prado faz história: Brasileira se torna a 1ª mulher a completar a Cape2Rio sozinha

    Theodora Prado faz história: Brasileira se torna a 1ª mulher a completar a Cape2Rio sozinha

    Theodora Prado faz história: Brasileira se torna a 1ª mulher a completar a Cape2Rio sozinha

    Aos 27 anos, velejadora encarou 3.500 milhas náuticas do Atlântico Sul em um veleiro de 31 pés, superando tempestades e provando sua resiliência em uma jornada épica.

    A velejadora brasileira Theodora Prado, de 27 anos, cruzou a linha de chegada da tradicional regata oceânica Cape to Rio na noite deste domingo (25), em uma conquista que a consagra como a primeira mulher a completar a desafiadora travessia do Atlântico Sul sozinha. Partindo de Cape Town, na África do Sul, em 27 de dezembro, Theodora navegou por 28 dias a bordo de seu veleiro Suidoos, de 31 pés, até alcançar o Rio de Janeiro.

    Uma jornada solitária marcada por desafios e emoção

    O veleiro de 1981 cruzou a linha de chegada sob uma forte tempestade, um cenário que testou os limites da velejadora nas últimas milhas. Apesar de já ter participado da Cape2Rio outras cinco vezes, esta foi a primeira vez que Theodora enfrentou as 3.500 milhas náuticas (aproximadamente 6.480 km) em completa solidão. “É uma realização indescritível”, declarou a velejadora em sua chegada, emocionada com a recepção calorosa de amigos e apoiadores.

    Apesar da solidão no mar, Theodora ressaltou o apoio que sentiu: “Naveguei solo, mas com certeza não estava sozinha, muitas pessoas estavam sonhando comigo”. A reta final da regata foi particularmente difícil, com ondas de até quatro metros e ventos fortes, culminando na chegada de uma tempestade com raios pouco antes de cruzar a linha de chegada. “Essa semana foi uma verdadeira provação. Foram quatro dias de mar muito duro com quatro metros de onda, 40, 45 nós de vento constante”, detalhou.

    Do mercado financeiro para a vela oceânica

    A trajetória de Theodora Prado no mundo da vela é relativamente recente e surpreendente. Até 2022, aos 23 anos, ela atuava como analista no mercado financeiro. Uma temporada em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, durante a pandemia, despertou seu interesse pelo surfe e, posteriormente, pela vela, sob a orientação de Tio Spinelli. Um convite para cruzar o Atlântico até a África do Sul foi o ponto de virada, levando-a a abandonar a carreira tradicional e abraçar a vida no mar.

    Reconhecimento e a importância da Cape2Rio

    Vitor Medina, diretor da Cape to Rio, destacou a magnitude do feito de Theodora: “Primeira mulher a fazer essa regata solitária. A preparação para uma regata de 3.500 milhas é muito trabalhosa.” Ele também elogiou a determinação da velejadora em angariar fundos para seu barco e sua capacidade de se sustentar como skipper, levando barcos do Caribe para a Europa. “Ela é uma vitoriosa”, afirmou Medina.

    A Cape2Rio, criada em 1971, é uma das regatas oceânicas mais tradicionais e desafiadoras do mundo, conectando a África do Sul ao Rio de Janeiro. Este ano, a regata contou com uma das maiores flotilhas brasileiras de sua história, com três barcos. Além do Suidoos de Theodora, participaram o Esperança e o Audaz 2. Os campeões gerais da edição serão premiados no Iate Clube do Rio de Janeiro.

  • Oceanos Batem Novo Recorde de Calor em 2025: Mais da Metade dos Mares Atinge Aquecimento Histórico e Absorve Calor Inédito

    Oceanos Batem Novo Recorde de Calor em 2025: Mais da Metade dos Mares Atinge Aquecimento Histórico e Absorve Calor Inédito

    Aquecimento Oceânico Atinge Níveis Sem Precedentes

    Um novo e alarmante estudo publicado na revista científica Advances in Atmospheric Science revela que em 2025, mais da metade dos oceanos do planeta Terra registrou o maior calor já documentado desde o início das medições modernas, por volta de 1955. A pesquisa, que contou com a colaboração de mais de 50 cientistas internacionais e foi liderada pela Academia Chinesa de Ciências, aponta que os mares acumularam o maior volume de calor da história. No ano passado, os oceanos absorveram 23 zettajoules (ZJ) de calor em relação a 2024, um aumento anual recorde que equivale a aproximadamente 200 vezes o consumo global de eletricidade em 2023.

    Nove Anos Consecutivos de Recordes e Impactos Globais

    O estudo destaca que cerca de 57% dos mares atingiram os cinco anos mais quentes de sua história local em 2025. Essa marca estende uma sequência preocupante de nove anos consecutivos batendo recordes de calor, a mais longa já observada. Os oceanos, que absorvem cerca de 90% do calor gerado pelas emissões humanas de gases de efeito estufa, funcionam como um termômetro global e um indicador fiel do aquecimento do planeta. Essa absorção massiva de calor pode servir como um motor para desastres climáticos em larga escala.

    Aquecimento Acentuado em Regiões Chave e Consequências Climáticas

    A pesquisa, que utilizou dados de instituições como a Copernicus Marine (União Europeia) e o Centro Nacional de Informação Ambiental da NOAA (EUA), identificou um aquecimento mais acentuado em áreas como o Oceano Pacífico Norte, Oceano Índico, Oceano Austral e o Atlântico tropical e Sul. Embora uma transição do El Niño para La Niña tenha causado um leve resfriamento superficial em algumas partes, o aquecimento geral persistiu. O entorno da Antártica também é motivo de preocupação devido ao colapso recente do gelo marinho, que afeta o equilíbrio climático e a circulação oceânica global. Regiões como o Atlântico Norte e o Mediterrâneo, por sua vez, apresentam águas mais quentes, menos oxigenadas e mais ácidas.

    O Papel Crucial dos Oceanos e a Ameaça à Vida Marinha

    Os oceanos desempenham um papel vital na distribuição de energia e na absorção de dióxido de carbono (CO2), atuando como um freio natural contra o aquecimento global. Sua alta capacidade térmica permite que armazenem grandes quantidades de energia sem um aumento drástico de temperatura, o que, de outra forma, tornaria a vida na Terra insustentável. No entanto, os níveis atuais de absorção de calor estão ultrapassando os limites. O aquecimento das águas contribui para o derretimento de geleiras, a elevação do nível do mar através da expansão térmica, chuvas mais intensas, ciclones mais fortes e ondas de calor mais severas. Além disso, a acidificação, o branqueamento de corais e a diminuição do oxigênio representam uma grave ameaça à vida marinha. Cientistas alertam que, enquanto a temperatura global continuar a subir, os recordes de calor nos oceanos serão quebrados continuamente, reforçando a urgência de zerar as emissões de gases de efeito estufa.

  • EUA Discutem Isenção de Imposto Sobre Juros de Financiamento de Barcos para Impulsionar Indústria Náutica

    EUA Discutem Isenção de Imposto Sobre Juros de Financiamento de Barcos para Impulsionar Indústria Náutica

    Iniciativa Busca Fortalecer a Economia Náutica e Gerar Empregos

    Um projeto de lei apresentado no Congresso dos Estados Unidos visa injetar novo fôlego na indústria náutica do país. A proposta, batizada de “No Tax on Boat Loan Interest Act”, defendida pela deputada Nancy Mace (Carolina do Sul), busca isentar os juros pagos no financiamento de barcos de lazer do cálculo do imposto de renda federal. A medida, se aprovada, permitiria que os compradores deduzissem até US$ 10 mil por ano em juros, equiparando o benefício ao já existente para financiamentos de automóveis.

    Argumentos e Benefícios da Proposta

    Nancy Mace argumenta que a navegação não deve ser vista apenas como um luxo, mas sim como um importante motor econômico e, em alguns casos, um meio de transporte. Ela ressalta o impacto significativo da indústria náutica na Carolina do Sul, com mais de 350 mil barcos registrados, 187 milhas de litoral e um setor que sustenta mais de 27 mil empregos e gera US$ 6,5 bilhões anualmente. A deputada acredita que a isenção fiscal pode estimular a demanda por barcos fabricados nos Estados Unidos, gerar empregos qualificados e tornar o acesso à atividade náutica mais acessível para famílias americanas.

    Foco na Produção Nacional e Lições Internacionais

    O projeto de lei estabelece que o benefício fiscal se aplicará exclusivamente a embarcações de lazer fabricadas nos Estados Unidos. Essa condição visa fortalecer a indústria naval americana, impulsionando estaleiros, fornecedores e toda a cadeia produtiva. A proposta ganha destaque ao contrastar com experiências recentes de outros países, como o Canadá, que implementou um imposto sobre bens de luxo, incluindo embarcações, em 2022. A medida canadense resultou em queda nas vendas, demissões e migração de consumidores para outros mercados, com a arrecadação aquém do esperado. O governo canadense acabou por revogar o imposto em 2025, reconhecendo os impactos negativos na economia.

    Potencial de Crescimento e Comparativo com o Brasil

    A lógica por trás da proposta americana é que incentivar o setor náutico, ao reduzir o custo do financiamento, amplia a base de consumidores e aumenta a arrecadação indireta em toda a cadeia produtiva. Dados da National Marine Manufacturers Association (NMMA) indicam que cerca de 95% das embarcações vendidas nos EUA são de fabricação nacional. No Brasil, a indústria náutica, que também movimenta estaleiros, marinas e turismo, ainda enfrenta a percepção de ser um setor de luxo. A iniciativa dos Estados Unidos e a experiência canadense reforçam a ideia de que o tratamento do setor náutico como um ativo econômico e industrial pode gerar crescimento significativo.

  • Passeio de Luxo em Fernando de Noronha: Conheça o Roteiro Completo com a Lancha Albatroz Noronha

    Passeio de Luxo em Fernando de Noronha: Conheça o Roteiro Completo com a Lancha Albatroz Noronha

    Explorando as Belezas Naturais de Noronha a Bordo

    A ilha de Fernando de Noronha, um paraíso brasileiro conhecido por suas praias deslumbrantes e vida marinha exuberante, é o cenário do quinto e último episódio da série ‘Guia do Capitão Destinos’, apresentada no canal do Bombarco no YouTube. Desta vez, a equipe do Bombarco embarca em um passeio exclusivo operado pela Albatroz Noronha, proporcionando aos espectadores um vislumbre de um roteiro de luxo e aventura.

    A Tirreno 38 Chega ao Brasil com Conceito Europeu

    Em paralelo à expedição em Noronha, o estaleiro Tirreno Marine lança o Tirreno 38, seu primeiro modelo. Este barco inaugura a proposta da marca no Brasil, introduzindo o conceito europeu de ‘center console’ para embarcações com menos de 50 pés. Idealizado por Julico Simões, o Tirreno 38 promete unir design e funcionalidade, marcando a estreia do estaleiro no mercado nacional.

    Lumitec Ilumina o Mercado Náutico Brasileiro

    A Lumitec, renomada fabricante de iluminação náutica, incluindo luzes subaquáticas de alta tecnologia, está expandindo sua presença no Brasil. A empresa recebeu Marcio Ishihara, CEO do Bombarco, durante o Fort Lauderdale Boat Show, para detalhar seu portfólio e estratégias de entrada no mercado brasileiro. A Lumitec já fornece para embarcações de renome mundial.

    A Importância Estratégica dos Píeres Flutuantes

    Um elemento crucial e muitas vezes subestimado na experiência náutica são os píeres flutuantes de concreto. Essenciais para o embarque e desembarque seguro em diversos ambientes aquáticos, como marinas e rampas, eles garantem estabilidade e acesso. A produção desses píeres envolve um projeto sob medida e aplicação de engenharia especializada, assegurando a qualidade e a durabilidade da estrutura.

  • Barcos que Navegam em Círculos? Artista Transforma Embarcações em Esculturas Irônicas Sobre a Vida Moderna

    Barcos que Navegam em Círculos? Artista Transforma Embarcações em Esculturas Irônicas Sobre a Vida Moderna

    Barcos que Navegam em Círculos? Artista Transforma Embarcações em Esculturas Irônicas Sobre a Vida Moderna

    Erwin Wurm desafia a funcionalidade náutica e a lógica cotidiana com obras que distorcem formas familiares para provocar reflexão sobre o absurdo e as contradições da sociedade.

    À primeira vista, o veleiro Star (2025), do artista austríaco Erwin Wurm, pode parecer apenas mais uma embarcação. No entanto, um olhar mais atento revela um casco exageradamente curvado, que foge completamente de qualquer princípio de navegação prática. Esta obra, em tamanho real, é um exemplo da exploração do absurdo como linguagem artística, característica marcante na carreira de Wurm, que se dedica a distorcer formas familiares para gerar estranhamento e reflexão.

    A Lógica do Absurdo no Universo Náutico

    Em Star, Wurm aplica sua visão peculiar ao mundo náutico. Apesar de seu design atípico, o veleiro é funcional e capaz de navegar, mas apenas em círculos. A proposta da obra, segundo críticos, é personificar as futilidades e contradições da vida contemporânea, questionando noções tidas como óbvias. Max Hollein, diretor do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, elogiou a peça por transmitir de forma “extremamente sugestiva” a tragédia da condição social humana, um tema recorrente no trabalho de Wurm.

    A escultura Star está em exibição até 11 de abril de 2026, na galeria Thaddaeus Ropac Paris Pantin, na França, como parte da exposição Tomorrow: Yes.

    Barcos Tortos: Uma Revisitação Artística

    Quase duas décadas antes de Star, Wurm já havia experimentado com o formato de embarcações em sua produção artística. Em 2007, apresentou Misconceivable (“Inconcebível”) no Museu Middelheim, na Bélgica. Diferente do veleiro mais recente, esta obra possuía um casco curvado para baixo, tornando qualquer tentativa de navegação impossível. Ainda assim, o barco em escala real sintetiza o humor ácido do artista e provoca sensações de desconforto e impotência, reforçando a crítica à lógica funcional que usualmente rege objetos técnicos.

    Para Além dos Barcos: Casas, Carros e Corpos Fora do Padrão

    A obra de Wurm transcende o universo náutico. Ao longo de sua carreira, o artista criou esculturas de carros, caminhões, casas e roupas em formatos antinaturais. Obras como Fat House (“Casa Gorda”), Fat Car (“Carro Gordo”) e Fat Convertible (“Conversível Gordo”) aproximam sistemas técnicos aos biológicos, propondo uma reflexão irônica sobre consumo, excesso e envelhecimento. Em contrapartida, Narrow House (“Casa Estreita”), uma construção comprimida e fina, remete à infância do artista, servindo como metáfora para condicionamentos familiares e memórias sensíveis.

    No campo dos veículos, Truck II apresenta um caminhão com a base curvada quase em 90 graus, convidando à reflexão sobre a impraticabilidade. Já em trabalhos que dialogam com o corpo humano, Wurm adiciona pernas a elementos inanimados, como bolsas e maletas, criando uma assinatura visual única. Em Trap of the Truth, duas maletas com pernas parecem em um diálogo, reforçando o caráter performático e irônico do artista.

    Parte do portfólio de Erwin Wurm, que sempre orbita o absurdo, pode ser acompanhada em seu perfil no Instagram, onde o artista compartilha trabalhos novos e antigos.

  • Adolescentes Sobrevivem 7 Dias à Deriva no Mar: Um Comeu 100 Águas-Vivas para Não Morrer de Fome

    Adolescentes Sobrevivem 7 Dias à Deriva no Mar: Um Comeu 100 Águas-Vivas para Não Morrer de Fome

    Adolescentes Sobrevivem 7 Dias à Deriva no Mar: Um Comeu 100 Águas-Vivas para Não Morrer de Fome

    A incrível história de Troy Driscoll e Josh Long, que foram arrastados para longe da costa da Carolina do Sul em 2005 e enfrentaram a fome e a sede extremas, incluindo o consumo de águas-vivas.

    O ano de 2005 trouxe consigo marcos como a morte do Papa João Paulo II e o nascimento do YouTube. Contudo, em 24 de abril daquele ano, uma saga de sobrevivência que chocou os Estados Unidos começou: dois adolescentes, Troy Driscoll, de 15 anos, e Josh Long, de 17, ficaram à deriva no mar por sete dias, recorrendo a medidas drásticas para se manterem vivos, como comer águas-vivas.

    Uma Pescaria Que Virou Tragédia

    O que deveria ser um simples passeio de pesca em Sullivan’s Island, na Carolina do Sul, transformou-se em um pesadelo quando os dois amigos, a bordo de um pequeno barco sem motor ou velas, foram apanhados por uma forte corrente de retorno. Em poucos minutos, a costa desapareceu de vista, e eles se viram cada vez mais distantes da terra firme, sem qualquer meio de comunicação ou equipamento de segurança.

    A Luta Contra a Sede e a Fome

    Sem água potável e comida, a situação tornou-se desesperadora. Josh Long relatou que a água do mar, embora cristalina, era um perigo. Para matar a sede, chegou a lamber o convés após uma garoa. A fome, no entanto, o levou a uma decisão extrema: comer águas-vivas. “Eu estava com tanta fome que comi uma água-viva e esperei a noite toda para ver se ela me mataria. Não matou. Eu comi umas 100”, confessou Josh. Troy, por sua vez, sofria com alucinações e chegou a cogitar atos extremos para saciar a fome.

    O Resgate Inesperado

    Após três dias de buscas infrutíferas pela Guarda Costeira, a esperança parecia diminuir. No entanto, no sétimo dia, dois pescadores avistaram os jovens a cerca de 178 quilômetros da costa. Ben Degutis, um dos pescadores, descreveu o momento: “Conforme nos aproximávamos, vi pessoas acenando e, para minha surpresa, eram dois jovens em um pequeno barco. Um deles gritava: ‘Graças a Deus!’”.

    Um Novo Começo Após a Adversidade

    Resgatados e levados ao hospital, Josh havia perdido mais de 13 kg, enquanto Troy precisou de cuidados por queimaduras. A experiência marcou profundamente os adolescentes, mudando suas perspectivas de vida, mas sem diminuir o amor pelo mar e pela pesca. A história se tornou um testemunho da força do espírito humano diante das mais severas adversidades.

  • James Cameron descreve Fossa das Marianas como paisagem lunar desolada e quase sem vida

    James Cameron descreve Fossa das Marianas como paisagem lunar desolada e quase sem vida

    A Expedição ao Challenger Deep

    O renomado cineasta James Cameron, conhecido por sucessos como ‘Titanic’ e ‘Avatar’, realizou em 26 de março de 2012 uma ousada expedição ao Challenger Deep, a parte mais profunda da Fossa das Marianas. A bordo do submarino ‘Deepsea Challenger’, Cameron desceu sozinho a impressionantes 11 mil metros abaixo do nível do mar, um feito que o levou a um dos ambientes mais extremos e inexplorados da Terra.

    Uma Visão da Lua Submarina

    Ao retornar, Cameron compartilhou suas impressões com a National Geographic, descrevendo o local como um cenário desolador e surpreendentemente semelhante à superfície lunar. “Desolador e parecido com a superfície lunar”, declarou o explorador. Ele relatou a ausência quase total de luz natural e a escassez de formas de vida. “Uma planície muito macia, quase gelatinosa”, foi como ele caracterizou o fundo do oceano, onde avistou apenas pequenos anfípodes, semelhantes a camarões, que parecem ser comuns na região.

    Geologia e Profundidade Extrema

    A Fossa das Marianas, localizada no Oceano Pacífico a leste das Ilhas Marianas, atinge profundidades de aproximadamente 11 mil metros, segundo o Serviço Nacional de Oceanos dos Estados Unidos (NOAA). Essa profundidade colossal supera em mais de 2 mil metros a altura do Monte Everest. A formação geológica da fossa é resultado do encontro de duas placas tectônicas adjacentes, onde uma placa mergulha sob a outra, criando essa depressão oceânica extrema.

    O Legado de Cameron

    Além de suas conquistas cinematográficas, James Cameron solidificou seu nome na história da exploração. A expedição à Fossa das Marianas rendeu um documentário que retrata os desafios e descobertas dessa jornada. Embora o documentário não estivesse disponível no Brasil nas plataformas de streaming na época da publicação original desta matéria, o feito de Cameron continua a inspirar a curiosidade sobre os mistérios do nosso planeta.

  • Pegasus: Conheça o Barco Elétrico que ‘Voa’ Sobre a Água a Mais de 55 km/h

    Pegasus: Conheça o Barco Elétrico que ‘Voa’ Sobre a Água a Mais de 55 km/h

    Um Voo Silencioso Sobre as Águas

    A empresa finlandesa Foilone apresenta o Pegasus, um monoposto totalmente elétrico que redefine a navegação. Combinando um visual retrô com tecnologia futurista, este hidrofoil atinge velocidades impressionantes de até 55,56 km/h (30 nós), proporcionando uma experiência silenciosa e sem emissões. Construído artesanalmente em fibra de carbono, o design do Pegasus remete à aerodinâmica dos carros de Fórmula 1 da década de 1950, com toques de carros de luxo modernos, garantindo que ele chame a atenção por onde passa.

    Tecnologia de Hidrofólios para uma Navegação Elevada

    O segredo da velocidade e da sensação de “voo” do Pegasus reside em seu sistema de duas lâminas (foils), uma na proa e outra na popa, alinhadas sob o casco. Essa configuração funciona de maneira similar ao trem de pouso de um avião: a lâmina dianteira sustenta a parte frontal da embarcação, enquanto a traseira, equipada com flaps controlados eletronicamente, realiza correções em tempo real. Esse sistema avançado garante uma ação responsiva, ideal para o controle individual.

    Controle Intuitivo e Sensação de Pilotagem

    Pilotar o Pegasus é descrito pela Foilone como uma experiência intuitiva, semelhante a pilotar uma motocicleta de alta performance. O controle é feito por meio de duas alças, que funcionam como um guidão, e um pedal de aceleração. As alças permitem manobras direcionais com um simples movimento de empurrar e puxar, enquanto o pedal direito, similar ao de um carro, controla a potência enviada ao motor elétrico. A velocidade de planeio é atingida a 10 nós (18,52 km/h), momento em que as lâminas geram sustentação suficiente para elevar o barco, proporcionando a desejada sensação de voo sobre a água.

    Desempenho, Autonomia e o Futuro da Navegação

    Equipado com duas baterias Torqeedo de 5 kWh cada, o Pegasus tem um tempo de recarga completo inferior a 2 horas. Com 4,88 metros de comprimento e pesando 200 kg (com baterias), a embarcação de 14,9 kW de potência atinge uma velocidade de cruzeiro entre 33,33 km/h e 40,74 km/h, podendo chegar aos 55,56 km/h em sua capacidade máxima. Embora seja um modelo de uso individual, sem espaço para passageiros ou bagagem, o Pegasus se destaca como um laboratório prático, demonstrando o potencial dos hidrofólios na otimização da eficiência de barcos elétricos e abrindo caminho para aplicações futuras em embarcações maiores.